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Quinta-Feira, 07 de Fevereiro de 1957.

Rússia declara “Raoul Wallenberg” morto


No dia 7 de fevereiro de 1957, o vice-ministro russo Andrei Gromiko entregou uma declaração ao embaixador da Suécia em Moscou, informando que “Raoul Wallenberg” havia morrido de enfarte em 1947 numa prisão do serviço secreto russo. Wallenberg havia ajudado judeus em Budapeste a fugir do regime nazista durante a Segunda Guerra.

Raoul Wallenberg chegou a Budapeste em 1944, portando um passaporte diplomático. Sua missão era relatar a situação dos judeus e de outras minorias na capital húngara. O governo sueco atendia um pedido neste sentido feito, entre outros, pelo Congresso Judaico Mundial. Desde março daquele ano, os nazistas haviam ocupado a Hungria.

As tropas chegaram acompanhadas das famigeradas SS e da Gestapo, que dominavam à revelia das minorias. Adolf Eichmann organizava a deportação de judeus húngaros para os campos de concentração. Até a chegada de Wallenberg, já haviam sido levadas 437 mil pessoas. O jovem sueco impôs-se a tarefa de salvar os 200 mil que ainda restavam, expedindo salvo-condutos em nome da representação diplomática.

Para melhor atingir seus objetivos, Wallenberg aproveitou-se da grande influência de sua família (Scania). Esta, por seu lado, mantinha contatos com a Alemanha nazista. Os negócios do tio de Raoul, Jakob, beneficiavam a indústria armamentista alemã. Estas ligações eram acompanhadas pelo serviço de espionagem soviético.

Preso pelo Exército Vermelho

Em janeiro de 1945, o governo sueco foi informado por Moscou que Raoul havia sido preso pelo Exército Vermelho em Budapeste. Wallenberg foi visto em liberdade pela última vez em 17 de janeiro de 1945, quando tinha 32 anos. O então Ministério do Interior da União Soviética ordenou que ele fosse levado imediatamente a Moscou, onde suas pistas se perderam nas malhas do serviço de espionagem.

Em fevereiro de 1957, Gromiko informou à embaixada da Suécia em Moscou que Wallenberg morrera de enfarte numa prisão do serviço secreto em 1947. Mais tarde, Alexander Iakovlev, chefe da Comissão de Reabilitação da presidência soviética, confessou que o sueco foi executado a tiros. O mistério, entretanto, prossegue.

Durante muito tempo, acreditou-se que ele ainda vivia e que estivesse internado numa clínica psiquiátrica até 1989. Neste ano, o governo chamou os familiares de Raoul a Moscou para buscarem seus pertences pessoais: passaporte, agenda de endereços, dinheiro e uma cigarreira.

Em dezembro de 2000, a Rússia – sucessora da União Soviética – voltou a admitir oficialmente que o diplomata sueco foi erroneamente encarcerado pelos soviéticos até sua morte. Uma declaração de duas páginas da Procuradoria Geral russa revela em parte as circunstâncias do misterioso desaparecimento de Wallenberg em 1945.

A Procuradoria afirmou ter concluído que Wallenberg e seu motorista foram reprimidos pelas autoridades soviéticas. Eles foram detidos por serem considerados, sem justificativa, indivíduos socialmente perigosos. O termo repressão compreende várias formas de perseguição política da época soviética, inclusive exílio, encarceramento e execução de presos políticos.

Reabilitação

O procurador-geral Vladimir Ustinov assinou um veredito póstumo que reabilita Wallenberg e seu motorista argentino, Vilmos Langfelder, qualificando-os como vítimas da repressão política. O documento apenas confirma que morreram em prisões soviéticas, sem esclarecer maiores detalhes. Os familiares de Wallenberg e o governo sueco sustentam que eles foram executados pelos soviéticos.

Um diplomata da chancelaria sueca, Jan Lundvik, elogiou a decisão da Rússia de admitir o trágico erro cometido naqueles momentos. Mas a meia-irmã de Wallenberg, Nina Lagergren, não ficou satisfeita com a confissão e disse que aguarda mais detalhes e provas dos fatos.

Fonte: [link=http://www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html?id=607]Rádio Deutsche Welle [/link]



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