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26 de abril de 0121.

Nasce Marco Ânio Catílio Severo, o futuro Imperador Romano Marco Aurélio

O jovem Marco Aurélio, Museus Capitolinos

César Marco Aurélio Antonino Augusto (em latim Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustus), conhecido como Marco Aurélio (26 de abril de 121 — 17 de março de 180), foi imperador romano desde 8 de março de 161 até sua morte. Nascido Marco Ânio Catílio Severo (Marcus Annius Catilius Severus), tomou o nome de Marco Ânio Vero (Marcus Annius Verus) pelo casamento. Ao ser designado imperador, mudou o nome para Marco Aurélio Antonino, acrescentando-lhe os títulos de imperador, césar e augusto. Aurelius significa "dourado", e a referência a Antoninus deve-se ao facto de ter sido adotado pelo imperador Antonino Pio.

Seu reinado foi marcado por guerras na parte oriental do Império Romano contra os partas, e na fronteira norte, contra os germanos. Foi o último dos cinco bons imperadores, e é lembrado como um governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida, Meditações.


O jovem Marco Aurélio, Museus Capitolinos

Biografia

O seu tio Antonino Pio designou-o como herdeiro em 25 de fevereiro de 138 (pouco depois de ele mesmo ter sucedido a Adriano). Marco Aurélio tinha, então, apenas dezessete anos de idade. Antonino, no entanto, também designou Lúcio Vero como sucessor. Quando Antonino faleceu, Marco Aurélio subiu ao trono em conjunto com Vero, na condição de serem ambos co-imperadores (augustos), ressalvando, no entanto, que a sua posição seria superior à de Vero. Os motivos que conduziram a esta divisão do poder são desconhecidos.

No entanto, esta sucessão conjunta pôde muito bem ter sido motivada pelas cada vez maiores exigências militares que o império atravessava. Durante o reinado de Marco Aurélio, as fronteiras do Império Romano foram constantemente atacadas por diversos povos: na Europa, germanos tentavam penetrar na Gália, e na Ásia, os partas renovaram os seus assaltos. Sendo necessária uma figura autoritária para guiar as tropas, e não podendo o mesmo imperador defender as duas fronteiras em simultâneo, nem tão-pouco nomear um lugar-tenente (que poderia, tal como haviam já feito Júlio César ou Vespasiano, usar o seu poder, após uma portentosa vitória, para derrubar o governo e instalar-se a si mesmo como imperador).

Assim sendo, Marco Aurélio teria resolvido a questão enviando o co-imperador Vero como comandante das legiões situadas no oriente. Vero era suficientemente forte para comandar tropas e, ao mesmo tempo, já detinha parte do poder, o que certamente não o encorajava a querer derrubar Marco Aurélio. O plano deste último revelou-se um sucesso - Lúcio Vero permaneceu leal até sua morte, em campanha, no ano 169.

De certa forma, este exercício dual do poder no início do reinado de Marco Aurélio parece uma reminiscência do sistema político da República Romana, assente na colegialidade dos cargos e impedindo que uma única pessoa tomasse conta do poder supremo - como sucedia com os cônsules, sempre nomeados em número de dois. A colegialidade do poder supremo foi reavivada mais tarde por Diocleciano, quando este estabeleceu a tetrarquia imperial em finais do século III. Marco Aurélio casou-se com Faustina, a Jovem, filha de Antonino Pio e da imperatriz Faustina, a Velha, em 145. Durante os seus trinta anos de casamento, Faustina gerou 13 filhos, entre os quais Cômodo, que se tornaria imperador após Marco Aurélio, e Lucila, que se casou com Lúcio Vero para solidificar a sua aliança com Marco Aurélio.


Busto de Marco Aurélio,
nos jardins do Palácio de Versalhes

Marco Aurélio faleceu em 17 de março de 180, durante uma expedição contra os marcomanos, que cercavam Vindobona (atual Viena, na Áustria). As suas cinzas foram trazidas para Roma e depositadas no mausoléu de Adriano.

Poucos anos antes de morrer, designou o seu filho Cômodo como herdeiro (o qual foi o primeiro imperador a suceder a outro por via consanguínea, e não por adoção, desde o final do século I), tendo-o, ainda, feito co-imperador em 177.

No entanto, Cômodo, além de ser egocêntrico, não estava preparado para o exercício do poder. Por isso, muitos historiadores fazem coincidir o início do declínio de Roma com a morte de Marco Aurélio e a ascensão ao trono de Cômodo. Diz-se até que a sua morte foi o fim da Pax Romana, encerrando a era áurea do Império.

Casamento e filhos

Em seus trinta anos de casamento, Faustina e Marco Aurélio tiveram treze filhos:

  • Ânia Aurélia Galéria Faustina (147 -165).
  • Gêmelo Lucila (m. ca. 150, gêmeo de Lucila.
  • Ânia Aurélia Galéria Lucila (148/50 - 182), irmã gêmea de Gêmelo e casada com o co-imperador do pai, Lúcio Vero.
  • Tito Élio Antonino (n. depois de 150, m. antes de 7 de março de 161).
  • Tito Élio Aurélio (n. depois de 150, m. antes de 7 de março de 161).
  • Adriano (152-157).
  • Domícia Faustina (n. depois de 150, m. antes de 7 de março de 161).
  • Ânia Aurélia Fadila (159 - fl. 211).
  • Ânia Cornifícia Faustina Menor (160 - fl. 211).
  • Tito Aurélio Fúlvio Antonino (161 - 165), irmão gêmeo de Cômodo.
  • Cômodo (161 - 192), irmão gêmeo de Fúlvio e futuro imperador.
  • Marco Ânio Vero César (162 - 169).
  • Víbia Aurélia Sabina (170 - antes de 217).

Influência
Na arte

A estátua equestre de Marco Aurélio de bronze dourado), (hoje, nos Museus Capitolinos), erigida na praça em frente ao Palácio de Latrão, restaurada por Michelangelo e transferida para a Praça do Capitólio, em Roma, em 1538, tornou-se o protótipo de todas as estátuas equestres do Renascimento.


Estátua equestre de Marco Aurélio, Museus Capitolinos

Uma cópia da estátua de bronze está na Praça do Capitólio. Uma imagem dessa estátua figura na moeda de 50 cêntimos de Euro italiana, desenhada por Roberto Mauri.

Na literatura e no cinema

  • A Queda do Império Romano: filme de 1964, sendo o papel de Marco Aurélio desempenhado por sir Alec Guinness.
  • Household Gods, livro de 1999, da autoria de Judith Tarr e Harry Turtledove (ISBN 0-613-35147-9).
  • Gladiador, filme de 2000, com o papel de Marco Aurélio sendo desempenhado por Richard Harris.
  • Marco Aurélio, Diis Manibus, livro de 2003, da autoria de Mário Sousa Cunha. Lisboa, Ésquilo Ed. Multimédia.
  • Citado pelo personagem Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, filme estadunidense de 1991
  • Citado em Roma - império de Sangue, de 2016 (documentário em 6 capítulos produzido pela Netflix).

Fonte: Wikipédia


Tags: Imperador, império romano, imperador romano, Marco Aurélio, César, Caesar, Cômodo, Marco Ânio Catílio Severo






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