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22 de junho de 1940.

A França assina o Armistício com a Alemanha Nazista.

Da esq. Para dir.: Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Hermann Göring, Rudolf Hess, Hitler, e Walther von Brauchitsch em frente ao vagão de trem conhecido como “a carruagem do armistício” (Foto de 21 de junho de 1940).

O armistício de 22 de junho de 1940 ou Segundo Armistício de Compiègne, foi um acordo que se sucedeu ao cessar-fogo e fim de hostilidades entre as autoridades do Terceiro Reich e os representantes da República Francesa, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, que foi assinado em Rethondes nessa data, na chamada carruagem do armistício (a mesma onde se tinha assinado o armistício de 11 de novembro de 1918 que pôs fim à Primeira Guerra Mundial).

O armistício estabeleceu as condições oficiais da ocupação alemã da França, que ficou dividida em duas grandes zonas, a zona ocupada, sob controle alemão, e a chamada zona livre, sob a autoridade da França de Vichy.


Imagem do vagão de trem, conhecido como “a carruagem do armistício”, utilizada para a assinatura deste armistício e para a do Armistício de 11 de novembro de 1918.

Além das zonas citadas, distingue-se ainda o departamento do Norte que fica unido ao Governo Militar alemão na Bélgica, uma chamada «zona reservada» a leste (Alsácia e Lorena), a chamada «zona proibida» ao longo do litoral no Canal da Mancha e do Oceano Atlântico e uma pequena zona de ocupação italiana.

O avanço aliado depois do desembarque na Normandia permitiu desde junho de 1944 restabelecer a soberania francesa sobre o seu território nacional e pôr fim ao regime colaboracionista do marechal Philippe Pétain.


Da esq. Para dir.: Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Hermann Göring, Rudolf Hess, Hitler, e Walther von Brauchitsch em frente ao vagão de trem conhecido como “a carruagem do armistício” (Foto de 21 de junho de 1940).

Condições do armistício de Rethondes

A delegação francesa foi presidida pelo general Charles Huntziger e inclusive por um civil, o embaixador Léon Noël, tendo recebido do general Maxime Weygand, o novo Ministro de Defesa, as instruções formais de cumprir as três exigências alemãs: a ocupação total de todo o território, a entrega da frota e a instalação dos alemães em território francês.

As condições do armistício foram motivadas pelas preocupações nessa época de Adolf Hitler: talvez houvesse que evitar de forma permanente que a França se tornasse uma grande potência militar, mas a curto prazo haveria que velar para que a frota francesa não se unisse ao Reino Unido, único país que fica por vencer, uma vez que um acordo de paz com o Reino Unido ficava por ora longe da realidade. Por outro lado, não havia que irritar nem o aliado italiano nem o potencial aliado espanhol. Hitler teve um encontro com Benito Mussolini em 18 de junho em Munique para convencê-lo a aceitar as instruções de Weygand. O Duce queria ocupar a França até ao rio Ródano, apoderar-se da frota e anexar Nice, a Córsega e os dois departamentos franceses que formam a Saboia histórica (Alta Saboia e Saboia).


Mapa da França resultante das cláusulas do Armistício. Em vermelho, A costa proibida sob jurisdição militar alemã; em amarelo, a zona de ocupação militar alemã; em rosa a zona sob administração do Governo Militar alemão de Bruxelas; em laranja a zona de acesso restringido no leste; em azul Alsácia e Lorena, incorporadas de fato a Alemanha; em verde, a zona de ocupação italiana; a branco, a chamada zona livre administrada pela França de Vichy.

