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26 de Maio de 1948.

A África do Sul dá início ao 'Apartheid', em que a minoria branca discrimina a maioria negra

Daniel François Malan entrou para a história por ter implantado, em seu governo, o regime de segregação racial conhecido como apartheid.

O apartheid [apartáid], significando "separação", foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

A segregação racial na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições gerais de 1948. A nova legislação dividia os habitantes em grupos raciais ("negros", "brancos", "de cor", e "indianos"), segregando as áreas residenciais, muitas vezes através de remoções forçadas. A partir de finais da década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se legalmente cidadãos de uma das dez pátrias tribais autônomas chamadas de bantustões. Nessa altura, o governo já havia segregado a saúde, a educação e outros serviços públicos, fornecendo aos negros serviços inferiores aos dos brancos.

O apartheid trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul. Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes antiapartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.

Reformas no regime durante a década de 1980 não conseguiram conter a crescente oposição, e em 1990, o presidente Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o apartheid, o que culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em 1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson Mandela.

Eleições gerais na África do Sul em 1948

As eleições gerais na África do Sul em 1948, ocorridas em 26 de maio de 1948, representaram um ponto de virada na história daquele país. Este pleito, no qual foi barrada a participação de sul-africanos de origem não-europeia, foi disputado por dois grandes partidos políticos: o Partido Unido (PU) do então primeiro-ministro Jan Smuts e o Partido Reunido Nacional (PRN), liderado por Daniel François Malan, um clérigo da Igreja Reformada Holandesa. Durante a campanha, tanto o PU quanto o PN formaram coalizões com partidos menores. O PU se aliou ao esquerdista Partido Trabalhista, enquanto que o PRN se aliou ao Partido Afrikaner, que defendia os direitos da minoria africânder.

O PRN, percebendo que muitos brancos sul-africanos se sentiam ameaçados com as aspirações políticas dos negros, se comprometeu a implementar uma política de segregação racial rigorosa caso saísse vitorioso do pleito. O PRN rotulou este novo sistema de governo de "apartheid", nome pelo qual se tornaria universalmente conhecido. Em contraste a esta proposta direta, o PU apoiou vagamente a noção de lenta integração racial entre os diferentes grupos da África do Sul. A insatisfação dos brancos com os problemas econômicos internos da África do Sul no pós-Segunda Guerra Mundial e a organização superior do PRN provou ser um desafio significativo para a campanha do PU.

O PRN e o Partido Afrikaner ganharam 79 dos 153 assentos na Assembléia da África do Sul contra 74 da coalizão entre PU e Partido Trabalhista. Consequentemente, o PRN formou o novo governo, inaugurando a era do apartheid, formal e juridicamente. Mais de 45 anos depois, em 27 de abril de 1994, o Congresso Nacional Africano venceu as primeiras eleições livres do país, derrubando o Partido Nacional do governo e pondo um fim ao regime do apartheid.

Fonte: Wikipédia


Tags: Apartheid, segregação, África do Sul, racismo, Nelson Mandela






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