Últimas notícias

Hoje na história

RSS
Quinta-Feira, 24 de Maio de 1943.

Segunda Guerra Mundial: Holocausto: Josef Mengele se torna oficial médico-chefe do campo de concentração de Auschwitz

Josef Mengele

Josef Mengele (Günzburg, 16 de Março de 1911 — Bertioga, 7 de Fevereiro de 1979) foi um médico alemão que atuou também durante o regime nazista. O apelido de Mengele era Beppo, mas ele era conhecido como Todesengel, O Anjo da Morte, no campo de concentração. Em maio de 1943, Mengele substituiu outro médico que tinha ficado doente no campo nazista de extermínio de Birkenau. Em 24 de maio de 1943, tornou-se médico chefe. No fim da Segunda Guerra Mundial, o anjo da morte, Josef Mengele, fugiu da Alemanha passando por alguns países, até encontrar acolhida na Argentina, onde permaneceu algum tempo.

As experiências de Mengele

Em suas experiências com seres humanos em Auschwitz, (ver: Experimentos humanos nazistas) ele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, deixou pessoas em tanques de água gelada para testar suas resistências, amputou membros de prisioneiros e coletou milhares de órgãos em seu laboratório.

As experiências de Mengele

Em suas experiências com seres humanos em Auschwitz, (ver: Experimentos humanos nazistas) ele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, deixou pessoas em tanques de água gelada para testar suas resistências, amputou membros de prisioneiros e coletou milhares de órgãos em seu laboratório.

Em cooperação com outros médicos, Mengele tentou também encontrar um método de esterilização em massa; muitas das vítimas foram mulheres a quem injetava diversas substâncias, sucumbindo muitas delas ou ficando estéreis noutros casos.

Mengele fez experiências com ciganos e judeus que tinham doenças hereditárias como nanismo, síndrome de Down, irmãos siameses e outras afeções e dissecou vivas algumas pessoas mestiças, submergindo depois os seus cadáveres numa tina com um líquido que consumia as carnes, deixando livres os ossos. Os esqueletos eram enviados para Berlim como macabro mostruário da degeneração física dos judeus ou outros.

Por vezes realizava sessões de submersão em água gelada de prisioneiros fortes para observar as suas reações ante a hipotermia. Também cooperou com o seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe, em algumas experiências em que submetia pessoas a mudanças de pressão extremas, e os indivíduos morriam com horrorosas convulsões por excessiva pressão intracraniana. Rascher foi o equivalente de Mengele na experimentação em seres humanos, mas com fins militares. A sua perversidade andava a par da de Mengele, mas a sua história e final foram muito distintos.

Devido as atrocidades cometidas por ele durante a guerra, seu título de Doutor foi revogado pelas Universidades de Frankfurt e Munique.

Mengele fez numa ocasião carregar um vagão de trem com caixões que os prisioneiros notaram "demasiado pesados para o seu volume". Os caixões iam com destino a Günzburg e alguns prisioneiros deduziram corre tamente que continham lingotes de ouro, provenientes das extrações dentárias das vítimas do campo. Este foi um dos primeiros indícios de que Mengele tinha pressentido o fim da Alemanha Nazista.

A fuga

Em 26 de Novembro de 1944, Richard Baer, comandante de Auschwitz, recebeu uma estranha ordem para desmantelar a instalação, decaindo o ritmo de extermínio do campo. A ordem provinha diretamente de Adolf Hitler, e a muitos causou surpresa a situação.

Apenas 23 dias antes Mengele tinha estado na seleção de prisioneiros para enviar às câmaras de gás. Para ele a ordem não causou estranheza, pois estava convencido que a Alemanha Nazi perderia a guerra.

Mengele abandonou de forma encoberta o campo em 17 de Janeiro de 1945, e 10 dias depois o Exército Vermelho chegou ao campo e libertou os poucos sobreviventes.

Josef Mengele abandonou Auschwitz e foi para o antigo campo de concentração de Gross-Rosen. Em Agosto de 1944 este campo fora encerrado. Em Abril de 1945 fugiu para o oeste disfarçado como membro da infantaria regular alemã, com identidade falsa, mas foi capturado.

Como prisioneiro de guerra, cumpriu pena de prisão perto de Nuremberg. Foi libertado depois, quando se desconhecia a sua identidade. Durante os julgamentos de Nuremberg não se mencionou Josef Mengele como genocida.

Sabe-se que fugiu para a Argentina, provavelmente ainda na década de 1940.

Todavia, com a captura de Adolf Eichmann por agentes do Mossad, em Buenos Aires, Mengele decidiu fugir da Argentina e se escondeu no Paraguai para depois passar para o Brasil, onde teria vivido em Mamborê, Estado do Paraná. Lá, exercera ilegalmente a medicina, recebendo pacientes e prescrevendo medicamentos, sempre com identidade falsa. A Polícia Civil recebera a notícia do exercício ilegal da profissão, e por conta da investigação, Mengele fugiu antes da ação penal ter sido ajuizada. Prescrito esse crime, o delegado de polícia requereu o arquivamento do inquérito policial, e o Poder Judiciário assim declarou, já nos anos 80.

Ato contínuo à fuga de Mamborê, Mengele continuou seu périplo pelo Brasil, tendo residido clandestinamente em diversas localidades: Serra Negra, Assis, Marília, Nova Europa, Mogi das Cruzes e Bertioga, no estado de São Paulo, até à sua morte.

Inacreditavelmente, nem a Mossad nem o Centro Simon Wiesenthal conseguiram localizá-lo apesar de o seu filho Rolf o ter visitado duas vezes e com ele trocar correspondência.

Sabe-se hoje que no Brasil viveu num sítio em Caieiras de propriedade de um casal de austríacos, Wolfram e Liselotte Bossert, sob o nome falso de Pedro Gerhard. Quando lhe perguntavam o passado, afirmava que como oficial alemão se limitava a selecionar as pessoas aptas para o trabalho e que nunca matara ninguém.

Em 1979, o seu estado de saúde estava em franca deterioração e a família austríaca que o assistia convidou-o a refrescar-se numa praia de pendente muito suave, Bertioga, no litoral paulista, Mengele aceitou. Quando alguns membros se introduziram na água, Mengele seguiu-os até alcançar uma distância de 100 m, mas a escassa profundidade. Então, por motivos confusos e nunca esclarecidos, afogou-se, apesar de um dos amigos que o acompanhava ter imediatamente dado auxílio.

A versão oficial é que se feriu, talvez acidentalmente, com um pedaço de madeira quando nadava em Bertioga, e isso provocou a sua morte por afogamento. Causa estranheza o fato de que Mengele não sabia nadar. Os seus ossos foram exumados em 1985, no cemitério de Rosário, na cidade de Embu das Artes, na grande São Paulo. A perícia, conduzida por especialistas do IML e da FOUSP, determinou que a ossada era do médico nazista: um defeito que tinha nos dentes superiores anteriores foi comprovado, além de coincidir em idade e estatura. Em 1992, uma análise de ADN confirmou finalmente a sua identidade. Mengele nunca foi punido pelas suas atitudes, falecendo praticamente sozinho no litoral paulista.




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Hoje na história relacionadas

Comemoramos hoje - 23.07

  • Dia do Guarda Rodoviário
  • Dia de Santa Brígida
  • Dia do Anjo Nanael

Agenda do dia - 23.07

  • 18:00 às 24:00 Bolinho de Batata no BOX 21 - Rua Carlos von Koseritz, 304 - reservas (51) 3325-5121