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16 de dezembro de 1431.

Henrique VI da Inglaterra é coroado Rei da França na Catedral de Notre-Dame de Paris, segundo as disposições do Tratado de Troyes que não foram depois reconhecidas pelos franceses

Henrique VI da Inglaterra é coroado Rei da França na Catedral de Notre-Dame de Paris.

Henrique VI (6 de dezembro de 1421 — 21 de maio de 1471) foi Rei da Inglaterra em dois períodos diferentes, primeiro entre 31 de agosto de 1422 e 4 de março de 1461 e depois por um segundo e breve reinado entre 30 de outubro de 1470 a 11 de abril de 1471. Grande parte do seu reinado foi marcado pela Guerra das Rosas, entre as casas de Lencastre (à qual Henrique pertencia) e de Iorque.

Henrique era filho do rei Henrique V da Inglaterra e da sua rainha consorte Catarina de Valois, princesa de França. Devido à morte prematura do seu pai, foi filho único e subiu ao trono com poucos meses. A regência foi assumida pelos tios João, Duque de Bedford e Humphrey, Duque de Gloucester e a sua mãe foi afastada da corte e da sua educação. Henrique foi coroado rei de Inglaterra aos oito anos de idade, na Abadia de Westminster a 6 de novembro de 1429. De acordo com o Tratado de Troyes, foi também rei da França, sendo coroado na Catedral de Notre-Dame de Paris a 16 de dezembro de 1431. No entanto, Henrique não foi aceito pela maioria dos franceses, que reconheciam ao invés Carlos VII da França como seu monarca, e não é contabilizado como rei deste país.

A subida ao trono de Henrique representou um revés para a política externa de Inglaterra, nomeadamente na questão da guerra dos cem anos, até então governada pelo competente e agressivo Henrique V. O regente e duque de Bedford assumiu o controle da frente francesa e obteve em nome de Henrique VI alguns sucessos, até ao aparecimento de Joana d’Arc e ao repudio do sobrinho pelos franceses. Depois da morte de Bedford em 1435, uma sucessão de erros militares e diplomáticos custou a perda dos territórios dominados pelos ingleses em França, nomeadamente o Ducado da Aquitânia (em 1449). Em 1453, depois da derrota na Batalha de Châtillon, a guerra dos cem anos acaba com a derrota de Henrique VI. Ao atingir a maioridade, o rei mostrou-se um rei inseguro, pouco pragmático e muito influenciável, mais interessado em assuntos de religião que de governo.


Ilustração do casamento de Henrique VI e Margarida de Anjou

Em 23 de abril de 1445, Henrique casou com Margarida de Anjou, uma mulher ambiciosa que depressa se tornou na verdadeira mão atrás das suas decisões. À medida que a situação em França piorava de dia para dia, aumentou também a instabilidade política na Inglaterra. Vários nobres desagradados com a personalidade do rei e com a influência de Margarida de Anjou, começaram a conspirar para a sua substituição, apoiando a casa de York nas suas crescentes pretensões à coroa. Este facto não passou despercebido a Henrique VI. Em 1453, na época em que Inglaterra perdeu definitivamente a guerra dos cem anos, o rei encontrava-se à beira da depressão e a sua incapacidade ditou a escolha de Ricardo, Duque de York como regente. Para piorar a situação, corria o rumor que o seu filho recém-nascido, Eduardo de Westminster, era ilegítimo e que o rei era impotente.

Em 1455, Henrique sente-se restabelecido e retira todos os cargos a Ricardo de York. Esta decisão precipita o confronto aberto; pouco depois as forças de York e os partidários do rei defrontam-se na batalha de St Albans, considerada como o início da guerra das rosas que havia de durar até 1487. Em 1460 os York comandados por Ricardo Neville, Conde de Warwick conquistam Londres e a 4 de março de 1461, depois da vitória na Batalha de Mortimer’s Cross, Henrique VI é deposto e substituído pelo primo Eduardo de York, que se torna Eduardo IV de Inglaterra. Henrique VI é aprisionado na Torre de Londres, sem qualquer influência na vida pública, mas os seus partidários, em particular Margarida de Anjou, continuam a opor-se aos York.

Aproveitando-se de uma zanga entre Warwick e Eduardo IV em 1466, Margarida consegue que este general se torne apoiador da causa do rei em 1470. Para selar a aliança foi celebrado o casamento entre Anne Neville (filha de Warwick) e Eduardo de Westminster, o Príncipe de Gales. Warwick invadiu então a Inglaterra, à frente dos lancastrianos e derrotou a casa de York em batalha. Henrique VI foi libertado da prisão e solenemente reinvestido como rei da Inglaterra a 30 de outubro de 1470.

O seu regresso ao poder foi, no entanto, breve. As sucessivas vitórias de Warwick haviam-no tornado seguro demais para o que valia e fizeram-no tomar atitudes menos diplomáticas para com o Ducado da Borgonha. Em resposta, o duque Carlos aliou-se ao exilado Eduardo IV da Inglaterra, conferindo-lhe a ajuda necessária para reaver a coroa.

A casa de York venceu a Batalha de Tewkesbury a 4 de maio de 1471, onde o príncipe de Gales morreu nos confrontos. Henrique VI foi uma vez mais deposto e colocado sob prisão na Torre de Londres. Sem querer cometer os mesmos erros do passado, Eduardo IV considerou que seria uma ameaça constante e mandou matá-lo no fim do mês de a 21 de maio de 1471.


A batalha de Tewkesbury, retratada em um manuscrito de Ghent.

A vida de Henrique VI foi o tema principal de uma peça em três partes de William Shakespeare. Henrique foi o fundador do Colégio de Eton e do King’s College da Universidade de Cambridge.

Fonte: Wikipédia


Tags: Rei, coroação, Reino Unido, Inglaterra, França, Notre-Dame, Guerra das Rosas, Northampton, Warwick, assassinato






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