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14 de maio de 1643.

Luís XIV torna-se rei da França aos 4 anos

Luís XIV com seus pais, Luís XIII e Ana da Áustria

Luís XIV (Saint-Germain-en-Laye, 5 de setembro de 1638 – Versalhes, 1º de setembro de 1715), apelidado de "o Grande" e "Rei Sol", foi o Rei da França e Navarra de 14 de maio de 1643 até à sua morte. Seu reinado de 72 anos é um dos mais longos na história europeia. Foi um dos líderes da crescente centralização de poder na era do absolutismo europeia. 

Era filho do rei Luís XIII e sua esposa Ana da Áustria. Seu pai morreu em 1643 quando Luís tinha apenas quatro anos de idade, com sua mãe se instaurando como regente em seu nome. Seu reinado pessoal começou em 1661 depois da morte do seu principal ministro o italiano cardeal Jules Mazarin. Luís era aderente ao conceito do direito divino dos reis e continuou a política de seus predecessores de criar um governo centralizado a partir da capital. Procurou eliminar os últimos vestígios de feudalismo que ainda existiam em algumas partes da França e pacificar a aristocracia, oferecendo a muitos membros da nobreza a chance de morar no seu luxuoso Palácio de Versalhes. Por esses meios, Luís se tornou um dos monarcas franceses mais poderosos da história e consolidou o sistema da monarquia absoluta que perdurou na França até à Revolução Francesa.

Luís XIV foi coroado em 7 de junho de 1654.


Luís XIV, Rei da França e Navarra.

Seu reinado viu a França chegar na liderança das potências europeias e lutar em três guerras diferentes: a Guerra Franco-Holandesa, a Guerra dos Nove Anos e a Guerra da Sucessão Espanhola. Houve também os conflitos menores da Guerra de Devolução e Guerra das Reuniões. Luís acabou morrendo alguns dias antes de seu aniversário de 77 anos, sendo sucedido por seu bisneto de cinco anos de idade Luís XV. Todos os seus outros herdeiros tinham morrido antes dele:, seu filho Luís, Grande Delfim de França, o filho mais velho deste Luís, Duque da Borgonha, e o irmão mais novo de Luís XV, Luís, Duque da Bretanha.


Luís XIV e seus herdeiros em 1710.

Casamento

Enquanto a guerra com a Espanha continuava, os franceses receberam apoio militar da Inglaterra, dirigida por Oliver Cromwell. A aliança Anglo-francesa venceu a guerra em 1658 na Batalha das Dunas. O resultado foi o Tratado dos Pirenéus, que fixou a fronteira entre Espanha e França. A Espanha cedeu várias províncias e cidades à França nos Países Baixos Espanhóis e em Rousillon. Como meio de fixar ainda mais a paz e as fronteiras dos dois reinos, uma união entre as duas famílias reais, dae Espanha e da França, foi proposta. Tal proposta estava seduzindo imensamente Ana de Áustria, a mãe de Luís XIV, que sempre desejou ver seu filho casado com uma parente sua da Casa de Habsburgo.


Luís XIV
sendo apresentado a Maria Teresa por Felipe IV na ilha dos Faisões. 1660

Entretanto, a hesitação espanhola conduziu a um esquema em que o Cardeal Jules Mazarin, primeiro-ministro da França, fingia procurar uma união para o rei com Catarina de Bragança. Quando Filipe IV de Espanha ouviu sobre a reunião em Lyon entre as casas de França e de Portugal, enviou uma mensagem especial para a corte francesa, a fim de abrir as negociações de paz e de um casamento real. Então Luís XIV aceita de boa vontade casar-se com a infanta Maria Teresa de Espanha, filha de Filipe IV, rei da Espanha, e Isabel da França, sua tia, irmã de seu pai. O casamento teve lugar em 9 de junho de 1660 em Saint-Jean-de-Luz.


Casamento de Luís XIV e Maria Teresa.

