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Quinta-Feira, 29 de Março de 1971.

William L. Calley Jr., tenente do exército norte-americano, é condenado pelo assassinato de 22 civis vietnamitas durante o notório massacre de My Lai. Calley foi perdoado pelo Presidente Richard Nixon, cumprindo uma pena alternativa de três anos e meio em

Massacre de My Lai
My Lai (pronúncia em português: Mi-Lai) é o nome da aldeia vietnamita onde, em 16 de março de 1968, centenas de civis, na maioria mulheres e crianças, foram executados por soldados do exército norte-americano, no maior massacre de civis ocorrido durante a Guerra do Vietnã. Antes de serem mortas, algumas das vítimas foram estupradas e molestadas sexualmente, torturadas e espancadas. Alguns dos corpos também foram mutilados.

Na véspera da operação, integrantes da Companhia Charlie, da 11ª Brigada de Infantaria, mandados à região por denúncias de que a área estaria servindo de refúgio para guerrilheiros norte-vietnamitas, foram informados pelo comando norte-americano que os habitantes de My Lai e das aldeias vizinhas saíam para o mercado da região as sete da manhã para compra de comida e que, consequentemente, aqueles que ficassem na área seriam guerrilheiros vietcongs ou simpatizantes.

Como consequência, integrantes de um dos pelotões da companhia, comandados pelo tenente William Calley, suspeitando que os habitantes encontrados fossem guerrilheiros e considerando todos como uma ameaça, abriram fogo indiscriminadamente contra os habitantes da aldeia, matando velhos, mulheres, crianças e recém nascidos em quase sua totalidade, num total entre 357 e 504 civis mortos, de acordo com a fonte norte-americana ou vietnamita. No local hoje, há um memorial em que lista o nome de 504 vítimas.

O massacre que durou várias horas de caça a sobreviventes, só foi interrompido por iniciativa de um piloto de helicóptero, Hugh Thompson, Jr., que vendo do alto a matança e o assassinato de civis feridos, pousou o aparelho e ameaçou atirar com as metralhadoras de sua própria nave contra soldados americanos.

O crime só veio a público um ano depois, devido a denúncias saídas de dentro do exército, por soldados que testemunharam ou ouviram os detalhes do caso – e um deles escreveu a diversos integrantes do governo americano, inclusive ao Presidente Nixon – e chegaram a órgãos de imprensa e às televisões. Jornalistas independentes conseguiram fotos dos assassinatos e as estamparam na mídia mundial, ajudando a aumentar o horror e os esforços dos pacifistas a pressionar o governo Nixon a se retirar do Vietnã.

Em março de 1970, 25 soldados foram indiciados pelo exército dos Estados Unidos por crime de guerra e ocultação de fatos e provas no caso de My Lai. Comparado pela mídia de esquerda aos genocídios de “Oradour-sur-Glane” e “Lídice” durante a Segunda Guerra Mundial, que causou a condenação e execução de diversos oficiais nazistas depois da guerra, apenas o tenente William Calley, comandante do pelotão responsável pelas mortes foi indiciado e julgado.

Condenado à prisão perpétua, Calley foi perdoado dois dias depois da divulgação da sentença pelo Presidente Richard Nixon, cumprindo uma pena alternativa de três anos e meio em prisão domiciliar na base militar de Fort Benning, na Geórgia.

Tags: Segunda Guerra Mundial, Oradour-sur-Glane, Lídice, Vietnã, Guerra, My Lai, massacre, Guerra do Vietnã






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