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09 de agosto de 1902.

Eduardo VII é coroado rei da Inglaterra

Eduardo VII - Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e dos Domínios Britânicos de Além-mar e Imperador da Índia

Eduardo VII (Londres, 9 de novembro de 1841 – Londres, 6 de maio de 1910) foi Rei do Reino Unido e dos domínios britânicos e Imperador da Índia de 22 de janeiro de 1901 até sua morte, sendo o primeiro monarca britânico da Casa de Saxe-Coburgo-Gota.

Filho da rainha Vitória e do príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, ele foi o herdeiro aparente que por mais tempo sustentou o título de Príncipe de Gales em toda a história. Durante o longo reinado de sua mãe, ele foi afastado dos assuntos de Estado e personificou a elite ociosa, tão em voga na época. Eduardo viajou pelo reino realizando vários deveres cerimoniais e representou o Reino Unido no exterior. Suas viagens pela América do Norte em 1860 e pela Índia em 1875 foram grandes sucessos, porém sua reputação de príncipe libertino corroeu a relação com sua mãe.

Ele ascendeu ao trono em 1901 e o período de seu reinado ficou conhecido como era eduardiana. Eduardo desempenhou um importante papel na modernização da marinha e na reorganização do exército após a Segunda Guerra dos Bôeres. Ele reinstituiu cerimônias tradicionais e ampliou a gama de pessoas com quem socializava. Eduardo promoveu boas relações entre a Grã-Bretanha e os outros países europeus, especialmente com a França, onde ficou popularmente conhecido como "o Pacificador", porém tinha uma relação ruim com seu sobrinho o imperador Guilherme II da Alemanha. Eduardo morreu em 1910 no meio de uma crise constitucional que foi resolvida no ano seguinte com o Decreto Parlamentar de 1911.

Ascensão

A Rainha Vitória morreu em 22 de janeiro de 1901 e Eduardo se tornou rei do Reino Unido, Imperador da Índia e, como inovação, dos Domínios Britânicos de Além-mar.

Ele escolheu reinar como Eduardo VII em vez de Alberto Eduardo – o nome que sua mãe queria que usasse, declarando que não desejava "subestimar o nome de Alberto" e diminuir a posição de seu pai com quem o "nome deve permanecer sozinho". O numeral VII era ocasionalmente omitido na Escócia, até pela igreja nacional, em defesa dos protestos que os Eduardos anteriores eram reis ingleses que haviam "sido excluídos da Escócia pela batalha". J. B. Priestley lembra que "Eu era apenas uma criança quando em 1901 ele sucedeu Vitória, porém posso testemunhar sua extraordinária popularidade. Ele foi na verdade o rei mais popular que a Inglaterra viu desde o início dos anos 1660".


Retrato de coroação de Eduardo VII, 1902, por Luke Fildes, na Royal Collection.

Ele doou a casa de seus pais, Osborne na Ilha de Wight, para o estado e continuou a viver em Sandringham. Eduardo podia dar-se ao luxo de ser magnânimo; seu secretário particular, sir Francis Knollys, afirmou que ele era o primeiro herdeiro a suceder ao trono com crédito. Suas finanças tinham sido habilmente gerenciadas por sir Dighton Probyn, Controlador da Casa, e ainda tinha os conselhos dos amigos financistas judeus de Eduardo, como Ernest Cassel, Moritz Hirsch e a família Rothschild. Eduardo foi criticado por abertamente se socializar com judeus em uma época de grande antissemitismo.

Eduardo foi coroado na Abadia de Westminster em 9 de agosto de 1902 por Frederick Temple, Arcebispo da Cantuária, que com oitenta anos morreu apenas quatro meses depois. A coroação havia sido marcada para 26 de junho, porém dois dias antes o rei foi diagnosticado com apendicite. O problema não era geralmente operável e possuía um alto índice de mortalidade, porém desenvolvimentos na anestesia e nos antissépticos nos cinquenta anos anteriores possibilitaram cirurgias. Sir Frederick Treves, com o apoio de Joseph Lister, 1.º Barão Lister, realizou uma operação radical para a época ao drenar o abscesso infectado através de uma pequena incisão. No dia seguinte, Eduardo já estava sentado na cama fumando seu charuto. Duas semanas depois, foi anunciado que não estava mais em perigo. Treves recebeu um baronato (que Eduardo já havia preparado antes da operação) e a cirurgia para apendicite ficou famosa.

