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Sexta-Feira, 19 de Julho de 1553.

Mary I da Inglaterra assume o poder depois de depor Lady 'Jane Grey'

Mary I, Rainha da Inglaterra e Irlanda

Mary I (18 de fevereiro de 1516 – 17 de novembro de 1558) foi a Rainha da Inglaterra e Irlanda de 19 de julho de 1553 até sua morte. Sua perseguição e execução dos protestantes ingleses levou seus oponentes a lhe darem o cognome “Bloody Mary” (Maria, a Sanguinária).

Foi a filha mais velha do rei Henrique VIII de Inglaterra, sua mãe foi a primeira esposa do monarca, Catarina de Aragão. Seu meio-irmão mais novo, Eduardo VI, sucedeu a Henrique VIII em 1547. Ele tentou retirar Maria da linha de sucessão por diferenças religiosas ao descobrir que estava com uma doença terminal. Após sua morte, Jane Grey, prima em segundo grau dos dois, foi inicialmente proclamada rainha. Maria reuniu uma força em Anglia do Leste e depôs Jane, que acabou sendo decapitada. Ela se casou em 1554 com Filipe da Espanha, tornando-se rainha consorte da Espanha na ascensão dele em 1556.

Como a quarta monarca da Casa de Tudor, Mary é mais lembrada por restaurar o Catolicismo Romano depois do curto reinado protestante de seu meio-irmão. Em seus cinco anos de reinado, ela fez com que mais de 280 dissidentes religiosos fossem queimados. Seu restabelecimento do catolicismo foi revertido após sua morte por sua meia-irmã e sucessora Elizabeth I.


Rainha da Inglaterra, Espanha, França,
Duas Sicílias, Jerusalém e Irlanda
Arquiduquesa da Áustria
Duquesa de Borgonha, Milão e Brabante
Condessa de Habsburgo, Flandres e Tirol
Retrato por Antônio Mouro, 1554.

Ascensão de Mary

Eduardo VI (12 de outubro de 1537 – 6 de julho de 1553) foi o Rei da Inglaterra e Irlanda de 28 de janeiro de 1547 até sua morte. Filho do rei Henrique VIII com Jane Seymour, Eduardo foi o terceiro monarca da Casa de Tudor e o primeiro rei inglês criado como protestante. O país foi comandado durante seu reinado pelo Conselho Regencial já que ele nunca atingiu a maioridade, liderado primeiramente por Edward Seymour, 1.º Duque de Somerset, e depois por John Dudley, 1.º Duque de Northumberland.


Eduardo VI, Rei da Inglaterra, França e Irlanda

O reinado de Eduardo foi marcado por problemas econômicos e agitações sociais que levaram a tumultos e rebeliões em 1549. Uma guerra contra a Escócia, inicialmente bem sucedida, terminou com uma retirada do país e de Bolonha-sobre-o-Mar em troca da paz. A transformação da Igreja Anglicana em um órgão reconhecidamente protestante também aconteceu no reinado de Eduardo, que se interessou muito em assuntos religiosos. Apesar de Henrique VIII ter rompido a ligação entre a Igreja da Inglaterra e Roma, ele nunca permitiu a renúncia da doutrina católica ou de suas cerimônias. Durante o reinado de Eduardo o protestantismo foi estabelecido pela primeira vez na Inglaterra com reformas que incluíam a abolição das missas e a reformulação da eucaristia. O arquiteto dessas mudanças foi Thomas Cranmer, o Arcebispo da Cantuária.

Eduardo adoeceu em fevereiro de 1553. Ao descobrir que era uma doença terminal, ele e seu conselho redigiram a "Elaboração para a Sucessão", tentando impedir que a Inglaterra voltasse ao catolicismo. Nomeou a prima Lady Jane Grey como herdeira, excluindo suas meia-irmãs Mary e Elizabeth.

