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09 de março de 1931.

O físico alemão Ernst Ruska apresentou o microscópio eletrônico, instrumento hoje capaz de ampliar imagens de moléculas orgânicas em até 500 mil vezes


O microscópio óptico abriu a primeira porta para o microcosmos. O microscópio eletrônico abriu a segunda. O que iremos encontrar, quando abrirmos a terceira porta? Esta questão foi colocada em 1985 pelo criador do microscópio eletrônico, o físico alemão Ernst Ruska. Um ano mais tarde, ele recebeu o Prêmio Nobel de Física pela projeção do aparelho, inventado 55 anos antes.

A diferença básica entre os dois tipos de microscópio está na formação da imagem. Enquanto o óptico emprega um feixe de luz, o eletrônico emite elétrons.

O professor Reinhard Strey, do Instituto de Química Física da Universidade de Colônia, é um exemplo de estudioso que hoje em dia usa o microscópio eletrônico para pesquisa. Strey afirma utilizar o aparelho para examinar microemulsões, como a mistura de água, gordura e um tipo de textura, para a criação de sabonete e detergente.

A vantagem do microscópio é permitir a melhoria das substâncias químicas ativas de limpeza, pois ele funciona como um projetor de slides, que regula a nitidez da substância, conforme você quiser, explica.

Outros pesquisadores visualizam, através do microscópio eletrônico, moléculas orgânicas, como o DNA, RNA, algumas proteínas, bactérias e vírus, pois o aparelho permite o estudo da ultra-estrutura celular, formando imagens planas, com ampliação de até 500 mil vezes.

Cientistas dos Laboratórios Bell, pertencentes à empresa Lucent Technologies, construíram em 2002 um microscópio eletrônico capaz de visualizar impurezas num simples átomo de semicondutor. Com o aparelho, torna-se possível detectar impurezas de poucos átomos, mas suficientes para impedir o funcionamento adequado de um chip.

O microscópio de Ruska veio para solucionar enigmas de pesquisadores, o que, com a aplicação do microscópio óptico, seria impossível.

História de Ernst Ruska

Nascido no dia 25 de dezembro de 1906 em Heidelberg, Ruska foi professor do Instituto Fritz Haber, que integra a Sociedade Max Planck, em Berlim, e um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 1986, sendo metade do prêmio pelo trabalho em óptica eletrônica e por projetar o primeiro microscópio eletrônico de transmissão.

Filho de Julius Ruska e de Elisabeth, nascida Merx, Ernst Ruska foi educado em Heidelberg e estudou Eletrônica na Universidade Técnica de Munique, em 1925, e depois em Berlim.

O físico fez ainda estágios na Marrom-Boveri & Co, em Mannheim, e na Siemens & Halske Ltd, em Berlim.

Sob a tutela do professor Max Knoll e com outros estudantes de doutorado, trabalhou no desenvolvimento de um osciloscópio de raios catódicos de alto desempenho.

O primeiro trabalho científico completo do físico, feito entre 1928 e 1929, foi a prova matemática e experimental da teoria de Busch, que resultou no desenvolvimento da lente depolschuh, desde então usada em microscópios magneto-eletrônicos de alta resolução.

A partir da construção do microscópio eletrônico, desenvolveu uma tese de doutorado e outra pedagógica universitária, ambas na Universidade Técnica de Berlim, com o objetivo de investigar as propriedades de lentes eletrônicas de baixo comprimento focal.

Ernst Ruska foi pesquisador da Siemens entre 1937 e 1955, diretor do Instituto Fritz Haber, em Berlim, entre 1955 e 1972, e professor na Universidade Técnica de Berlim. Nomeado diretor do Instituto para Microscopia Eletrônica, aposentou-se em 1974. Ernst Ruska morreu de câncer em Berlim no dia 27 de maio de 1988.


Fonte: [link=http://www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html?id=607]Rádio Deutsche Welle [/link]

Tags: Microscópio, física, ótica, Nobel, microcosmos






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