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17 de setembro de 1939.

Segunda Guerra Mundial: A União Soviética invade a Polônia

Parada Soviética em Lviv, 1939

A Invasão da Polônia foi o ataque à Polônia, empreendido pela Alemanha, União Soviética e mais um pequeno contingente de eslovacos. O episódio marca o início da Segunda Guerra Mundial na Europa.

O ataque foi realizado em duas frentes: pela Alemanha, a partir da madrugada de 1° de setembro de 1939 (uma semana depois da assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop), e pela União Soviética, a partir de 17 de setembro de 1939 (dia seguinte à assinatura do acordo Molotov-Togo, que deu por encerrado o incidente de Nomonhan).

O objetivo da invasão era repartir o território polonês no final da operação. De fato a campanha terminou, em 6 de outubro de 1939, com a divisão e anexação da Polônia pela Alemanha e pela União Soviética. O apoio de empresas dos Estados Unidos no fornecimento de produtos petroquímicos a IG Farben a partir de portos hispânicos também foi importante, segundo Albert Speer e viabilizando a própria blitzkrieg durante a maior parte da guerra.

Em 3 de setembro de 1939, em resposta às hostilidades, a França e o Reino Unido, seguidos pelo Commonwealth, entre outros, declararam guerra à Alemanha. Começava a Segunda Guerra Mundial.


Linha de demarcação entre as forças militares alemãs e soviéticas, após a invasão da Polônia em setembro de 1939.

Invasão soviética da Polônia

A Invasão soviética da Polônia foi uma operação militar que começou sem uma declaração formal de guerra a 17 de setembro de 1939, durante as primeiras fases da Segunda Guerra Mundial, dezesseis dias após o início do ataque nazista alemão sobre a Polônia. Terminou com uma vitória decisiva da União Soviética e do Exército Vermelho.


Soldados soviéticos na Polônia em 1939.

No início 1939, a União Soviética tentou formar uma aliança contra a Alemanha nazista com o Reino Unido, França, Polônia e Romênia, mas diversas dificuldades, incluindo a recusa da Polônia e da Romênia de permitir direitos de trânsito pelos seus territórios das tropas soviéticas, como parte de segurança coletiva, levaram ao fracasso das negociações. Os soviéticos, com o fracasso das negociações, mudaram a sua posição anti-alemã e a 23 de agosto de 1939 assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop com a Alemanha Nazista. Como resultado do acordo, a 1º de setembro de 1939, os alemães iniciaram a invasão da Polônia a partir do oeste e, a 17 de setembro de 1939, o Exército Vermelho invadiu a Polônia a partir do leste. O governo soviético anunciou que estava a agindo para proteger os ucranianos e os bielorrussos, que viviam na parte oriental da Polônia, uma vez que o estado polonês tinha sido derrotado com o ataque alemão e já não podia garantir a segurança dos seus próprios cidadãos.


Prisioneiros de guerra poloneses capturados pelo Exército Vermelho durante a invasão.

O Exército Vermelho alcançou rapidamente os seus objetivos, não encontrando resistência do devastado e mal preparado exército polonês. Cerca de 230.000 soldados polacos ou mais (452.500) foram levados como prisioneiros de guerra. O governo soviético anexou o território recentemente sob o seu controlo e, em novembro declarou que os 13,5 milhões de cidadãos poloneses que viviam ali eram agora cidadãos soviéticos. Os soviéticos reprimiram toda a oposição, através de execuções e prendendo milhares de opositores. Enviaram centenas de milhares de poloneses para a Sibéria (as estimativas variam) e para outras partes remotas da URSS em quatro grandes ondas de deportações entre 1939 e 1941.

A invasão soviética, que o Politburo chamou de "campanha de libertação", levou à incorporação de milhões de poloneses, ucranianos ocidentais e bielorrussos ocidentais nas repúblicas soviéticas da Bielorrússia e da Ucrânia. Durante a existência da República Popular da Polônia, a invasão foi um tema tabu, praticamente omitida da história oficial, a fim de preservar a ilusão de "eterna amizade" entre os membros do bloco de leste.

Censura

Os censores soviéticos suprimiram muitos detalhes da invasão de 1939 e das suas consequências. O Politburo tinha desde o início chamado à operação de "campanha de libertação" e, mais tarde, declarações e publicações Soviéticas nunca fugiram dessa linha.

A 30 de novembro de 1939, Josef Stalin afirmou que não foi a Alemanha que tinha atacado a França e a Inglaterra, mas sim a França e a Inglaterra, que tinham atacado Alemanha e no mês de março seguinte, Vyacheslav Mikhailovich Molotov alegou que a Alemanha havia tentado fazer a paz e que esta havia sido negada pelos "imperialistas anglo-franceses".

Os governos Soviéticos posteriores negaram que alguma vez se tinha feito um protocolo secreto para o Pacto Molotov-Ribbentrop, mas quando o documento foi descoberto em arquivos soviéticos no ano de 1989, a verdade foi finalmente reconhecida.

A censura também foi aplicada na República Popular da Polônia, para preservar a imagem da amizade Polaco-Soviética promovida pelos dois governos comunistas. A política oficial permitia apenas que se falasse da campanha de 1939, retratando apenas a reunificação dos povos bielorrusso e ucraniano e uma libertação do povo polonês da oligarquia capitalista.

As autoridades desencorajavam fortemente qualquer outro estudo ou ensaio sobre o tema. No entanto, diversas publicações clandestinas (bibula) abordavam a questão, bem como outros meios de comunicação, tais como a canção de protesto de 1982 de Jacek Kaczmarski (Ballada wrzesniowa.).

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, Invasão da Polônia, invasão, Polônia, União Soviética






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