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17 de março de 1988.

Voo Avianca 410: Um Boeing 727-21 após deixar o aeroporto Camilo Daza, chocou-se com a montanha "El Espartillo" matando todos os 143 ocupantes da aeronave


Operando como vôo 410, o 727-21 da empresa Avianca, com 143 pessoas, 137 passageiros (entre eles um piloto fora de serviço no jump seat) e 6 tripulantes, decolou de Bucaramanga e deveria pousar em Barranquila, mas sua decolagem inicial foi atrasada dez minutos pela chegada de três aeronaves. Porém, este não era o único atraso do vôo 410 naquele dia, pois a aeronave originalmente destinada pela Avianca para o serviço teve problemas mecânicos e foi substituída em Bogotá, gerando um atraso de duas horas e meia para o início do vôo. Assim, os dez minutos na escala em Cucuta aumentaram a pressão no piloto que, após a decolagem, decidiu pedir ao controle uma subida em curso, para que o 727 pudesse tomar uma rota mais direta do que a normal, ganhando tempo.

A aeronave deveria ir para Cartagena, sua próxima escala. Para isso, logo após deixar a pista 33 de Cucuta, o HK-1716 iniciou uma curva para a esquerda, mas apenas quatro minutos após deixar o aeroporto Camilo Daza, chocou-se com a montanha El Espartillo, a uma altura de 1.800 metros, 180 metros abaixo do seu cume, voando a velocidade de 515 Km/h, rumo 310 e ligeiramente curvado para a direita. O Boeing desintegrou-se no impacto e poucas chamas atingiram a estrutura do 727. Uma forte neblina estava presente no momento do acidente, ao contrário do aeroporto, que tinha uma visibilidade de 10 quilômetros e nuvens altas. O vento era Norte, com velocidade de 15 nós.

A ausência de um breafing da tripulação e uma falha do comandante em dar instruções ao primeiro oficial sobre as condições e regras VFR (visuais) para a partida, levaram o co-piloto a iniciar muito cedo a curva para a esquerda após a decolagem. De acordo com as investigações, a transcrição do Cockpit Voice Recorder (CVR) mostrou que a tripulação estava desorientada e apenas após o engenheiro de vôo mencionar a neblina, o comandante instruiu o co-piloto a iniciar a curva para a direita. Além disso, o piloto que viajava no jump seat não parava de falar, contribuindo para uma atmosfera de descuido e desorientação da tripulação, que deveria monitorar a direção, velocidade e altura do 727, para evitar as inúmeras montanhas de região. O CVR mostrou que os pilotos estavam mais preocupados com a velocidade do que com a altitude, além da pressão extra originada de outra aeronave que estava em descida para pouso em Cucuta, aumentando o desejo dos tripulantes em efetuar uma curva e sair logo dali.

Uma das principais causas do acidente foi a conduta do comandante, que distraiu-se da operação do vôo, falhando em supervisionar a conduta do primeiro oficial, tolerando o comportamento impróprio do tripulante extra que estava no cockpit e continuar a voar IFR em condições que exigiam o vôo por instrumentos. A interferência do piloto extra foi considerada tão grave a ponto de ser um fator primário no acidente. Entre as causas consideradas secundárias estavam a falta de coordenação e equipe da tripulação e os atrasos, em especial o da troca de aeronave, o que fez com que o comandante pensasse mais nas necessidades da empresa do que na segurança, insistindo em decolar mesmo quando o controle advertia para que este esperasse um pouco mais.

DADOS PRINCIPAIS

• Data e hora: 17/03/1988 - 13h17
• Lugar: Cucuta - Colômbia
• Empresa: Avianca
• Vôo: AV410 Cucuta - Cartagena
• Aeronave: Boeing 727-21
• Número de Série: 18999
• Prefixo: HK-1716
• Pessoas a bordo: 7 tripulantes e 136 passageiros = 143
• Vítimas fatais: 7 tripulantes e 136 passageiros = 143


Tags: Acidente, aviação, Boeing 727, Avianca 410, Avianca, Camilo Daza






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