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02 de março de 1969.

As relações se agravam entre a China e a União Soviética, quando os dois lados acusam um ao outro de enviar tropas que atravessaram a fronteira e causaram graves acidentes

Um tanque soviético T-62 capturado pelas forças chinesas durante o conflito de 1969.

O conflito fronteiriço sino-soviético de 1969 foi uma série de confrontos armados entre a União Soviética e a República Popular da China (RPC) que ocorreu no zênite da ruptura sino-soviética dos anos 1960, causada pela competição entre os dois modelos de comunismo. Um confronto em uma ilha no rio Ussuri, chamada Zhenbao pelos chineses e Damansky pelos soviéticos, quase levou os dois países à guerra em 1969.

O afastamento entre China e União Soviética, agravado pela Revolução Cultural chinesa, causou o acúmulo de tensão entre as duas partes no final dos anos 1960, ao longo dos 4380 km de fronteira comum, onde se encontravam 658.000 soldados soviéticos e 814.000 soldados chineses. Em 2 de março de 1969, uma patrulha soviética e forças chinesas enfrentaram-se em combate; ambos os lados alegaram que o outro havia sido o primeiro a atacar. Por estar próximo às linhas de suprimento soviéticas e longe das chinesas, presumia-se que teriam sido os soviéticos os agressores, mas estudos recentes indicam que a agressão partiu da China, numa estratégia de efetuar um forte ataque como modo de obter a paralisação dos inúmeros incidentes que estavam ocorrendo. Com 31 mortos e 14 feridos, os soviéticos não recuaram e retaliaram com o bombardeio de concentrações de tropas chinesas na Manchúria e com a tomada de Damansky/Zhenbao.


Algumas das áreas disputadas no Argun e rios Amur. Damansky / Zhenbao está a sudeste, ao norte do lago

Após uma série de confrontos armados na área, ambos os lados prepararam-se para uma guerra nuclear. Naquela situação de tensão, foi publicada uma diretriz no âmbito dos Estados Unidos, que previa que no caso de um acirramento do conflito, os Estados Unidos adotariam uma postura de neutralidade, mas inclinado, na maior medida do possível, em favor da China. A situação acalmou-se somente depois da visita do premier soviético Alexei Kossygin a Pequim. A controvérsia fronteiriça foi então suspensa mas não resolvida, já que os dois países continuaram a escalada militar na região. Uma solução definitiva surgiria apenas em 1991, nas vésperas da queda da União Soviética, com a assinatura de um acordo sino-soviético de fronteiras. Outros dois tratados, celebrados em 1995 e 2004 entre China e Rússia, puseram fim à questão. Outra importante consequência desse conflito foi que ele criou condições para uma aproximação entre a China e os EUA.

Fonte: Wikipédia


Tags: China, URSS, conflito fronteiriço sino-soviético, ruptura sino-soviética






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