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26 de julho de 1936.

Forças do Eixo decidem intervir na Guerra Civil Espanhola, apoiando a Falange do general Francisco Franco

Aeronave Junkers e tropas rebeldes no Marrocos em 1936

Falange Espanhola, cujo nome completo era Falange Española Tradicionalista, mais tarde coligada com las Juntas de Ofensiva Nacional Sindicalista, é o partido político de índole fascista legalmente reconhecido durante a ditadura de Francisco Franco, na Espanha.

Fundada por José Antonio Primo de Rivera, em 1933, a Falange aliou-se às forças nacionalistas de Franco durante a Guerra Civil Espanhola (1936 - 39), que depôs o governo republicano de cunho socialista. Franco assumiu o controle do partido em 1937. O governo democrático instituído após a morte de Franco declarou-a ilegal em 1977, mas ainda está em atividade.

Guerra Civil Espanhola

A chamada Guerra Civil Espanhola foi um conflito bélico deflagrado após um fracassado golpe de estado de um setor do exército contra o governo da Segunda República Espanhola. A guerra civil teve início após um pronunciamento militar entre 17 e 18 de julho de 1936, e terminou em 1º de abril de 1939, com a vitória dos militares e a instauração de um regime de caráter fascista, liderado pelo general Francisco Franco.


Adolf Hitler e Francisco Franco, 1940.

Participação das potências do eixo

O impasse no exército espanhol que se encontrava na África, (principal força de combate que tinham os rebeldes para tomar Madrid, uma vez detendo as tropas do General Mola na Serra de Guadarrama), poderiam ser superadas graças à rápida ajuda que os rebeldes receberam da Alemanha nazista e a Itália fascista.

Em 26 de julho de 1936 chegaram ao Marrocos os primeiros vinte aviões de transporte alemão Junkers, que poderiam ser facilmente convertidos em bombardeiros acompanhados dos rebeldes, e quatro dias depois, em 30 de julho de 1936, chegaram os primeiros nove caças-bombardeiros italianos.


Aeronave Junkers no Marrocos

Com estes meios aéreos o General Franco, chefe das forças rebeldes do Marrocos, foi capaz de organizar uma ponte aérea para o continente para transportar suas tropas.

Bombardeio de Guernica

Adolf Hitler, chanceler alemão, por sugestão do chefe da Luftwaffe Hermann Göring ofereceu a Francisco Franco apoio aéreo ao seu exército terrestre. O principal objetivo era o de testar a força aérea alemã numa guerra convencional.

Este apoio consistiu tanto em apoio logístico, transporte de tropas, mantimentos, etc., como em apoio em ações de ataque com aviões de caça e bombardeiros (como o famoso bombardei de Guernica), carros de combate e artilharia.

A intervenção alemã na Guerra Civil Espanhola permitiu melhorar a qualidade da sua aparelhagem de guerra e reparar os defeitos da sua força aérea, preparando-a para a ofensiva mundial que Hitler planejava, que conforme o serviço secreto britânico, deveria durar o máximo de 9 (nove) meses e/ou 300 (trezentos)dias, segundo diversos compêndios da área militar, o que se chamava na época, nos grupos restritos da inteligência britânica, de "Guerra Relâmpago".

Em 11 de novembro de 1936 os primeiros 697 homens da Legião Condor chegavam a Sevilha. Adolf Hitler abastecia os nacionalistas espanhóis com homens e armamentos, mas esse era um grupo novo e especial: o chefe da inteligência alemã, Wilhelm Canaris, havia acordado com o general Franco que o contingente seria majoritariamente aéreo. Presente em quase todas as frentes de batalha, a temida Legião Condor chegou a reunir 5 mil aviadores, centenas de soldados, unidades de tanques, blindados, artilheiros e uma infantaria motorizada de elite.

O Grande Bombardeio de Guernica em 26 de abril de 1937 foi um ataque aéreo por aviões alemães da Legião Condor durante a Guerra Civil Espanhola no País Basco.

Coordenado por Wolfram von Richthofen e com suporte do Corpo Truppe Volontarie o ataque destruiu a maior parte da localidade, na época com 5.000 – 7.000 habitantes, causando centenas de vítimas. Foi considerada um ataque terrível na época e usado como uma propaganda amplamente difundida no Ocidente, levando a acusações de "atentado terrorista" e de que 1.654 pessoas tinham morrido no ataque. Estimativas modernas avaliaram o número de mortos em de 300 a 400.

O ataque, que serviu também para testar aviões de guerra e ganhar experiências no combate aéreo, apoiou as forças de Francisco Franco que invadiram a cidade poucos dias depois do bombardeio.


Ruínas de Guernica após o ataque da Legião Condor.

O painel Guernica, pintado por Pablo Picasso em 1937, é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade de Guernica.


Reprodução da obra de Picasso num mural na cidade de Guernica.

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, Guerra Civil Espanhola, Francisco Franco, Guernica






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