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Quinta-Feira, 24 de Agosto de 2006.

Plutão é rebaixado à categoria de planeta anão

Fotografia em cores de Plutão, obtida pela sonda New Horizons em 14 de julho de 2015, de uma distância de 450 mil quilômetros.

Plutão, formalmente designado 134340 Plutão, é um planeta anão do Sistema Solar e o nono maior e décimo mais massivo objeto observado diretamente orbitando o Sol. Originalmente classificado como um planeta, Plutão é atualmente o maior membro conhecido do cinturão de Kuiper, uma região de corpos além da órbita de Netuno.

Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente de rocha e gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço de seu volume. Ele tem uma órbita altamente inclinada e excêntrica que o leva de 30 a 49 UA do Sol. Isso faz Plutão ficar periodicamente mais perto do Sol do que Netuno (Neptuno). Atualmente Plutão está a 32,9 UA do Sol.

Plutão foi descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh e até 2006 foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. A partir de 1992, com a descoberta de vários outros objetos similares a ele no Sistema Solar externo, sua classificação como um planeta começou a ser questionada, especialmente após a descoberta em 2005 de Éris, 27% mais massivo que Plutão. Em 24 de agosto de 2006 a União Astronômica Internacional (UAI) criou uma definição formal do termo "planeta", a qual fez Plutão deixar de ser planeta e ganhar a nova classificação de planeta anão, juntamente com Éris e Ceres. Há cientistas que afirmam que Plutão, assim como outros planetas anões e candidatos, deveriam ser classificados como planetas.

Plutão tem cinco luas conhecidas: Caronte (a maior, com metade do diâmetro de Plutão), Estige, Nix, Cérbero e Hidra. Plutão e Caronte são às vezes considerados um planeta binário porque o baricentro de suas órbitas não se encontra em nenhum dos corpos, e sim no espaço livre entre eles. A UAI criou uma definição formal para planetas binários, e Caronte é oficialmente classificado como satélite de Plutão. Em 14 de julho de 2015, a sonda espacial New Horizons se tornou a primeira a sobrevoar Plutão. Durante seu sobrevoo, a New Horizons fez medições e observações detalhadas de Plutão e suas luas.

Classificação de 2006 da UAI

Em 24 de agosto de 2006, a UAI criou uma definição formal para o termo planeta. De acordo com essa definição, há três condições principais para um objeto ser considerado um planeta:

  1. O objeto precisa estar em órbita ao redor do Sol.
  2. O objeto precisa ser massivo o suficiente para ser esférico pela própria gravidade. Mais especificamente, sua própria gravidade precisa puxar ele para uma forma de equilíbrio hidrostático.
  3. Ele precisa ser gravitacionalmente dominante.

Plutão não cumpriu a terceira condição, já que a sua massa é de apenas 0,07 vezes a massa dos outros objetos de sua órbita (a massa da Terra, por contraste, é 1,7 milhões de vezes a massa dos outros objetos de sua órbita). Então a UAI decidiu que Plutão seria incluído em uma nova categoria chamada planeta anão, e que ele seria o protótipo da categoria de objetos transnetunianos plutoides.


Comparação de tamanho entre Plutão e alguns objetos transnetunianos.

Em 13 de setembro de 2006, a UAI incluiu Plutão, Éris e Disnomia no catálogo de asteroides mantido pelo Minor Planet Center, dando a eles as designações oficiais (134340) Plutão, (136199) Éris e (136199) Éris I Disnomia. Se Plutão recebesse essa designação logo após a sua descoberta, o número seria perto de mil, ao invés de mais de cem mil.

Houve resistência na comunidade astronômica em relação à reclassificação de Plutão. Alan Stern, principal investigador da missão New Horizons, ridicularizou publicamente a decisão da UAI, declarando que "a definição cheira mal, por razões técnicas". A argumentação de Stern é que pelos termos da nova definição, a Terra, Marte, Júpiter e Netuno, que compartilham suas órbitas com asteroides, deixariam de ser planetas. Ele também disse que menos de 5% dos astrônomos mundiais votaram na nova definição, e que ela não representou toda a comunidade astronômica. Marc W. Buie, do Observatório Lowell, manifestou sua opinião sobre a nova definição em seu site e é um dos peticionários contra a definição. Outros astrônomos apoiaram a UAI, como Mike Brown, o descobridor de Éris, que disse: "a ciência está se autocorrigindo eventualmente, mesmo quando fortes emoções estão envolvidas". Em decorrência da descoberta de Éris, o estopim para a reclassificação de Plutão, em 2010, Michael Brown publicou o livro How I Killed Pluto and Why It Had It Coming, em que ele humoristicamente refere-se a si mesmo como o homem que matou Plutão.

Em 14 de agosto de 2008, astrônomos se reuniram no Applied Physics Laboratory para uma conferência sobre a atual definição de planeta chamada de "O Grande Debate de Planeta". Nela foi publicada um comunicado dizendo que os cientistas não poderiam chegar em um consenso sobre a definição de planeta. Um pouco antes da conferência, em 11 de junho de 2008, a UAI anunciou que o termo plutoide iria ser usado para descrever Plutão e outros objetos similares a ele que têm um semieixo maior que o de Netuno e massa suficiente para serem praticamente esféricos.

Fonte: Wikipédia


Tags: Plutão, planeta anão, Planeta, sistema solar






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