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Quarta-Feira, 06 de Agosto de 1991.

Tim Berners-Lee, cria na Suíça, a World Wide Web, a Rede Mundial da Internet

Físico Tim Berners-Lee é considerado o pai da World Wide Web

Para entender o conceito do que vem a ser a Internet, a rede mundial de computadores, deve-se regressar às décadas de 1960 e 1970 para compreender como ela se tornou um dos meios de comunicação mais populares. Tudo surgiu no período em que a Guerra Fria pairava no ar entre as duas maiores potências da época, os Estados Unidos e a ex-União Soviética.

O governo norte-americano queria desenvolver um sistema para que seus computadores militares pudessem trocar informações entre si, de uma base militar para outra. Foi assim que surgiu então a ARPANET.

ARPANET, em inglês de Advanced Research Projects Agency Network (ARPANET) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, foi a primeira rede operacional de computadores à base de comutação de pacotes, e o precursor da Internet foi criada só para fins militares.

A ARPANET ou ARPANet foi, pode-se dizer, a "mãe" da Internet. Desenvolvida pela agência Americana ARPA (Advanced Research and Projects Agency - Agência de Pesquisas em Projetos Avançados) em 1969, tinha o objetivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo americano. Esta rede teve o seu berço dentro do Pentágono e foi batizada com o nome de ARPANET.

A ARPANet foi totalmente financiada pelo governo Norte-Americano, durante o período que ficou conhecido como Guerra Fria, período este caracterizado pelo embate ideológico entre a União Soviética (URSS) e os EUA. Temendo um ataque por parte dos seus opositores, os americanos tinham como objetivo desenvolver uma rede de comunicação que não os deixasse vulneráveis, caso houvesse algum ataque soviético ao Pentágono.

Usando um backbone que passava por baixo da terra, a ARPANet ligava os militares e os investigadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as informações, tornando-se quase indestrutível.

No início da década de 1970, universidades e outras instituições que faziam trabalhos relacionados com a defesa, tiveram permissão para se conectarem à ARPANet e em meados de 1975 existiam aproximadamente 100 sites. Pesquisadores que trabalhavam na ARPANet estudaram como o crescimento da rede alterou o modo como as pessoas a utilizavam.

No final dos anos 70, a ARPANet tinha crescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Foi então que a ARPANet começou a usar um novo protocolo chamado TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol).

O sucesso do sistema criado pela ARPANET foi tanto que as redes agora também eram voltadas para a área de pesquisas científicas das universidades. Com isso, a ARPANET começou a ter dificuldades em administrar todo este sistema, devido ao grande e crescente número de localidades universitárias contidas nela. Dividiu-se então este sistema em dois grupos, a MILNET, que possuía as localidades militares e a nova ARPANET, que possuía as localidades não militares. Um esquema técnico denominado Protocolo de Internet (Internet Protocol) permitia que o tráfego de informações fosse caminhado de uma rede para outra.

Todas as redes conectadas pelo endereço IP na Internet comunicam-se para que todas possam trocar mensagens. Através da National Science Foundation, o governo norte-americano investiu na criação de backbones (que significa espinha dorsal, em português), que são poderosos computadores conectados por linhas que tem a capacidade de dar vazão a grandes fluxos de dados, como canais de fibra óptica, elos de satélite e elos de transmissão por rádio. Além desses backbones, existem os criados por empresas particulares. A elas são conectadas redes menores, de forma mais ou menos anárquica. É basicamente isto que consiste a Internet, que não tem um dono específico.

Contudo, a Internet como hoje conhecemos, com sua interatividade, como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimídia, só se tornou possível pela contribuição do cientista Tim Berners-Lee e ao CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire - Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que criaram a World Wide Web, inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde acadêmicas, interligando universidades; a rede coletiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 1990.

A World Wide Web, a Rede de alcance mundial em português ("WWW" ou simplesmente "Web") é um meio de comunicação global no qual usuários podem ler e escrever através de computadores conectados à Internet. O termo Web é usado erradamente como sinônimo da própria Internet, sendo a Web apenas um serviço que utiliza a Internet, assim como as mensagens de e-mail; a História da Internet antecede bastante a da Rede de alcance mundial.

A parte que tem hipertexto da Web tem uma história complicada; notáveis influências e precursores incluem o Memex de Vannevar Bush, a Standard Generalized Markup Language (SGML) da IBM e o Projeto Xanadu de Ted Nelson.

O conceito de um sistema de informações global/doméstico é tão antigo quanto en:A Logic Named Joe, uma pequena história de 1946 criada por Murray Leinster. Nela, todas as casas possuíam terminais de computador, chamados logics. Embora fosse um sistema centralizado de forma autônoma a história reflete o sentimento de ubiquidade da informação, que veio com a Web.

