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25 de Abril de 1961.

Morre Borges de Medeiros, político brasileiro

Borges de Medeiros
Antônio Augusto Borges de Medeiros (Caçapava do Sul, 19 de novembro de 1863 — Porto Alegre, 25 de abril de 1961) foi um advogado e político brasileiro, tendo sido presidente do estado do Rio Grande do Sul por 25 anos, durante o período conhecido como República Velha.

Borges de Medeiros é representante da primeira geração republicana. Em 1903, após a morte de Júlio de Castilhos, chamado “O Patriarca”, assumiu a liderança do Partido Republicano Rio-grandense (PRR). Foi presidente do estado do Rio Grande do Sul, (indicado por Júlio de Castilhos), e procurou dar continuidade ao projeto político do castilhismo, do qual foi um dos maiores representantes e fiel executor do positivismo. Manteve-se no poder de 1898 até 1928 e sua única interrupção como governante ocorreu no quinquênio de 1909-1913, quando, impedido de se reeleger, faz seu sucessor, Carlos Barbosa Gonçalves.

Em 1892, quando da organização do Superior Tribunal de Justiça do Estado, foi escolhido para desembargador, cargo que renunciou pouco depois por considerá-lo incompatível com sua atividade política.

Em 1923, um movimento revolucionário obriga a mudança da constituição de 1891, que permitia a reeleição dos presidentes estaduais. Com o pacto de Pedras Altas, em 14 de dezembro de 1923, foi assegurada a pacificação política do Rio Grande do Sul.

Borges de Medeiros também atuou no levante constitucionalista de 1932, quando apoiou os paulistas, no movimento legalista.

Opondo-se ao governo federal, Borges de Medeiros elegeu-se deputado federal à Assembleia Nacional Constituinte de 1933. No ano seguinte, foi candidato à Presidência da República, em eleição indireta no Congresso Nacional. Obteve 59 votos contra 174 obtidos por Getúlio Vargas.

Borges de Medeiros era figura de carisma único. Ramiro Fortes de Barcellos, adversário político, escreveu - sob o pseudônimo de Amaro Juvenal - um poema satírico chamado Antônio Chimango, que constitui uma das raras sátiras verdadeiramente representativas da poesia brasileira.

Tags: Política, Chimango, Maragato, Borges de Medeiros






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