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22.10.2007

Oldemar Plantikow Brahm, presidente da Digistar Telecomunicações S.A.

Oldemar Plantikow Brahm, presidente da Digistar Telecomunicações S.A.
O Presidente da Digistar Telecomunicações S.A. nos fala das oportunidades de negócios e sua experiência no mercado chinês.


Alô amigos do ricardoorlndini.net, está conosco Oldemar Brahm que é Diretor-presidente da Disgistar Telecomunicações. Oldemar é nosso amigo, já pelo terceiro ano consecutivo viajamos para a Ásia, estivemos em Shangai, estivemos em Taipei, Hong Kong agora pela terceira vez...Oldemar, como é que tu vê este tipo de ação, que muitos empresários são resistentes à Ásia, trabalho escravo, é por isso que eles ganham na competitividade conosco...Qual é a importância deste tipo de ação, e depois vamos falar um pouquinho sobre estes preconceitos que o empresariado brasileiro, o mais inteligente, está aprendendo que não é nada disso.

Existe um mito de que existe trabalho escravo, e isto na realidade não existe, quem vem pra cá descobre que isto realmente não existe. O que existe é que eles são muito bem organizados e trabalham bastante. Eles trabalham com produtos de alta escala e com isso conseguem fazer produtos muito competitivos e, como se está dizendo hoje, a “fábrica do mundo” está na China, quer dizer, todo o mundo, qualquer fábrica, não importa se ela é americana, européia, ou quem sabe qualquer fábrica que queira ficar viva vai precisar de componentes da Ásia.

Estávamos esta semana, eu e o o Oldemar, jantando em Hong Kong, no Spaghetti House, com o Diego, uma pessoa que conhece muito esta região do mundo e ele comentava conosco. No ano passado o salário médio em Shenzen era de U$ 120,00 mês, já está em U$ 200,00, mas vamos chamar a atenção de quem está nos escutando no ricardoorlndini.net, U$ 200,00 com um custo de vida quase dez vezes menos que o Brasil, então multiplica isso se fosse no Brasil seria um salário em torno de U$ 2.000,00, isto é muito salário pra dizer que é trabalho escravo.

Bom, eu já conheço a região há mais de dez anos, eu no ano passado vim quatro vezes, mas agora faz um ano que eu não vinha, ´pe praticamente irreconhecível o crescimento da região. Primeiro lugar por que o custo de vida deles é baixo, estou falando agora da China e não de Hong Kong, o custo de vida deles e baixo e, portanto, eles tem um salário muito maior que o do Brasil, e com isso significa que eles têm um poder aquisitivo maior. Tendo poder aquisitivo maior, eles compram mais, eles vivem melhor, eles têm carros melhores, eles têm coisas melhores dentro das casas, em resumo, eles vivem muito melhor que o brasileiro, quer dizer, não têm nada de trabalho escravo nisto aí.

Oldemar, outra questão que nós falávamos sobre Shenzen é de que não têm mais pessoas para trabalhar lá, lotou, não têm mais, e o governo chinês está abrindo novas zonas de produção mais no interior da China, inclusive por questões de salário pois este subiu muito, ele está U$ 200,00 em Shenzen e no interior já se consegue a U$ 100,00 ou U$ 120,00 e em outros países, como chegamos a comentar o Vietnã onde o salário é de U$ 30,00, mas tudo isso, o brasileiro têm que entender que o custo de vida é no mínimo dez vezes menor que no Brasil.

Bom, o que acontece é o seguinte. Na China têm uma lei que as pessoas têm uma identidade, pessoas que moram num estado não podem migrar para outro estado. Então isto significa que estas regiões que estão muito desenvolvidas, com mão de obra mais qualificada, apesar de a China ser o pais mais populoso do mundo, já acabou a mão-de-obra em várias cidades. Então o que está acontecendo. O governo chinês está incentivando as empresas a irem mais para o interior, não por questões de salários mais baixos, mas para que dê oportunidade de crescimento das regiões mais para o interior e o empresário também vai porque quer pagar menos salário. Em resumo, a China está com diversas regiões que não possuem mais mão-de-obra, e se esta política for mantida, em breve toda a China será uma única China com salários muito parecidos e 100% desenvolvida, não vai existir mais regiões pobres e ricas.

Interessante que o Diego nos chamava a atenção de que a China promete e faz. Prometeram ferrovia, prometeram uma estrada, pontes novas, aeroportos ligando Shenzen a Hong Kong, para escoar pelo porto HK toda a produção, e também prometem fazer todas estas interligações no interior da China, com trens e estradas de primeiro mundo para atender a demanda. Pois não adianta fazer uma fábrica no interior da China se não tem estrada, aeroporto e trem. Como é que tu vê este tipo de política que a China adota em paralelo com o que acontece no Brasil.

Eu acho que eles são muito inteligentes. Eles sabem que têm mão-de-obra, eles sabem que o mundo já descobriu que eles sabem que são a fábrica do mundo. Diante destes fatos, só tem uma coisa, se não tiver infra-estrutura para escoar toda esta produção, acabou, não adianta empresário sonhar em fabricar, ou o governo chinês dizer que vai dar emprego para o povo se não tem como escoar. Então eles estão fazendo um investimento muito pesado por todos os lados. Por trem, por rodovia, por navio (portos), e também aéreo, e lógico que não para só por aí. Todo o resto de infra-estrutura como energia elétrica, eles estão fazendo a maior usina do mundo, e sem falar na área de celular, telefonia fixa, internet, em resumo, toda a infra-estrutura para não só a empresas como o povo e as cidades se desenvolverem.

Para encerrar o nosso bate-papo na janta desta semana, tu perguntaste para o Diego, e aí, está pronta aquela ponte, que começou no ano passado?

Já existe alguns meios, porque na realidade HK apesar de fazer parte na China, politicamente ainda está separada. Se você quiser passar de HK para a China, tem que passar por duas aduanas, ao sair de HK e depois para entrar na China e ao voltar de lá para cá a mesma coisa. Bom, apesar de já existir por barco (ferry), por trem e por rodovia, eles conseguiram fazer uma ponte, eu só não sei o tamanho dela, mas é uma das maiores do mundo que interliga HK a Shenzen, o estado mais próximo que fica dentro da China, e feita em pouquíssimo tempo e lógico, já fizeram as duas aduanas também, e ao mesmo tempo fizeram uma outra aduana para trem porque são os meios mais utilizados. Em resumo, só entre estas duas fronteiras que antigamente tinham três aduanas, por barco, trem e rodovia, agora têm mais duas, em resumo, duas aduanas para cada meio de transporte. Sempre se preocupando para que não tenha pontos de gargalo. A china diz assim que está aberta, podem vir que eu não tenho estrangulamento em nada, estamos abertos venham, que eu quero mais, e mais e mais...



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