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28 de junho de 1914.

O arquiduque Francisco Ferdinando de Habsburgo é assassinado em Sarajevo, num incidente que deflagraria a primeira guerra mundial

O arquiduque e a esposa, minutos antes do atentado

No dia 28 de junho de 1914, um atentado na capital da província austríaca da Bósnia-Herzegovina matou o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, Sofia Chotek.

O atentado acabou deflagrando a Primeira Guerra Mundial. Foi um estudante sérvio chamado Gavrilo Princip, de 19 anos, pertencente a uma associação secreta conhecida como Mão Negra, quem assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria, e sua esposa.


Ilustração representando o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando e de sua esposa, a Duquesa Sofia de Hohenberg.

O atentado, ocorrido na cidade de Sarajevo, na Bósnia, culminou com a declaração de guerra contra a Sérvia por parte do Império Austro-Húngaro. Os países europeus foram, um a um, arrastados para o conflito, que durou quatro anos, de 28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918.


Gavrilo Princip
, o assassino.

Francisco Ferdinando foi morto a tiros, a curta distância, enquanto passeava por Sarajevo. A visita era uma tentativa do império, com sede em Viena, de demonstrar força na capital bósnia.

Princip era um dos sete conspiradores espalhados em pontos nevrálgicos da cidade de Sarajevo. Eram todos jovens, entre 17 e 20 anos, membros do movimento nacionalista que pretendia uma Grande Sérvia e inimigos da monarquia dos Habsburg.


O arquiduque e a esposa, minutos antes do atentado.

Articulador foi outro

O articulador do atentado, entretanto, havia sido outro: o chefe do Departamento Sérvio de Informações, brigadeiro Dragutin Dimitrijevic. Seu objetivo foi evitar que se concretizasse a ideia de Francisco Ferdinando, que queria aumentar a influência dos eslavos em detrimento dos húngaros.

Hoje em dia, não restam dúvidas entre os historiadores de que os responsáveis pela morte do arquiduque – o núcleo do generalato sérvio, apoiado pelo emissário imperial russo em Belgrado – queriam eliminar o sucessor ao trono, cujo objetivo era integrar na sociedade imperial os insatisfeitos grupos étnicos eslavos da monarquia. Desta forma, seria evitado o perigo de uma ruptura dos territórios sulinos, ou seja, a Eslovênia, Croácia, Dalmácia e Bósnia.

A declaração de guerra que deflagraria o primeiro grande conflito mundial foi feito pelo Império Austro-Húngaro à Sérvia a 28 de julho de 1914. Foi a primeira de uma série, que acabaria envolvendo toda a Europa.

Em outubro de 1914, o autor e coautores do atentado foram julgados. Entre eles, um colegial de 18 anos, chamado Vaso Djobrilovic, condenado a 16 anos de prisão. Mais tarde, acabou sendo ministro durante cinco anos sob o governo de Josip Broz Tito.

Fonte: Deutsche Welle


Tags: Primeira Guerra Mundial, Ferdinando, atentado, assassinato, Sarajevo, Bósnia






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