Para prevenir uma união das duas coroas, os diplomatas espanhóis incluíram uma cláusula na qual Maria Teresa e seus descendentes seriam desprovidos de qualquer direito ao trono espanhol. Contudo, pela habilidade de Jules Mazarin, a cláusula só seria válida mediante pagamento de um grande dote. A Espanha estava empobrecida após décadas de guerra e foi incapaz de pagar um dote de tais proporções, e a França nunca recebeu a quantia acordada de 500.000 Escudos.


Maria Teresa, Infanta da Espanha, Arquiduquesa de Áustria, Rainha Consorte da França e Navarra.

Amantes

Luís XIV teve três amantes em título: Louise de La Vallière, Madame de Montespan, além de Madame de Maintenon, que foi secretamente esposa do rei após a morte da rainha. Acredita-se que o casamento aconteceu por volta de 9 ou 10 de Outubro de 1683 e foi guardado como segredo até a morte de Luís XIV.


Madame de Maintenon, a esposa secreta do Rei.

Na adolescência, o rei teve um romance com uma sobrinha de Mazarin, Maria Mancini. Houve entre eles uma grande paixão, contrariada pelo cardeal que, consciente dos interesses da França, preferiu fazê-lo se casar com a Infanta de Espanha. Em 1670, Jean Racine se inspirou na história de Luís e Maria Mancini para escrever "Berenice".

Fim do reinado e morte

Nos anos finais do reinado de Luís XIV, uma sucessão de mortes quase pôs em risco a sucessão ao trono. Praticamente todos os filhos legítimos do rei haviam morrido na infância. O único que chegou a idade adulta foi, seu filho mais velho Luís, o Grande Delfim, que morreu em 1711 antes de Luís XIV. O novo herdeiro, Luís, Duque de Borgonha, neto mais velho do rei, contraiu varíola (ou sarampo) e morreu no ano de 1712, seguido por seu filho mais velho Luís, Duque de Bretanha, que sucumbiu à mesma enfermidade. Por fim, o pequeno Duque de Anjou, filho mais novo do Duque de Borgonha e bisneto do rei foi aclamado Delfim de França, tornando-se o sucessor ao trono francês, e reinando como Luís XV de França.

Luís XIV morreu em 1º de setembro de 1715 de gangrena, poucos dias antes de seu septuagésimo sétimo aniversário e com 72 anos e 100 dias de reinado - o mais longo reinado e governo do mundo ocidental. Seu corpo foi sepultado na basílica de Saint-Denis, em Paris.


Comboio e pompa fúnebre de Luís XIV. (1715)

Luís XIV tentou evitar a ascensão de seu sobrinho Filipe de Orleans, que ao ser o parente mais próximo se converteria em regente do futuro Luís XV. Luís XIV preferia desviar parte desse poder ao filho ilegítimo que teve com Madame de Montespan, Luís Augusto de Bourbon. Luís XIV também criou um conselho regente com 11 membros, antecipando a maioridade de Luís XV. Houve também inspiração do Cardeal Arcebispo de Paris, Louis Antoine de Noailles, um republicano desde jovem, e que havia sido feito Cardeal pelo próprio Luís XIV e pelo Papa Clemente XI em 1700. O testamento de Luís XIV dizia que Luís Augusto, Duque de Maine, seria o protetor de Luís XV, super-intendente da educação do jovem rei e Comandante da Guarda Real. O Duque de Orleans, se assegurou da anulação do testamento no Parlamento, em 2 de setembro de 1715, após cercar o Parlamento com suas tropas, fazendo a leitura do testamento em voz baixa de maneira que ninguém ouvisse o que estava sendo lido. Somente quando apareceu seu nome como membro do conselho, foi gritado, de tal maneira que criou tumulto e ele foi aclamado regente único. Subornou os parlamentares, com a devolução do poder que Luís XIV lhes havia tirado e Luís Augusto foi despojado de seu título de Prince du Sang Royal (Príncipe de Sangue Real) e do comando da Guarda Real, mas manteve seu posto de super-intendente da educação do Delfim, ficando Filipe II como único regente.

Fonte: Wikipédia


Tags: Luís XIV de Bourbon, Luís XIV, rei, Rei da França, absolutismo, França, Rei Sol, o Grande, direito divino






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