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01 de Junho de 2009.

Tragédia no voo AF 447 da Air France - um Airbus A330-200 que ia do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu no caminho sobre o Oceano Atlântico. A aeronave levava 228 pessoas a bordo, sendo 216 passageiros e 12 tripulantes.

O Airbus A330-200 F-GZCP da Air France aterrissa no Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle. Esta aeronave foi destruída no Voo 447 da Air France.

O Voo Air France 447 era a identificação da rota aérea regular de longo curso operada pela companhia francesa Air France entre Rio de Janeiro e Paris. Tornou-se conhecido pelo acidente aéreo ocorrido durante o voo da noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, efetuado pelo Airbus A330-203, quando a aeronave se despenhou no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo (216 passageiros e 12 tripulantes).

O avião, de matrícula F-GZCP, partiu do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão a 31 de maio de 2009, às 19h29min locais (22h29 UTC), e deveria chegar ao Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle 10h34min depois . O último contato humano com a tripulação foram mensagens de rotina enviadas aos controladores de terra brasileiros 3 horas e 06 minutos após o início do voo, quando o avião se aproximava do limite de vigilância dos radares brasileiros, cruzando o Oceano Atlântico en route, seguindo para a costa senegalesa, na África Ocidental, onde voltaria a ser coberto por radares. Quarenta minutos mais tarde, uma série de mensagens automáticas emitidas pelo ACARS (Aircraft Communications Addressing and Reporting System ou Sistema Dirigido de Comunicação e Informação da Aeronave) foram enviadas pelo avião, indicando problemas elétricos e de perda da pressurização da cabine da aeronave, sem que houvesse outras indicações de problemas.


Plano do voo AF 447, que se dirigia para nordeste. A linha vermelha mostra a rota real. O tracejado indica a rota planejada a partir da última posição captada pelo radar (tempo em UTC).

Por não se confirmar a esperada aparição da aeronave nos radares senegaleses e não ter sido possível o contato com o controle de tráfego aéreo de ambos os lados do Oceano Atlântico, teve início uma busca pelo avião. Posteriormente, o Ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo, admitiu que "a situação era alarmante" e que a aeronave poderia ser dada como desaparecida já que, pelo tempo decorrido, teria esgotado suas reservas de combustível.

Em 2 de junho foram reportadas observações aéreas e marítimas de destroços no oceano, perto da última localização conhecida do aparelho. À medida que as buscas continuaram, a França enviou o navio de pesquisa Pourquoi Pas?, equipado com dois mini-submarinos capazes de realizar buscas a uma profundidade de 4.700 m. O Brasil enviou cinco navios para o local, dentre os quais um navio-tanque para prolongar as buscas na área. O porta voz da marinha brasileira afirmou que a existência de destroços poderia ser um indício de haver sobreviventes.

Na tarde de 2 de junho o ministro da defesa do Brasil, Nelson Jobim, confirmou a queda do avião no Oceano Atlântico, na área onde foram avistados os destroços. Na noite do mesmo dia, o presidente brasileiro em exercício, José Alencar, tendo em vista a localização do acidente em alto-mar, decretou luto nacional por três dias, em memória às vítimas da tragédia. A 3 de junho o Estado Maior do Exército francês confirmou que os destroços encontrados pertenciam ao Airbus desaparecido.

Em 3 de abril de 2011, a agência do governo francês para investigações de acidentes aeronáuticos (BEA) anunciou que, após novas buscas no oceano, localizou e que iria recolher diversos destroços. Também foi anunciado que corpos foram vistos entre os destroços.

A investigação inicial do acidente foi prejudicada tanto pela falta de testemunhas e rastreamento de radares, como pela falta das caixas pretas, localizadas dois anos após o acidente, em maio de 2011.

Relatório final

Em 5 de julho de 2012, o BEA (Birô de Investigações e Análises), órgão do governo francês responsável pelas investigações, apresentou seu relatório final. Nele, o órgão aponta que a tragédia foi causada por uma combinação de erros de avaliação dos pilotos, com problemas técnicos ocorridos por congelamento nos sensores de velocidade (Sondas Pitot). Segundo o relatório as sondas Pitot, obstruídas por cristais de gelo, não conseguiram informar a velocidade correta da aeronave, o que causou a desconexão do piloto automático e em seguida diversos erros de avaliação dos pilotos.

Jean-Paul Troadec - Diretor do BEA, afirmou: “Este acidente resultou de um avião ter sido retirado de seu ambiente operacional normal por uma equipe que não tinha entendido a situação”.


Exemplo de um tubo de Pitot, possível causa do acidente

A principal associação de pilotos da França posicionou-se contra o relatório, dizendo que os tripulantes não podem ser responsabilizados como principais responsáveis da tragédia.

Os cinco principais fatos relacionados oficialmente à imperícia da tripulação no momento da emergência foram:

  • inconsistência temporária das velocidades medidas pelos tripulantes
  • comandos inapropriados aplicados, desestabilizando o avião
  • falta de informação entre os tripulantes entre a perda de velocidade e o procedimento adequado
  • demora da identificação pelo copiloto da alteração na trajetória da nave
  • falha da tripulação em identificar a aproximação do estol

Vinte e cinco novas recomendações de segurança em voo também foram apresentadas pelo BEA.

Uma segunda investigação de especialistas foi ordenada pelas juízas Sylvia Zimmermann e Sabine Kheris, após a primeira peritagem apresentada em julho de 2012 às famílias das vítimas. Em abril de 2014, foi anunciado que a queda do voo Rio-Paris da Air France deveu-se a "uma reação inadequada da tripulação após a perda momentânea das indicações de velocidade". As conclusões do relatório de peritagem judicial especificam uma conjugação de fatores: erros humanos, falhas técnicas, procedimentos inadequados e condições meteorológicas adversas.

Fonte: Wikipédia


Tags: Air France, Airbus, tragédia, acidente, Voo Air France 447






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