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Sábado, 20 de Março de 1995.

Atentado terrorista em cinco diferentes estações do metrô de Tóquio, com o uso de “gás sarin”, mata 12 e fere 1300 pessoas

Estação Kasumigaseki do Metrô de Tóquio, um dos principais locais do ataque.

O Ataque do gás sarin no Metrô de Tóquio é o nome dado pela imprensa japonesa e internacional ao ataque ao Metrô de Tóquio (地下鉄サリン事件, Chikatetsu Sarina Jiken), foi um ato de terrorismo perpetrado por membros do culto apocalíptico chamado Aum Shinrikyo em 20 de março de 1995.

Em cinco atentados coordenados, os autores liberaram o gás sarin em várias linhas de metrô de Tóquio, matando doze pessoas, ferindo gravemente cinquenta e mais ligeiramente 6.000 pessoas.

O ataque era direcionado contra comboios/trens passando por Kasumigaseki e Nagatachō, o edifício onde se situa o Governo Japonês. Este é até hoje o mais grave atentado que ocorreu no Japão após a Segunda Guerra Mundial.

Sarin

Sarin, ou GB, é um composto organofosforado na formulação [(CH3)2CHO]CH3P(O)F. É um líquido sem cor e sem cheiro, usado como arma química devido à sua extrema potência sob o sistema nervoso. O gás sarin foi classificado como arma de destruição em massa na Resolução 687 das Nações Unidas. A produção e o armazenamento de sarin foram proibidas na Convenção sobre Armas Químicas, de 1993, na qual o sarin é classificado como "Substância do Anexo 1".

Aum Shinrikyo

Aum Shinrikyo (jap. オ ウ ム 真理 教), dividida entre os grupos Aleph e Hikari no Wa em 2007, é um culto apocalíptico fundado por Shoko Asahara em 1984 no Japão. A seita ganhou notoriedade internacional quando realizou o ataque com gás sarin ao Metrô de Tóquio em 1995 e também por um outro ataque de menor proporção com sarin no ano anterior.

O culto nunca confessou a autoria dos ataques. Aqueles que realizaram os ataques o fizeram secretamente, sem o conhecimento de seguidores comuns. Asahara transmitiu a sua pregação, insistindo em sua inocência, através de uma transmissão de rádio em um sinal de que eles compraram na Rússia e redirecionaram em direção ao Japão.

A Aum Shinrikyo foi formalmente designada como uma organização terrorista por vários países, como CanadáCazaquistão e Estados Unidos. O exame da Comissão de Segurança Pública do Japão considera a Aleph e a Hikari no Wa como "religiões perigosas" e anunciou em janeiro de 2015 que tais cultos permanecerão sob vigilância por mais três anos.

De acordo com um relatório de junho de 2005 da Polícia Nacional do Japão, a Aleph tem cerca de 1.650 membros, sendo que 650 vivem de maneira comunitária em instalações do culto.

Doutrina

Aum Shinrikyo/Aleph é um sistema de crença sincrética que inspirou-se nas interpretações idiossincráticas feitas por Asahara de elementos do início do budismo indiano e do budismo tibetano, juntamente com o hinduísmo, tendo Shiva como imagem principal de culto e incorporando ideias milenaristas do livro cristão do Apocalipse, do yoga e de escritos de Nostradamus.

Seu fundador, Chizuo Matsumoto, alegou que ele procurava restaurar "o budismo original". Em 1992, Matsumoto, que mudou seu nome para Shoko Asahara, publicou um livro fundamental e declarou-se "Cristo", único mestre completamente iluminado do Japão e identificado com o "Cordeiro de Deus". Sua missão seria tomar para si os pecados do mundo. Ele alegava que poderia transferir poder espiritual a seus seguidores e tirar os seus pecados e más ações. Estudiosos muitas vezes se referem ao culto como um ramo do budismo japonês e foi assim que o movimento geralmente se define.

Asahara delineou uma profecia do fim do mundo, que incluiu uma Terceira Guerra Mundial que seria instigada pelos Estados Unidos. Robert Jay Lifton, um psiquiatra e autor estadunidense, diz que Asahara "descreveu um conflito final culminando em um 'Armageddon nuclear', tomando emprestado o termo do livro do Apocalipse. A humanidade iria ser destruída, exceto a pequena elite que se juntar à Aum. A missão do culto seria não só espalhar a palavra de "salvação", mas também para sobreviver ao "fim dos tempos". Asahara previu que o fim do mundo ocorreria em 1997. Kaplan também observa que, em palestras de Shoko Asahara, ele se referia aos Estados Unidos como "Besta do Apocalipse", prevendo que o país acabaria por atacar o Japão. Arthur Goldwag, autor de um livro Random House book on Conspiracies and Secret Societies, caracteriza Asahara como alguém que "viu conspirações sombrias em todos os lugares promulgadas por judeus, maçons, holandeses, a família real britânica e por religiões japonesas rivais.

O Ataque ao metrô de Tóquio

Na manhã de 20 de março de 1995, membros da Aum lançaram gás sarin em um ataque coordenado em cinco trens do sistema de metrô de Tóquio, matando 13 passageiros, ferindo gravemente 54 pessoas e afetando outras 980. Algumas estimativas dizem que mais de 6 mil pessoas ficaram feridas pelos efeitos do sarin. É difícil obter números exatos uma vez que muitas vítimas preferiram não se identificar.

Os promotores alegam que Asahara foi avisado sobre batidas policiais planejadas nas instalações do culto por um membro e ordenou um ataque no centro de Tóquio para desviar a atenção da polícia para longe do grupo. O ataque, evidentemente, foi ineficaz e a polícia acabou por realizar enormes incursões simultâneas em locais de culto em todo o país.

Durante a semana seguinte, a escala completa de atividades de Aum foi revelada pela primeira vez. Na sede do culto em Kamikuishiki, província de Yamanashi, no sopé do Monte Fuji, a polícia encontrou explosivos, armas químicas e um helicóptero militar russo Mil Mi-17. Embora tenha havido alegações de agentes de guerra biológica, como antraz e ebola, parece ter havido algum exagero. Havia estoques de produtos químicos que poderiam ser usados ​​para a produção de sarin suficiente para matar quatro milhões de pessoas.

Na noite de 5 de maio de 1995, um saco de papel em chamas foi descoberto em um banheiro na movimentada estação de Shinjuku, em Tóquio. Após um exame, foi revelado que era um dispositivo de cianeto de hidrogênio que, se não tivesse sido extinto a tempo, teria lançado gás suficiente no sistema de ventilação para, potencialmente, matar 10 mil passageiros.

Fonte: Wikipédia





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