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05 de Julho de 1989.

Caso Irã-Contras: Oliver North é condenado pelo juiz distrital Gerhard A. Gesell a uma pena de prisão suspensa de três anos, dois anos de liberdade vigiada, US$ 150 mil em multas e 1.200 horas de serviço comunitário

Oliver North
O Caso Irã-Contras (em inglês: Iran–Contra affair), foi um escândalo de corrupção nos Estados Unidos da América revelado pela mídia em novembro de 1986, durante o segundo mandato do presidente Ronald Reagan, no qual figuras chave da CIA facilitaram o tráfico de armas para o Irã, que estava sujeito a um embargo internacional de armamento, para assegurar a libertação de reféns e para financiar os Contras nicaraguenses. A operação começou como uma tentativa de melhorar as relações entre Estados Unidos e Irã, através da mediação de Israel, que iria enviar armas para um grupo politicamente influente de iranianos; os Estados Unidos iriam então fornecer mais armas para Israel e receber o pagamento feito pelos iranianos aos israelenses. Os destinatários iranianos prometeram fazer o possível para conseguir a libertação de seis estadunidenses que eram mantidos reféns pelo grupo islâmico xiita libanês Hezbollah, que era inadvertidamente ligado ao Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica. O plano acabou virando um esquema de armas por reféns, no qual os membros do Poder Executivo dos Estados Unidos vendiam armas para o Irã em troca da libertação de reféns estadunidenses. Grandes modificações ao plano foram feitas pelo tenente-coronel Oliver North, do Conselho de Segurança Nacional, no final de 1985. A partir de então, uma parcela do lucro obtido com a venda de armas foi desviado para financiar os rebeldes antissandinistas e anticomunistas, os Contras, na Nicarágua. Apesar de que Reagan era um defensor da causa dos Contras, não foram encontradas evidências mostrando que ele autorizou o plano. Após a venda de armas ser revelada pela imprensa em novembro de 1986, Reagan apareceu em rede nacional de televisão para afirmar que as transferências de armas ocorreram de fato, mas que os Estados Unidos não estava negociando armas por reféns. A investigação do escândalo foi comprometida quando grandes volumes de documentos relativos ao caso foram destruídos ou retidos por funcionários do governo Reagan. Em 4 de março de 1987, Reagan fez outro discurso na televisão assumindo total responsabilidade por quaisquer ações feitas sem seu conhecimento e admitindo que o que começou como uma abertura estratégica nas relações com o Irã deteriorou-se, em sua implementação, na troca de armas por reféns. Várias investigações foram feitas, incluindo as do Congresso dos Estados Unidos e da Comissão Tower, nomeada pelo próprio Reagan. Nenhuma delas encontrou qualquer evidência de que Reagan soubesse da extensão do plano]. Por fim, quatorze funcionários do governo federal foram responsabilizados por crimes, e onze deles condenados, incluindo o então Secretário de Defesa Caspar Weinberger. Todos eles receberam perdão presidencial nos últimos dias do governo de George H. W. Bush; Bush tinha sido vice-presidente na época do escândalo. Em 1988, o escândalo foi tema do documentário Cover Up de David Kasper e Barbara Trent, que foi indicado ao Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance. Oliver North foi julgado em 1988, em relação às suas atividades enquanto no Conselho de Segurança Nacional. Ele foi indiciado por dezesseis acusações criminais e a 4 de maio de 1989 foi inicialmente condenado por três: aceitar gratificação ilegal e cumplicidade na obstrução de uma investigação do Congresso, além da destruição de documentos (por seu secretário, Fawn Hall). O juiz distrital Gerhard A. Gesell condenou Oliver North a uma pena de prisão suspensa de três anos, dois anos de liberdade vigiada, US$ 150 mil em multas e 1.200 horas de serviço comunitário.

Tags: Reagan, CIA, Irã, contras, Nicarágua, sandinista






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