Eduardo reformou os palácios reais, reintroduzindo cerimônias tradicionais, como a Abertura do Parlamento, que sua mãe havia renunciado, fundando também novas ordens honoríficas, como a Ordem de Mérito para reconhecer contribuições nos campos das artes e ciências. O imperador Mozzafar-al-Din da Pérsia visitou a Inglaterra em 1902 esperando receber a Ordem da Jarreteira. Eduardo recusou-se a entregar tal honra porque a ordem era supostamente para ser um presente pessoal do monarca e Henry Petty-Fitzmaurice, 5.º Marquês de Lansdowne, seu Secretário Estrangeiro, havia prometido a entrega da ordem sem seu consentimento. Eduardo também era contra introduzir um muçulmano em uma ordem cristã da cavalaria. Sua recusa ameaçou danificar as tentativas britânicas de ganhar influência na Pérsia, porém o rei ressentia as tentativas de seus ministros de diminuirem seus tradicionais poderes. Eventualmente, ele cedeu e o Reino Unido enviou no ano seguinte uma embaixada especial até o imperador com a Ordem da Jarreteria completa.

Morte

Eduardo costumava fumar por volta de vinte cigarros e doze charutos por dia. Um carcinoma basocelular, uma espécie de câncer afetando a pele perto do nariz, foi curada em 1907 com rádio. Ao final da vida ele sofreu cada vez mais de bronquite. Eduardo sofreu de uma momentânea perda de consciência durante uma visita a Berlim em fevereiro de 1909. O rei estava em Biarritz em março de 1910 quando desmaiou. Ele permaneceu por lá para convalescer enquanto Asquith tentava em Londres lidar com a crise constitucional do orçamento. Sua saúde ruim não foi relatada e Eduardo acabou criticado pela imprensa britânica por ficar na França enquanto as tensões estavam altas no parlamento.

Eduardo voltou ao Palácio de Buckingham em 27 de abril. Em 6 de maio de 1910 ele sofreu vários ataques cardíacos, porém recusou-se a ir para cama, "Não, não vou desistir; hei de continuar; hei de trabalhar até o fim". Entre momentos de desmaios, o Príncipe de Gales (em breve para ser o rei Jorge V) lhe contou que seu cavalo Feiticeira do Ar tinha vencido o turfe em Kempton Park naquela mesma tarde. O rei respondeu, "Sim, eu soube. Estou muito feliz"; estas foram suas últimas palavras. Ele perdeu a consciência pela última vez às 23h30min e foi colocado na cama. Eduardo VII morreu quinze minutos depois.

Alexandra não permitir que o corpo do marido fosse retirado do quarto por oito dias, mas permitiu que pequenos grupos de visitantes entrassem. Eduardo foi vestido em 11 de maio com um uniforme e colocado dentro de um grande caixão de carvalho, que foi levado para a sala do trono no dia 14 onde foi selado e deixado com quatro guardas cuidando cada um de um canto do esquife. Apesar do tempo passado desde sua morte, Alexandra comentou que o corpo permaneceu "maravilhosamente preservador". O caixão foi colocado em uma carruagem na manhã de 17 de maio e puxado por cavalos até o Palácio de Westminster, com Jorge e sua família caminhando atrás. A família real partiu depois de um rápido serviço e o local foi aberto ao público; mais de quatrocentas mil pessoas passaram pelo caixão nos dois dias seguintes. Seu funeral foi realizado no dia 20 e logo depois um trem real levou o caixão do rei de Londres até o Castelo de Windsor, onde Eduardo foi enterrado dentro da Capela de São Jorge.

Fonte: Wikipédia


Tags: Rei, coroação, Eduardo VII






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