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16 de setembro de 1982.

Dois mil palestinos são massacrados nos acampamentos de Sabra e Chatila, nos subúrbios de Beirute Ocidental, por forças direitistas do exército libanês articuladas com militares israelenses

Massacre de Sabra e Chatila

No final da década de 1970 eclode no Líbano uma guerra civil entre a minoria cristã e os muçulmanos. A OLP de Yasser Arafat aproveita a anarquia no país e intensifica os ataques terroristas contra Israel, usando o território libanês como abrigo.

Para se defender destes ataques, Israel invade o Líbano em junho de 1982 e cerca Beirute, onde se encontrava o quartel-general da OLP. Um acordo obtido por americanos, europeus e sauditas permite, porém, que os terroristas palestinos deixem o Líbano e se refugiem na Tunísia.

O Massacre de Sabra e Chatila foi o genocídio de refugiados civis palestinos e libaneses perpetrado entre 16 e 18 de setembro de 1982, pela milícia maronita liderada por Elie Hobeika, como retaliação pelo assassinato do presidente eleito do país e líder falangista, Bachir Gemayel. O evento ocorreu nos campos palestinos de Sabra e Chatila, situados na periferia sul de Beirute, área que se encontrava então sob ocupação das forças armadas de Israel.

A pedido dos falangistas libaneses, as forças israelenses cercaram Sabra e Shatila, bloquearam as saídas dos campos para impedir a saída dos moradores. "A carnificina começou imediatamente. Continuaria até o meio-dia de sábado. A noite não trouxe nenhum descanso; o oficial de ligação falangista pediu iluminação, e os israelenses, diligentemente, atenderam ao pedido, disparando foguetes de iluminação", enquanto grupos de milicianos, com cerca de 150 homens cada um, iam chegando aos campos para prosseguir a execução do massacre.

A Corte Suprema de Israel considerou o Ministro da Defesa do país, Ariel Sharon, pessoalmente responsável pelo massacre, por ter falhado na proteção aos refugiados.

Sharon, quando candidato a primeiro-ministro de Israel, lamentou as mortes e negou qualquer responsabilidade. A repercussão do massacre, entretanto, fez com que fosse demitido do cargo de Ministro da Defesa.

Condenação das Nações Unidas

Em 16 de dezembro de 1982, a Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou o massacre declarando-o um ato de genocídio. A secção D da resolução, que "definiu o massacre como um ato de genocídio", foi adotada por 123 votos a favor, 0 contra e 22 abstenções.

Repercussão

O genocídio de Shabra e Chatila foi um dos eventos que chamaram a atenção da opinião pública para o problema dos refugiados palestinos e dos territórios palestinos ocupados por Israel.

Fonte: Wikipédia


Tags: Massacre de Sabra e Chatila, massacre, Líbano, Palestinos, Sabra, Chatila






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