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07 de março de 1936.

Segunda Guerra Mundial: violando os tratados de Locarno e de Versalhes, a Alemanha nazista reocupa a Renânia, região situada na fronteira com a França e com os Países-Baixos

O ministro da Guerra da Alemanha, Werner von Blomberg.

A Crise da Renânia (ou também remilitarização Renânia ou ocupação da Renânia) foi uma crise diplomática provocada pela remilitarização dessa região da Alemanha, por ordem de Adolf Hitler em 7 de março de 1936.

Em resposta à ratificação do apoio franco-soviético, em 27 de fevereiro de 1936, Hitler reocupa a zona desmilitarizada da Renânia para restaurar a soberania do Terceiro Reich na fronteira ocidental da Alemanha, continuando a violar as disposições do Tratado de Versalhes.

O destacamento militar foi escasso, médio e até mesmo ridículo, mas o fato consistia numa violação do Tratado de Versalhes e do mais recente Tratados de Locarno. A área da Renânia, a leste do Rio Reno, era de importância estratégica diante de qualquer possível invasão da França pela Alemanha (e vice-versa) ao constituir uma barreira natural do rio dentro do território da Alemanha. A região foi ocupada pelas tropas aliadas no final da Primeira Guerra Mundial, que se retiraram em 1930, cinco anos antes do acordo, em uma demonstração de reconciliação para a República de Weimar, não sem deixar um ressentimento na população local que saudou com entusiasmo a remilitarização de Hitler.

A crise diplomática foi curta e foi de alcance limitado, pois, apesar do exército francês poder ter respondido de forma eficaz e facilmente (na verdade, o exército alemão tinha ordens para não resistir e retirar se necessário), os governos francês e britânico continuaram com a política de apaziguamento que posteriormente viria a permitir a Hitler a incorporação da Áustria e, posteriormente, permitir a ocupação da Checoslováquia após a Crise dos Sudetos, na sequência do expansionismo irredentista que levou à Segunda Guerra Mundial.

A Renânia é composta de parte da Alemanha principalmente a oeste do Rio Reno (em amarelo), mas também partes na margem direita. Em 1919 com o Tratado de Versalhes, a região foi desmilitarizada. Durante o governo de Hitler, o tratado foi violado e o exército alemão voltou à região. Não houve reação imediata por parte da França e do Reino Unido.

A decisão de remilitarizar

Durante janeiro de 1936, o chanceler alemão e Führer, Adolf Hitler, decidiu reocupar a Renânia. Originalmente Hitler tinha planejado remilitarizar a Renânia em 1937, mas escolheu o início de 1936 para avançar a remilitarização por um ano, por várias razões, a saber:

  • A ratificação pela Assembleia Nacional francesa do pacto franco-soviético de 1935 lhe permitiu apresentar seu golpe, tanto em casa como no exterior, como uma ação defensiva contra o "cerco" franco-soviético;
  • A expectativa de que a França estaria melhor armada em 1937;
  • O governo em Paris tinha acabado de cair e o novo governo estava mais alerta;
  • Problemas econômicos internos exigiu um sucesso de política externa para restaurar a popularidade do regime nazista;
  • A guerra ítalo-etíope, que havia colocado a Grã-Bretanha contra a Itália, tinha efetivamente quebrado a frente de Stresa;
  • E, aparentemente, porque Hitler simplesmente não queria esperar um ano extra.

Em sua biografia de Hitler, o historiador britânico Sir Ian Kershaw argumentou que as principais razões para a decisão de remilitarizar em 1936, em oposição a 1937, foram a preferência de Hitler por dramáticos golpes unilaterais para obter o que poderia ser facilmente alcançado através de conversas tranquilas e a necessidade de Hitler de “Um triunfo da política externa” para distrair a atenção pública da grande crise econômica que estava dominando a Alemanha em 1935-36.

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, Hitler, nazismo, Tratado de Versalhes, Tratado de Locarno, Renânia, Anschluss, Áustria, Checoslováquia






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