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22 de março de 1941.

Segunda Guerra Mundial: Aviões alemães metralham o navio mercante brasileiro Taubaté, no Mediterrâneo, matando um tripulante. É a primeira baixa brasileira

O Vital de Oliveira, último navio brasileiro - e o único da Marinha de Guerra - a ser afundado na Segunda Guerra Mundial.

O vapor Taubaté foi o primeiro navio brasileiro atacado pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial, em 22 de março de 1941, quando navegava do Chipre para Alexandria, no Egito, com um carregamento de batatas, lã e vinho.

O navio foi atacado no Mediterrâneo, quando se aproximava de seu destino, próximo à costa egípicia, por um avião da Luftwaffe que, depois de lançar bombas sem conseguir atingi-lo, metralhou a embarcação.

Segundo relato do comandante Mário Fonseca Tinoco, o navio ostentava nitidamente a bandeira brasileira pintada em ambas as bordas e, mesmo assim, o ataque não cessou, apesar de o comandante ter ordenado o içamento de uma bandeira branca no mastro principal. O comandante e os oficiais do vapor declararam ao consulado brasileiro em Alexandria que a aeronave trazia as insígnias da força aérea alemã.

Embora não tenha afundado o navio, o ataque causou a morte do primeiro brasileiro na guerra: o conferente José Francisco Fraga, morto no passadiço, vítima de uma rajada de metralhadora, bem como ferimentos em outros 13 tripulantes.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro apresentou as devidas reclamações junto à Embaixada Alemã no Rio de Janeiro, mas não obteve qualquer resposta. No ano seguinte, os ataques se intensificaram, o que constituiu no fator determinante para a entrada do Brasil na guerra contra as potências do Eixo.

Ironicamente, o navio de 5.099 toneladas construído em 1905 era de origem alemã, e foi operado pela North German Lloyd, sob o nome Franken, até 1917, quando foi, então, confiscado pelo governo brasileiro por ocasião da entrada no país na Primeira Guerra Mundial. Renomeado Taubaté, em 1925, foi comprado pelo Lloyd Brasileiro, à época ainda uma empresa privada. Sobreviveu à guerra, e operou até 1954, quando quebrou amarras em Recife vindo a encalhar com perda total.

Navios brasileiros afundados na Segunda Guerra Mundial

Na Segunda Guerra Mundial, os ataques aos navios da Marinha mercante brasileira, pelos submarinos do Eixo, entre os anos de 1941 e 1944, causaram a morte de mais de mil pessoas e precipitaram a entrada do Brasil no conflito, do qual, até então, se mantinha neutro, ao lado das forças aliadas.

Foram 35 navios atacados (33 afundados), nas águas dos Oceanos Atlântico (incluindo o Mar Mediterrâneo), e Índico; desde a Filadéfia, nos Estados Unidos, até a região do Cabo da Boa Esperança, extremo sul da África, sendo que, com exceção do ataque aéreo ao navio Taubaté - o primeiro a ser atacado, em 22 de março de 1941, no Mediterrâneo –, todos os demais foram cometidos por submarinos alemães e italianos, e ocorreram depois de o Brasil romper relações diplomáticas com o Eixo, em 28 de janeiro de 1942.


O Buarque foi o segundo navio brasileiro atacado e o primeiro a ser afundado após o rompimento das relações do Brasil com o Eixo.

A partir daquela data, ataques sistemáticos tiveram início. Os primeiros aconteceram na costa leste dos Estados Unidos; posteriormente, concentraram-se no Caribe e na porção atlântica adjacente; depois, no litoral do Nordeste brasileiro, em especial entre Recife e Salvador, tendo seu auge no mês de agosto de 1942, quando, em apenas dois dias, seis navios foram afundados, causando a morte de mais de 600 pessoas, o que levou o Brasil a declarar guerra ao Eixo no dia 31 daquele mês.

Em 1943, apesar de uma sensível melhora nos sistemas de patrulhamento e de guerra antissubmarina, a partir de operações conjuntas brasileiras e norte-americanas, os "U-Boot" do Eixo ainda atacavam por todo o Atlântico Sul, época em que foram afundados vários navios – nacionais e estrangeiros, sobretudo nas costas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A maioria das embarcações era de navios mercantes ou mistos (cargueiro e passageiros), e pertenciam basicamente às grandes companhias de navegação da época – o Lloyd Brasileiro, o Lloyd Nacional e a Costeira. Navios de outras pequenas companhias também foram atacados, assim como embarcações pertencentes a pequenos armadores regionais e homens do mar, como a barcaça Jacira e o pesqueiro Shangri-lá. O Lloyd Brasileiro, a maior dessas empresas, foi, sem dúvida, a que mais perdeu navios e tripulantes: Foram 21 embarcações atacadas, das quais 19 foram afundadas.

Durante o conflito, entre as embarcações de guerra, a Marinha brasileira sofreu apenas uma baixa, com o afundamento do navio-auxiliar Vital de Oliveira (também o último navio brasileiro a ser torpedeado na Segunda Guerra Mundial), em 19 de julho de 1944, quando seguia em direção ao Rio de Janeiro, após escalas no litoral do Nordeste e no Espírito Santo.

Além do Vital de Oliveira, a Marinha do Brasil perderia, por outros motivos, mais dois navios militares na Segunda Guerra Mundial: A corveta Camaquã, virada pelo mar grosso, em 21 de julho de 1944, quando morreram 23 tripulantes; e o cruzador Bahia, que explodiu acidentalmente e afundou, no dia 4 de julho de 1945, matando 333 homens.

Dentre todos, o Cabedelo e o Shangri-lá foram os dois casos em que não houve sobreviventes.

Houve ainda alguns casos controversos, em que não se pôde atribuir com exatidão a causa do naufrágio por ação inimiga como, por exemplo, o mercante Santa Clara, desaparecido no Atlântico Norte, em março de 1941, e o Cisne Branco, afundado em circunstâncias misteriosas, em setembro de 1943, no litoral do Ceará.

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, navio, metralhado, Navio Mercante Taubaté, Taubaté






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