Invenção da World Wide Web

" Em Agosto de 1984 escrevi um artigo ao Chefe do Grupo SW (do CERN) Les Robertson, para descrever um projecto piloto a fim de instalar e avaliar o protocolo TCP/IP em algumas máquinas não Unix do CERN [...] Cerca de 1990 o CERN tinha se tornado o maior sítio da Internet da Europa [...] e do mundo. Um resultado chave de todos estes factos foi que cerca de 1989 a rede internet do CERN estava a tornar-se a medida a partir da qual Tim Berners-Lee viria a criar a World Wide Web como uma ideia verdadeiramente ideal... " - Ben Segal, Short History of Internet Protocols at CERN, April 1995

O desenvolvimento da World Wide Web até 1991 começou em 1980, quando o inglês Tim Berners-Lee, um funcionário contratado do CERN - Organização Europeia para a Investigação Nuclear, na Suíça, desenvolveu o ENQUIRE, um projeto usado para reconhecer e armazenar associações de informações. Cada nova página no ENQUIRE deveria estar ligada a uma página existente.

Em 1984, Berners-Lee voltou ao CERN e se deparou com problemas de apresentação de informações: cientistas em volta do mundo precisavam compartilhar dados, utilizando plataformas e logiciários diferentes. Ele redigiu uma proposta em março de 1989 para um grande banco de dados com hiperligações, mas isso gerou pouco interesse.

Seu chefe, Mike Sendall, o encorajou a implementar seu sistema na recém adquirida estação de trabalho NeXT. Ele considerou vários nomes, incluindo Information Mesh, The Information Mine (o que foi recusado, pois é a abreviação de TIM, o seu próprio prenome) ou Mine of Information (também recusado porque abrevia MOI, que é eu, em francês), decidindo finalmente por World Wide Web.


Robert Cailliau, Jean-François Abramatic (W3C) e Tim Berners-Lee no décimo aniversário do Consórcio WWW.

Ele teve um colaborador entusiasmado em Robert Cailliau, que reescreveu a proposta (publicada em Maio de 1990) e conseguiu recursos no próprio CERN. Berners-Lee e Cailliau defenderam suas ideias na Conferência Europeia de Tecnologia de Hypertexto em setembro 1990, mas não acharam investidores interessados na perspectiva de unir o hipertexto com a Internet.

No natal de 1990, Berners-Lee tinha construído as ferramentas necessárias para o funcionamento da Web: o Protocolo de Transferência de Hipertexto (HTTP), a Linguagem de marcação de hipertextos (HTML), o primeiro navegador (browser), chamado WorldWideWeb, o primeiro servidor HTTP (conhecido depois como CERN httpd), o primeiro servidor web o http://info.cern.ch e as primeiras páginas Web que descreviam o projeto todo.

O browser podia acessar grupos de notícias e também arquivos FTP. Porém, ele podia rodar apenas no NeXT; Nicola Pellow então criou um navegador para texto que podia rodar em quase todos os computadores como Unix, Microsoft DOS. Para encorajar a sua utilização no CERN, eles colocaram a lista de telefones do CERN na Web e os usuários tinham que fazer o login no mainframe apenas para ver números telefónicos.

Paul Kunz do Centro de Aceleração Linear de Stanford (SLAC) visitou o CERN em maio de 1991 e ficou apaixonado pela Web. Levou consigo o NeXT para o SLAC, onde a bibliotecária Louise Addis adaptou-o para o Sistema operacional VM/CMS no Mainframe IBM como um modo de mostrar o catálogo de documentos do SLAC em linha (online); foi o primeiro servidor web fora da Europa e o primeiro na América do Norte.

No dia 6 de agosto de 1991, Berners-Lee publicou um pequeno resumo do projeto da World Wide Web no alt.hypertext newsgroup. Essa data marca o nascimento da Web como um serviço público da Internet.

O projeto WorldWideWeb (WWW) tem por objetivo permitir que todas as ligações possam ser feitas com qualquer informação, não importa onde ela se encontre. [...] O projeto WWW foi lançado para permitir que os físicos de altas energias possam trocar informações, notícias e documentos. Estamos muito interessados em alargar a web a outras áreas e ter servidores de portas de ligação (Gateway) para outros dados. Os colaboradores são bem-vindos! - da primeira mensagem de Tim Berners-Lee.

Curiosamente, uma das primeiras contribuições do CERN na Web foi a do grupo burlesco musical feminino Les Horribles CERNettes (as Horríveis raparigas do CERN), cujas imagens de promoção passam por ser das primeiras imagens da Web.

Fonte: Wikipédia


Tags: Tim Berners-Lee, WWW, internet, guerra fria, ARPANET, Mosaic, navegador, browser






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