Pouco antes da morte do rei, Mary foi convocada para ir a Londres visitar seu irmão. Entretanto, ela foi avisada que as convocações eram um pretexto para capturá-la e facilitar a ascensão de Jane. Ela acabou saindo de Hunsdon e fugindo para Anglia do Leste, onde tinha várias propriedades e Dudley havia brutalmente suprimido a Rebelião de Kett. Lá viviam muitos defensores da fé católica e oponentes de Dudley. Mary escreveu ao Conselho Privado em 9 de julho de 1553 ordenando sua proclamação como rainha e sucessora de Eduardo.

Jane foi proclamada rainha por Dudley e seus apoiadores em 10 de julho, no mesmo dia que a carta de Mary chegou ao conselho em Londres. Ela e seus apoiadores reuniram uma força militar no Castelo de Framlingham dois dias depois. O apoio de Dudley ruiu enquanto o de Mary crescia. Jane acabou deposta em 19 de julho de 1553. Ela e Dudley foram aprisionados na Torre de Londres. Mary entrou em Londres triunfantemente em 3 de agosto com uma onda de apoio popular. Ela estava acompanhada por Elizabeth e uma procissão de mais de oitocentos nobres e cavalheiros.

Uma das primeiras ações de Mary como rainha foi mandar que os católicos Thomas Howard, 3.º Duque de Norfolk, e Estêvão Gardiner fossem soltos de suas prisões na Torre de Londres, além de seu primo Eduardo Courtenay. Ela compreendia que a jovem Jane era essencialmente um peão nos esquemas de Dudley, com ele sendo o único conspirador de alta posição executado por traição imediatamente depois da ascensão. Jane e seu marido lorde Guilford Dudley, apesar de considerados culpados, foram mantidos presos na Torre ao invés de imediatamente executados, enquanto o pai da primeira, Henrique Grey, 1.º Conde de Suffolk, foi solto. Mary ficou em uma posição difícil já que a maioria dos membros do Conselho Privado estavam implicados no plano de colocar Jane no trono. Ela nomeou Gardiner para o conselho e o fez Bispo de Winchester e Lorde Chanceler, cargos que ele ocupou até sua morte em novembro de 1555. Susana Clarencieux tornou-se a Senhora das Vestes. Maria foi coroada por Gardiner na Abadia de Westminster em 1º de outubro de 1553.

Execução de Lady Jane Grey

Lady Jane Grey junto com seu marido Guildford Dudley foram julgados por alta traição. Seu julgamento começou em 13 de novembro de 1553. Uma comissão foi instaurada liderada pelo Lorde Prefeito de Londres, sir Thomas White. Nesta época, Mary parecia inclinada a perdoar a prima e chegou a enviar-lhe o seu confessor, numa tentativa de a converter à fé católica.
No entanto, em janeiro de 1554, começou uma revolta popular contra Mary organizada por Thomas Wyatt por causa do iminente casamento de Mary com o católico Filipe da Espanha. Jane Grey não estava relacionada com esta rebelião, nem era a sua beneficiária, mas foi presa novamente. Alguns nobres, incluindo o pai de Jane, juntaram-se a rebelião pedindo a restauração desta como rainha. Filipe insistiu na execução de Jane por considerá-la uma ameaça potencial.

No dia 12 de fevereiro de 1554, Guilford foi executado em praça pública. Jane Grey recebeu uma execução privada no mesmo dia na Torre de Londres. A execução privada foi ordem de Mary, como um gesto de respeito à prima.



A execução de Lady Jane Grey,
por Paul Delaroche, na National Gallery

Jane foi executada aos 16 anos e enterrada junto a Guilford na Capela Real de São Pedro ad Vincula. No dia 23 de fevereiro de 1554 o pai de Jane, Henrique Grey, foi executado por traição.

Fonte: Wikipédia

 


Tags: Rainha da Inglaterra, Edward VI, Eduardo VI, Tudor, execução, Henrique VIII, Lady Jane, Mary I






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