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11 de agosto de 1992.

Surgem os primeiros caras-pintadas, exigindo o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em uma demonstração que reuniu 15 mil pessoas em São Paulo

O fora Collor de 1992.

Os caras-pintadas foi o nome pelo qual ficou conhecido o movimento estudantil brasileiro realizado no decorrer do ano de 1992 que teve, como objetivo principal, o impeachment do presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Melo.

O movimento baseou-se nas denúncias de corrupção que pesaram contra o presidente e, ainda, em suas medidas econômicas impopulares, e contou com a adesão de milhares de jovens em todo o país. O nome "caras-pintadas" referiu-se à principal forma de expressão e símbolo do movimento: as cores verde e amarelo pintadas no rosto dos manifestantes.

Governo Collor

O então presidente Fernando Collor de Mello havia chegado ao poder, em 1990, sob muitas críticas devido às interferências de grandes organizações empresariais na campanha presidencial. As frentes políticas, lideradas pelo Partido dos Trabalhadores e seu candidato derrotado nas eleições (Lula), alegaram, na época, que os resultados eleitorais haviam sido fruto de manipulação da opinião pública, com participação inclusive e principalmente da Rede Globo de Televisão.

No desenrolar do governo, o presidente Fernando Collor tomou diversas medidas de caráter anti-inflacionário, como mudança de moeda, criação impostos (IOF) e redução de incentivos, aumento de tarifas públicas, dentre outras, que ficaram conhecidas por "Plano Collor". A medida de maior repercussão foi o empréstimo compulsório ao governo de todo valor mantido na poupança que excedesse os 50.000 cruzeiros. A medida ficou conhecida popularmente como confisco da poupança, apesar de não se ter caracterizado tecnicamente um confisco, já que o dinheiro seria devolvido.

Corrupção

O irmão do então presidente da República, Pedro Collor de Mello, apresentou à Revista Veja, no início de maio de 1992, diversos documentos que indicavam corrupção no Governo Collor. A revista publicou posteriormente vasto material que implicava em crimes de enriquecimento ilícito, evasão de divisas e tráfico de influência, e comprometia a manutenção de Fernando Collor na Presidência.

A população assistiu indignada a escalada de acusações de Pedro Collor a seu irmão (o presidente) e a Paulo César Farias (conhecido por PC Farias). As principais entidades civis do país (OAB, CNBB, UNE e UBES, centrais sindicais, dentre outras) iniciaram o "Movimento pela Ética na Política" no mesmo mês. O escândalo PC Farias torna-se a principal notícia no país.

CPI

Uma CPI instalou-se em 1º de junho de 1992, e o primeiro a ser ouvido foi o acusador Pedro Collor. Com o desenrolar das investigações, as acusações foram sendo substancialmente fundamentadas. A imagem que Fernando Collor passou durante a campanha presidencial, de "jovem bon vivant", "honesto" e "caçador de marajás", agora contrastava com a péssima imagem de "confiscador" e "criminoso" perante a população.

Agosto de 1992

Após o recesso parlamentar de julho, o Congresso Nacional retomou a CPI que investigava o presidente Collor. Durante o mês de agosto as manifestações de repúdio ao presidente intensificaram muito.

11 de agosto

Em 11 de agosto de 1992 uma passeata reuniu cerca de 10 mil pessoas em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). As reuniões foram marcadas pela irreverência, diversidade política e apartidarismo. O movimento ameaçava abandonar o viés político, deixando de lado os partidos. Surgiram as primeiras pessoas com rosto pintado.

Collor foi afastado pelo plenário da Câmara dos Deputados após esta autorizar a abertura de processo de impeachment no dia 2 de outubro de 1992. Finalmente renunciou ao cargo no dia 29 de dezembro do mesmo ano. Collor foi sucedido pelo então vice-presidente, Itamar Franco.

Fonte: Wikipédia


Tags: Caras-pintadas, impeachment, Collor, Fernando Collor de Mello






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