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Sábado, 20 de Maio de 0325.

Começa o primeiro Concílio de Niceia, no qual os líderes da igreja cristã adotaram a Doutrina de Nicéia, afirmando a Santíssima Trindade e fixando o calendário para celebração anual da Páscoa

Ícone retratando o Primeiro Concílio de Niceia.

O Primeiro Concílio de Niceia foi um concílio de bispos (epíscopos) cristãos reunidos na cidade de Niceia da Bitínia (atual İznik, Turquia), pelo imperador romano Constantino em 325. O concílio foi a primeira tentativa de obter um consenso da igreja através de uma assembleia representando toda a cristandade.

O seu principal feito foi o estabelecimento da questão cristológica entre Jesus e Deus, o Pai; o estabelecimento da doutrina Trinitária, ou Trindade; a construção do Credo Niceno; a fixação da data da Páscoa; e a promulgação da lei canônica.

O concílio ocorreu entre 20 de maio de 325 e 19 de junho de 325.

As questões doutrinárias

Este concílio deliberou sobre as grandes controvérsias doutrinais do cristianismo nos séculos IV e V. Foi efetuada uma união entre o extraordinário eclesiástico dos conselhos e o Estado, que concedeu às deliberações deste corpo o poder imperial. Sínodos anteriores tinham-se dado por satisfeitos com a proteção de doutrinas heréticas. Porém o concílio de Niceia foi caracterizado pela etapa adicional de uma posição mais ofensiva, com artigos minuciosamente elaborados sobre a fé. Este concílio teve uma importância especial também porque as perseguições aos cristãos tinham recentemente terminado, com o Édito de Constantino.

A questão ariana representava um grande obstáculo à realização da ideia de Constantino de um império universal, que deveria ser alcançado com a ajuda da uniformidade da adoração divina.

Os pontos discutidos no sínodo eram:

Embora alguns afirmem que no Concílio de Niceia discutiu-se que evangelhos fariam parte da Bíblia, não há menção de que esse assunto estivesse em pauta, nem nas informações dos historiadores do concílio, nem nas atas do concílio que nos chegaram em três fragmentos: o Credo dos Apóstolos, os cânones e o decreto senoidal. O Cânone Muratori, do ano 170 d.C., portanto cerca de 150 anos anterior ao concílio, já mencionava os evangelhos que fariam parte da Bíblia. Outros escritores cristãos anteriores ao concílio, como Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Papias de Hierápolis, também já abordavam a questão dos evangelhos que fariam parte da Bíblia.

É um fato reconhecido que o antijudaísmo, ou o antissemitismo cristão, ganhou um novo impulso com a tomada do controle do Império Romano, sendo o concílio de Niceia um marco neste sentido. Os posteriores concílios da Igreja manteriam esta linha. O Concílio de Antioquia (341 d.C.) proibiu aos cristãos a celebração da Páscoa com os judeus. O Concílio de Laodiceia proibiu os cristãos de observar o Shabbat e de receber prendas de judeus ou mesmo de comer pão ázimo nos festejos judaicos.

Fonte: Wikipédia


Tags: Concílio, Niceia, Páscoa, cristianismo, Concílio de Niceia, antissemitismo, Constantino






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