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24 de maio de 1991.

Governo israelense realiza a “Operação Salomão” (Mivtzá Shlomo) evacuando os judeus etíopes para Israel


No início da década de 80, muitos judeus etíopes começaram a abandonar suas aldeias nas regiões rurais, dirigindo-se para o sul do Sudão, de onde tinham a esperança de conseguir chegar ao Quênia e, deste país, a Israel. A segunda etapa de sua jornada era feita desde o Sudão a bordo de navios da marinha israelense, que os aguardavam no Mar Vermelho para trazê-los a Israel. A comunidade de judeus etíopes em Israel nesta época era de 7.000 pessoas; no final de 1981, haviam chegado ao país mais 14.000; em meados de 1984, este número havia dobrado. Naquele ano (1984) iniciou-se uma operação de salvamento em massa, denominada Mivtzá Moshé (Operação Moisés); num período de poucos meses, 8.000 judeus foram levados por via aérea de Cartum (Sudão) à Europa, e de lá para Israel. Em novembro de 1985, a imprensa estrangeira começou a transmitir notícias a respeito da operação de salvamento; em consequência, o Presidente Numeiri do Sudão suspendeu a operação, temeroso da reação hostil dos estados árabes. Após mediação americana, Numeiri permitiu que seis aviões Hércules americanos trouxessem os judeus etíopes que haviam restado no Sudão; com sua chegada, o número de olim chegou a 16.000. Em dezembro de 1989, 15 anos após a ruptura das relações diplomáticas entre a Etiópia e Israel, foi reaberta em Adis Abeba a Embaixada de Israel. Com a renovação das relações diplomáticas, tornou-se possível o contato entre os olim que haviam chegado a Israel e seus parentes que tinham permanecido na Etiópia. As famílias foram instruídas a viajar a Adis Abeba e dirigir-se à Embaixada, para serem trazidos a Israel. No final de 1990, entre 16.000 e 17.000 judeus etíopes chegaram a Adis. Em maio de 1991, depois da fuga do ditador etíope Mengistu, o novo regime consentiu que Israel organizasse uma operação contínua de transporte aéreo, em troca de 40 milhões de dólares. Assim, em 24 de maio de 1991, na época da festa de Shavuot, 14.000 pessoas foram trazidas durante a noite para Israel. Este episódio se tornou conhecido como Mivtzá Shlomo (Operação Salomão), que se prolongou por 48 horas e durante a qual nasceram 7 bebês. Após este salvamento em massa, mais 6.000 judeus da Etiópia fizeram aliá, trazendo o fim à saga de 3.000 anos da comunidade judaica etíope, segundo sua tradição. No total, cerca de 35.000 judeus da Etiópia foram para Israel. A integração dos judeus etíopes, tão diferentes em sua aparência e costumes, constitui um desafio sionista de primeira ordem tanto para o governo quanto para a sociedade israelense. Foi criado um plano especial para auxiliar na absorção desta população singular à sociedade israelense.

Tags: Judeu, sionista, etíope, Etiópia, Israel, olim






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