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Sábado, 25 de Julho de 1554.

Casamento de Mary I da Inglaterra com o futuro Rei Filipe II de Espanha

Filipe e Mary por Hans Eworth.

Mary I (18 de fevereiro de 1516 – 17 de novembro de 1558) foi a Rainha da Inglaterra e Irlanda de 19 de julho de 1553 até sua morte. Sua perseguição e execução dos protestantes ingleses levou seus oponentes a lhe darem o cognome “Bloody Mary” (Maria, a Sanguinária).

Foi a filha mais velha do rei Henrique VIII de Inglaterra, sua mãe foi a primeira esposa do monarca, Catarina de Aragão. Seu meio-irmão mais novo, Eduardo VI, sucedeu a Henrique VIII em 1547. Ele tentou retirar Maria da linha de sucessão por diferenças religiosas ao descobrir que estava com uma doença terminal. Após sua morte, Jane Grey, prima em segundo grau dos dois, foi inicialmente proclamada rainha. Maria reuniu uma força em Anglia do Leste e depôs Joana, que acabou sendo decapitada. Ela se casou em 1554 com Filipe da Espanha, tornando-se rainha consorte da Espanha na ascensão dele em 1556.

Como a quarta monarca da Casa de Tudor, Mary é mais lembrada por restaurar o Catolicismo Romano depois do curto reinado protestante de seu meio-irmão. Em seus cinco anos de reinado, ela fez com que mais de 280 dissidentes religiosos fossem queimados. Seu restabelecimento do catolicismo foi revertido após sua morte por sua meia-irmã e sucessora Elizabeth I.


Mary I (Maria I)
Rainha da Inglaterra, Espanha, França,
Duas Sicílias, Jerusalém e Irlanda
Arquiduquesa da Áustria
Duquesa de Borgonha, Milão e Brabante
Condessa de Habsburgo, Flandres e Tirol
Retrato por Antônio Mouro, 1554.

O casamento

Mary, então com 37 anos de idade, voltou sua atenção para encontrar um marido e produzir um herdeiro, assim impedindo que a protestante Elizabeth (ainda sua sucessora de acordo com o testamento de Henrique VIII e o Terceiro Ato de Sucessão) ascendesse ao trono. Tanto Eduardo Courtenay quanto Reginaldo Pole foram mencionados como possíveis pretendentes, porém Carlos V sugeriu que ela se casasse com seu filho, príncipe Filipe da Espanha. Ele tinha um filho de um casamento anterior com Maria Manuela de Portugal, sendo também o herdeiro aparente de vastos territórios na Europa continental e no Novo Mundo. Como parte das negociações de casamento, um retrato de Filipe por Ticiano foi enviado a Mary em setembro de 1553.


Filipe em 1551, por Ticiano.

Gardiner e a Câmara dos Comuns peticionaram sem sucesso para que ela considerasse um casamento com um inglês, temendo que a Inglaterra fosse relegada como uma dependência dos Habsburgo. O casamento era impopular entre o povo; o Lorde Chanceler e seus aliados eram contra na base do patriotismo, enquanto que os protestantes eram motivados pelo medo do catolicismo.

Insurreições começaram quando Mary insistiu na união com Filipe. Tomás Wyatt, o Jovem liderou uma força de Kent para depor Mary em favor de Elizabeth, parte de uma conspiração maior conhecida como a Rebelião de Wyatt, que também envolvia Henrique Grey, 1.º Duque de Suffolk e pai de Jane Grey. A rainha declarou publicamente que convocaria um parlamento para discutir o casamento, e que se o parlamento julgasse desvantajosa a união para o reino, ela então deixaria de persegui-lo. Wyatt foi derrotado e capturado ao chegar em Londres. Ele, Henrique Grey e sua filha Jane junto com o marido Guildford Dudley foram executados. Courtenay, que foi implicado na conspiração, foi aprisionado e depois exilado. Elizabeth foi aprisionada na Torre de Londres por dois meses apesar de declarar sua inocência, depois sendo colocada em prisão domiciliar no Palácio de Woodstock.

Mary foi a primeira rainha soberana da Inglaterra. Além disso, sob o direito comum inglês do jure uxoris, as propriedades e títulos da esposa tornavam-se do marido com o casamento, assim muitos temiam que o homem que ela se casasse tornar-se-ia rei de fato e em nome. Enquanto Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, os avós maternos de Mary, mantiveram a soberania de seus próprios reinos durante o casamento, não havia nenhum precedente na Inglaterra.

Sob os termos do Decreto de Casamento da Rainha Mary, Filipe seria chamado de "Rei da Inglaterra", todos os documentos oficiais seriam assinados com o nome de ambos e o parlamento seria convocado sob a autoridade conjunta do casal, porém apenas durante a vida de Mary. A Inglaterra não estaria obrigada a apoiar militarmente a Espanha e Filipe não poderia agir sem o consentimento da esposa ou nomear estrangeiros para cargos ingleses.

O Príncipe das Astúrias não ficou satisfeito com as condições impostas, porém concordou para assegurar a união. Ele não tinha nenhum sentimento amoroso pela rainha e procurou o casamento apenas para ganhos estratégicos e políticos; seu ajudante Rui Gomes da Silva escreveu para um correspondente em Bruxelas: "o casamento foi concluído não por consideração carnal, porém a fim solucionar as desordens deste reino e preservar os Países Baixos".

Carlos V abriu mão da coroa de Nápoles além de sua reivindicação ao Reino de Jerusalém para deixar o filho na mesma posição de Mary como monarca. Assim, com a união, ela se tornou Rainha de Nápoles e a titular Rainha de Jerusalém.

O casamento ocorreu na Catedral de Winchester em 25 de julho de 1554, dois dias após se conhecerem pela primeira vez. Filipe não falava inglês, assim os dois conversaram em uma mistura espanhol, francês e latim.

Fonte: Wikipédia

 

 


Tags: Rainha, catolicismo, Bloody Mary, Inglaterra, Espanha, Filipe II, Igreja Anglicana, protestante, sanguinária, casamento






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