É todo este conjunto de considerações complexas que determinará as condições do acordo de armistício, um texto breve de vinte e quatro artigos, que contem, entre outras, as seguintes cláusulas:

  • Os prisioneiros de guerra (mais de um milhão e meio de homens) ficam cativos até à assinatura de um acordo de paz.
  • A metade norte, bem como a costa atlântica, ficam sob a ocupação alemã, constituindo a chamada zona ocupada, que abarca aproximadamente três quintas partes do território. O resto constitui a chamada zona livre, isto é, a não ocupada, situada principalmente a sul do rio Loire. Ambas as zonas se encontravam separadas pela chamada linha de demarcação.
  • A França deve prover a manutenção do Exército alemão de ocupação. O importe da dita manutenção é fixado de forma quase arbitrária pelos alemães, sendo, como média, de uns 400 milhões de francos por dia.
  • Na zona livre, o exército francês fica limitado a 100 000 homens e ditas tropas ficam desarmadas.
  • A soberania francesa se exerce sobre o conjunto do território, incluída a zona ocupada, Alsácia e Mosela, mas na zona ocupada se estipula que Alemanha exerce Os direitos da potência ocupante, o que implica que a Administração francesa colabora com ela de um modo correto.
  • O império colonial francês fica igualmente sob autoridade do Governo francês.
  • Os navios de guerra devem acudir a seus portos em períodos de paz, embora alguns deles, como o de Brest, esteja em zona ocupada.
  • A França deve entregar os refugiados políticos alemães ou austríacos refugiados em seu território fugindo do nazismo.

A decisão de Hitler de permitir à vencida França a conservação do seu império pode parecer nos dias de hoje surpreendente. Hitler, em uma carta a Mussolini, justifica a decisão (assim como a de manter uma zona não ocupada), pelo temor de no empurrar a França e a sua potente frota naval a continuação da guerra desde suas colónias (o que aliás certamente foi proposto por vários políticos franceses).

A marinha alemã não estava em condições para a conquista do vasto império colonial francês de ultramar, e o envio de tropas a territórios longínquos não estava nos planos de Hitler. Com exceção da África Equatorial Francesa e da Nova Caledônia, as colônias francesas não se uniram nem a Charles de Gaulle nem aos Aliados nos meses seguintes ao armistício.

Por seu lado, Churchill, enfrentado o risco insuportável de ver a frota francesa regressar aos seus portos, agora ocupados pelo inimigo, segundo as cláusulas do armistício, envia em 3 de julho de 1940 uma frota britânica para que obrigue a frota francesa, que se dirigia as Antilhas Francesas, que se una à sua armada. O almirante francês em comando recusa o ultimato, sem informar o governo de Vichy de todas as possibilidades referidas neste, especialmente a de se dirigir para as Antilhas para se resguardar dos alemães. Em consequência disso houve um combate naval, a Batalha de Mers el-Kebir, no decurso da qual são afundados os principais navios franceses que se encontram na base.

O almirante François Darlan, que inicialmente havia recusado enviar a Brest as unidades ali paradas em tempo de paz e havia ordenado a totalidade da frota francesa reunir-se em bases no norte da África, modifica suas ordens a raiz do ataque britânico e ordena a frota que pare no porto metropolitano em Toulon (que ficava em zona livre) nos fins do ano 1940.

Por outro lado, a Itália, apesar de reivindicar os territórios do antigo condado de Nice e a Saboia, que não havia conseguido conquistar em combate, teve de contentar-se com a localidade mediterrânea de Menton. O resto dos territórios reivindicados não serão ocupados pelo Regio Esercito italiano senão em 11 de novembro de 1942, durante a invasão da zona antes não ocupada.

Controvérsias

O general Charles de Gaulle reprovou Philippe Pétain (a quem respeitava) e, sobretudo, Maxime Weygand (a quem detestava) o próprio princípio do armistício que entregava a França atada de pés e mãos ao Terceiro Reich. No seu discurso de 18 de junho de 1940, de Gaulle advertiu os franceses que «esta guerra não se limita ao território do nosso país: esta guerra é uma guerra mundial», crendo fundadamente que os Estados Unidos da América entrariam na guerra e que unidos aos recursos dos impérios coloniais francês e britânico conseguiriam a derrota da Alemanha Nazista.

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, França, rendição, armistício, Hitler, nazismo, Armistício de Compiègne






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