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Quarta-Feira, 12 de Maio de 1913.

Nasce José Bispo Clementino dos Santos, o Jamelão cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira


Jamelão, nome artístico de José Bispo Clementino dos Santos, (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 - Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008) foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira.

Nascido no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.

Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.

Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi corista do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos. Entre seus sucessos, estão Fechei a Porta (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), Leviana (Zé Kéti), Folha Morta (Ary Barroso), Não Põe a Mão (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), Matriz ou Filial (Lúcio Cardim), Exaltação à Mangueira (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), Eu Agora Sou Feliz (com Mestre Gato), O Samba É Bom Assim (Norival Reis/ Helio Nascimento) e Quem Samba Fica (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: “Não sei quando volto, mas não estou triste.”

Morreu aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos.



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