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28 de setembro de 1394.

Eleição do Antipapa Bento XIII

Pedro Martínez de Luna, o Antipapa Bento XIII

O Antipapa Bento XIII, nascido Pedro Martínez de Luna (25 de novembro de 1328 – 23 de maio de 1423), mais conhecido como Papa Luna, foi um antipapa de origem aragonesa eleito pelos cardeais de Avinhão para suceder ao Antipapa Clemente VII em 1394, durante o Grande Cisma do Ocidente.

Pedro de Luna foi um protegido do Papa Gregório XI que o fez Cardeal em 1375. Após a sua morte, participou no conturbado conclave que elegeu Urbano VI e foi um dos poucos cardeais que permaneceu em Roma durante os motins que rodearam esta eleição. Pouco depois, a personalidade conflituosa de Urbano VI afastou-o do círculo próximo do Papa e a 20 de setembro de 1378 esteve presente na reunião que nomeou Clemente VII substituto de Urbano e iniciou o cisma do Ocidente. Regressando a Avinhão com Clemente VII, foi nomeado legado papal para as Espanhas.

A 28 de setembro de 1394, Pedro de Luna foi eleito Papa em Avinhão por unanimidade. Uma das condições requeridas pelos Cardeais era a promessa de, se necessário fosse, abdicar do pontificado para resolver o cisma. Bento XIII aceitou dar a sua palavra. Em 1395 os Cardeais franceses iniciaram negociações para pôr fim ao cisma, mas para seu espanto, Bento XIII voltou com a promessa atrás e recusou-se a colaborar. Em resultado, a Igreja de França retirou o seu apoio a Avinhão em 1398. Bento XIII foi preso no mesmo ano no seu palácio de Avinhão.

Em 1403 consegue fugir para as terras de Luís II, Duque de Anjou e recupera parte do seu poder. De Anjou, enviou emissários a Roma para negociar uma resolução com o Papa Bonifácio IX, mas o Papa romano declinou ter qualquer interesse em discutir termos. O seu sucessor Inocêncio VII manteve a mesma posição, adiando uma solução diplomática.

Em 1409 reuniu-se o concílio de Pisa, que depôs Gregório XII e Bento XIII, substituindo-os por Alexandre V que não obteve reconhecimento nem dos dois papas rivais nem de nenhuma casa real. Mesmo assim, Alexandre V tomou Avinhão, obrigando Bento XIII a fugir para Peñíscola, em Aragão.

Em 1414 iniciou-se o Concílio de Constança. Após três anos de negociação que envolveram os poderes seculares e ecumênicos, chegou-se a um acordo que previa a demissão dos três papas rivais João XXIII (sucessor de Alexandre V), Gregório XII (sucessor de Inocêncio VII) e Bento XIII, e a instalação em Roma do Papa Martinho V, universalmente aceite.

Bento XIII recusou-se a abdicar e refugiou-se em Peníscola, em 21 de Julho de 1411, comparando a fortaleza à Arca de Noé. Apesar de ter perdido quase todos os seus apoiantes nunca reconheceu Martinho V como papa. Os seus secretários acabavam as cartas com estas palavras: script in arca Nohe, in domo Dei ubi est vera ecclesia (escrita na Arca de Noé, na Casa de Deus onde está a verdadeira igreja).

Morreu em 23 de maio de 1423, convencido do seu próprio estatuto. Um dia antes da sua morte, nomeou Cardeais quatro dos seus seguidores, para assegurar a continuidade do seu papado.

Em 10 de junho de 1423, três dos quatro cardeais nomeados (Julián Lobera, Jimeno Dahé e Domenica de Bonnefoi), reuniram-se no Castelo de Peníscola e elegeram o aragonês Gil Sanches, Papa, ficando conhecido como Antipapa Clemente VIII, segundo Papa de Peníscola, que governou entre 1424 e 1429. A sua renúncia ao cargo em San Mateo de Castellón em 15 de agosto de 1429 acabou definitivamente com o Cisma do Ocidente.

O quarto Cardeal, Jean Carrier, de Rodez, Toulouse, nomeou o padre de Rodez, Bernard Garnier como Bento XIV.

Fonte: Wikipédia


Tags: Papa, vaticano, igreja, catolicismo, Avinhão, Avignon, antipapa, cisma






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