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11 de outubro de 1942.

Segunda Guerra Mundial: A Batalha do Cabo Esperança - A noroeste da costa de Guadalcanal, navios da marinha norte-americana interceptam e destroem uma frota japonesa que estava a caminho para ilha de Guadalcanal


A 7 de outubro de 1942, o Contra-Almirante Norman Scott levou uma pequena força naval das Novas Hébridas para uma posição próxima das Ilhas Russell, nas Salomão. Seus navios eram a guarda avançada do comboio que traria os homens da “Divisão Americal” para Guadalcanal. Scott também recebera ordens para fazer o máximo possível para hostilizar quaisquer navios mercantes japoneses que trouxessem homens e suprimentos de Rabaul e das Salomão Ocidentais para Guadalcanal. Sua força consistia dos cruzadores pesados San Francisco e Salt Lake City; dos cruzadores leves Helena e Boise e dos destróieres Buchanan, Duncan, Farenholt, Laffey e McCalla.

Às 13h45m de 11 de outubro, Scott recebeu uma mensagem dizendo que uma força de cruzadores e destróieres inimigos se dirigia para a Fenda (The Slot), rumo a Guadalcanal. Na verdade, ela fazia parte do Expresso de Tóquio, comandada pelo Almirante Goto, e vinha bombardear o Campo Henderson.

Às 18h10m, Scott recebeu outra mensagem. Os navios japoneses estavam agora a apenas 176 km. Scott partiu ao seu encontro, calculando que interceptaria os japoneses, ao largo do Cabo Esperança, por volta da meia-noite.

Às 22h30m ele enviou seus aerobotes numa missão noturna de busca. Um avião do Salt Lake City incendiou-se com seus próprios foguetes luminosos e teve de ser lançado ao mar, onde continuou a arder. O Almirante Goto viu suas chamas a distância, a bordo da sua nave-capitânia, Aoba, e as confundiu com um sinal luminoso de terra. Poucos minutos depois o Helena e o Boise entraram em contato com o inimigo pelo radar.

A Batalha do Cabo Esperança estava prestes a começar e seria caracterizada por confusão e hesitação de ambos os lados. O Almirante Scott, tendo as vantagens iniciais da surpresa e da posição, quase as jogou fora. Seus navios haviam cortado inadvertidamente o T da formação japonesa, (Cortar o T é a mais ambicionada - e praticamente inatingível - manobra numa batalha naval. Consiste em levar a formação dos navios em coluna a cruzar a frente da coluna de navios inimigos, formando um T. Assim, os navios cortadores podem assestar seus canhões sobre os lados e a proa dos navios inimigos, atirando com todas as peças voltadas para um dos lados do navio (bordada). Os navios inimigos só podem atirar para diante e têm seu campo de tiro impedido pelos navios da coluna que estão avante. Além disso, seu armamento de ré não pode ser apontado para o inimigo) surpreendendo o inimigo de bordada, uma manobra naval clássica que consiste em um descarga simultânea dos canhões de um dos bordos do navio. Infelizmente Scott não sabia ao certo quais eram os seus navios e quais os do inimigo. O relatório oficial da Pesquisa de Bombardeio Estratégico viria a dizer: O comandante americano foi incapaz de visualizar a situação porque a nave-capitânia não estava equipada com o radar mais moderno. Também houve uma confusão com os sinais entre o Capitão Hoover, do Helena, e Scott e, com isso, o Helena reteve o fogo de sua artilharia até que foi quase tarde demais. Mas pouco antes das 23h00m, deram o sinal e os canhões de seis polegadas do Helena dispararam contra o Aoba, avariando seriamente a nave-capitânia e ferindo mortalmente o Almirante Goto.

Quando os japoneses revidaram, era tarde demais. O destróier Fubuki foi afundado e o cruzador Furutaka foi de tal forma bombardeado que afundou horas depois. Os navios japoneses espalharam-se e dispararam seus canhões, afundando o Duncan e avariando seriamente o Boise e o Farenholt. A ação não demorou muito, tampouco foi tão decisiva quanto a Batalha de Savo, mas resultou em ligeira vantagem para os americanos, especialmente porque os destróieres japoneses Murakakumo e Natsugumo, abandonando a ação, foram afundados no dia seguinte por aviões americanos.

Por assim dizer, a vitória americana foi em grande parte técnica. Ela pode ter atrasado o Expresso de Tóquio, mas não o fez parar. Os navios de Scott não estavam em condições de manter à distância, uma força naval em seu avanço. Os japoneses puderam prosseguir com seu plano.

A 13 de outubro de 1942, a artilharia pesada japonesa abriu fogo contra o Campo Henderson, logo acertando a pontaria e impedindo que os aviões decolassem. Uma outra pista de pouso fora preparada mais ao sul do Campo Henderson e os caças puderam usá-la; mas a barragem de terra era apenas preliminar. Mais tarde, naquela noite, uma poderosa força naval japonesa aproximou-se de Guadalcanal sem encontrar oposição e começou a disparar granadas contra o aeródromo e adjacências. Os couraçados Kongo e Haruna, o cruzador leve Isuzu e oito destróieres de escolta ficaram subindo e descendo a costa da ilha. Em 80 minutos, 918 salvas de granadas de 15, 6 e 5 polegadas foram disparadas pelos couraçados, avariando o aeródromo e matando 40 americanos.

Na manhã seguinte, somente 42 aviões puderam levantar vôo. O Campo Henderson estava fora de ação; no local havia prédios de madeira fumegantes e imensas crateras. Os moradores das proximidades saíram de seus abrigos e começaram a reparar os danos.

Tags: Segunda Guerra Mundial, Guadalcanal, batalha






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