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Quinta-Feira, 01 de Junho de 1944.

A BBC transmite uma mensagem codificada (a primeira linha de um poema de Paul Verlaine) para a resistência francesa, avisando a invasão iminente da Europa pelas forças aliadas

Antigo microfone da BBC

No vocabulário militar, o Dia D (do inglês D-Day) é um termo usado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação do combate devem ser iniciados.

A expressão Dia-D (D-Day) apareceu pela primeira vez nas ordens de batalha do Exército dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

A utilização de um nome em código para o dia de início de uma operação, em sua fase de planeamento, leva em consideração que várias medidas devem ser tomadas antes e após o início dos combates e que devem ser organizadas em função da data e hora precisas da operação. Entretanto, tendo em vista que vários fatores podem alterar o dia de início de qualquer operação militar, seria impossível e até mesmo inseguro fazer circular vários documentos contendo a data específica. Assim o planeamento é estruturado marcando-se o Dia (D), Hora (H) e minuto (M) do começo da ação.

O Dia D (Operação Netuno) mais famoso da história militar foi 6 de Junho de 1944 - o dia em que a Batalha da Normandia começou - iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa foi a nona operação da a Segunda Guerra Mundial com maior número de baixas (Barbarossa - 1.582.000; Stalingrado - 973.000; Cerco de Leningrado - 900.000; Kiev - 657.000; Operação Bagration 1944 - 450.000; Kursk - 325.000; Berlim - 250.000; Campanha Francesa de 1940 - 185.000; Operação Overlord ou DIa D- 132.000).

Devido a isto, as estratégias de certas operações militares posteriores tentaram evitar utilizar o mesmo termo. Por exemplo, a invasão de Leyte pelo Gen. MacArthur começava no "A-day" (dia A), e a invasão de Okinawa no "L-Day" (dia L). 1º de Novembro de 1945, a data proposta para a invasão do Japão, deveria ser "X-Day" (dia X). Uma segunda vaga de desembarques em Tóquio seria "Y-Day" (dia Y), em 1º de Março de 1945

Senhas especiais foram divulgadas pelas rádios na véspera da investida. Tratava-se dos quatro acordes iniciais da Quinta de Beethoven, das palavras “Mickey Mouse” e o verso de Paul Verlaine:

Les sanglots longs
des violons
de l’automne
blessent mon coeur
d’une langueur

Os soluços longos
dos violinos
do outono
ferem meu coração
com um langor
monótono.

Em 1º de junho de 1944 a BBC de Londres transmite esses códigos que informavam para a Resistência Francesa o início da invasão.


Navios de desembarque descarregando tanques e suprimentos na Praia de Omaha na Normandia.

A Operação Overlord foi o codinome para a Batalha da Normandia, uma operação aliada que iniciou a invasão bem sucedida da Europa Ocidental ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A operação teve início em 6 de junho de 1944, com os desembarques da Normandia (Operação Netuno, vulgarmente conhecido como Dia-D). Um ataque aéreo de 1.200 aviões precedeu um desembarque anfíbio, envolvendo mais de 5.000 embarcações. Cerca de 160.000 homens cruzaram o canal da Mancha em 6 de junho, e com isso mais de três milhões de aliados estavam na França até o final de agosto.


Rotas de desembarque no Dia-D na Normandia.

A decisão de realizar uma invasão cruzando o canal em 1944 foi tomada na Conferência Trident, em Washington, D.C., em maio de 1943. O general Dwight D. Eisenhower foi nomeado comandante do Quartel-General Supremo das Forças Expedicionárias Aliadas (SHAEF), e o general Bernard Montgomery foi nomeado comandante do 21º Grupo de Exército britânico, que compreendia todas as forças terrestres envolvidas na invasão. A costa da Normandia foi escolhida como o local da invasão, com os americanos designados para desembarcar nas praias Utah e Omaha, os britânicos em Sword e Gold, e os canadenses em Juno. Para satisfazer as condições esperadas, tecnologia especial foi desenvolvida, incluindo dois portos artificiais chamados de portos Mulberry e uma série de tanques especializados apelidados de Hobart's Funnies. Nos meses que antecederam a invasão, os aliados realizaram uma operação militar falsa, a Operação Bodyguard, usando desinformação eletrônica e visual. Esta operação falsa enganou os alemães quanto à data e a localização dos principais pontos de desembarques dos aliados. Adolf Hitler nomeou o marechal-de-campo Erwin Rommel responsável pelo desenvolvimento de fortificações ao longo da Muralha do Atlântico, em antecipação a uma invasão.

Os aliados não conseguiram alcançar seus objetivos para o primeiro dia, mas ganharam uma posição tênue que gradualmente foi expandida capturando o porto de Cherbourg em 26 de junho e a cidade de Caen em 21 de julho. Um contra-ataque pelas forças alemãs fracassou em 8 de agosto levando 50.000 soldados do 7º Exército alemão a serem capturados na Batalha do Bolso de Falaise. Os aliados iniciaram uma invasão ao sul da França (Operação Dragão) em 15 de agosto, em seguida, a Libertação de Paris em 25 de agosto. As forças alemãs recuaram para o outro lado do Sena, em 30 de agosto de 1944, marcando o fim da Operação Overlord.

Fonte: Wikipédia





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