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11.07.2018 | Opinião

O Terceiro Estado

O Terceiro-Estado carregando o Primeiro e o Segundo Estados nas costas.

Os leitores que me conhecem e acompanham nosso trabalho, sabem que gosto muito de história, tanto é verdade que aqui no meu site tenho uma seção intitulada ‘Hoje na História’.

O Brasil continua numa forte inquietação causada principalmente pelo descontentamento da população com relação ao que acontece (ou deixa de acontecer) na Capital Federal, a Terra da Fantasia, em especial com os desmandos e a corrupção que corre solta e ainda impune.

Nossos políticos parecem “sem noção” da gravidade do que está acontecendo e dos desdobramentos que poderão advir dessa passividade “quase criminosa” em relação não só a corrupção e outros problemas, mas principalmente em relação à impunidade que muitos defendem com “unhas e dentes”.

Nestes momentos de tensão e crise vale a pena olhar e lembrar um fato da história mundial que nos atinge até hoje, e virou marco de uma virada nas relações entre a classe governante e o povo.

A Tomada da Bastilha (em francês: Prise de la Bastille), também conhecida como Queda da Bastilha, foi o evento central da Revolução Francesa, ocorrido em 14 de julho de 1789.


Tomada da Bastilha

Embora a fortaleza medieval conhecida como Bastilha, fosse utilizada como prisão e tivesse à época, apenas sete prisioneiros, sua queda tornou-se um ícone da República Francesa.

Na França, o quatorze juillet (14 de julho) é um feriado nacional, conhecido formalmente como Fête de la Fédération ("Festa da Federação"), conhecido também como Dia da Bastilha.


Festa da Federação, em 14 de julho de 1790 no Campo de Marte (Paris).

A Queda da Bastilha provocou uma onda de reações em toda a França, assim como na Europa, que se estendeu até a distante Rússia Imperial, e seus ideais libertários chegaram também às Américas.

A sociedade francesa da segunda metade do século XVIII possuía dois grupos muito privilegiados:

  1. O Clero ou Primeiro Estado, composto pelo Alto Clero, que representava 0,5% da população francesa, era identificado com a nobreza e negava reformas, e pelo Baixo Clero, identificado com o povo, e que as reclamava;
  1. A Nobreza, ou Segundo Estado, composta por uma camada palaciana ou cortesã, que sobrevivia à custa do Estado, por uma camada provincial, que se mantinha com as rendas dos feudos, e uma camada chamada Nobreza Togada, em que alguns juízes e altos funcionários burgueses adquiriram os seus títulos e cargos, transmissíveis aos herdeiros. Aproximava-se de 1,5% dos habitantes.

Esses dois grupos (ou Estados) oprimiam e exploravam o Terceiro Estado, constituído por burgueses, camponeses sem terra e os "sans-culottes", um grupo heterogêneo composto por artesãos, aprendizes e proletários.

Os impostos e contribuições incidiam somente sobre o Terceiro Estado, visto que o clero e a nobreza tinham isenção tributária como ainda usufruíam do tesouro real por meio de pensões e cargos públicos.


O Terceiro-Estado carregando o Primeiro e o Segundo Estados nas costas.

Percebem alguma semelhança com o que vivemos no presente?

Será que o Brasil de hoje é muito diferente da França do Século 18?

Ao que parece, muita gente no governo federal faltou às aulas de história e não têm a mínima noção do que significa "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité).

Será que o poder além de causar surdez também causa cegueira?

O fato verdadeiro é que, pelo menos aqui no PATROPI, ainda existe uma elite política, quem sabe um “Segundo Estado”, que não têm a mínima vergonha de viver à custa da população.

O primeiro alvo dos revolucionários franceses foi a Bastilha. Sua queda em 14 de julho de 1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.

Como diria nosso saudoso e “honestíssimo” deputado Justo Veríssimo, personagem fictício criado pelo genial Chico Anysio, “Povo não pensa, povo vota. E eu quero que o povo se exploda”.

Esse é o exemplo vivo e permanente do, lamentavelmente, padrão do político brasileiro.

Sinto que seguem o pensamento da corruptocracia tão propalada por Justo Veríssimo, caricatura verdadeira de muitos políticos de nosso país, ou seria peís.

Será que alguém entre eLLes percebe o que realmente está acontecendo ou ainda poderá acontecer?

Eu, pessoalmente, acredito que eLLes ainda não estão nem aí!

Espero, sinceramente, que a história me desminta.


Tags: Bastilha, Revolução Francesa, revolução, igualdade, liberdade, fraternidade, impostos






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