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Quinta-Feira, 18 de Outubro de 1739.

Inquisição mata em Lisboa o dramaturgo Antônio José da Silva, o Judeu

Antônio José da Silva Coutinho

Antônio José da Silva Coutinho (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1705 — Lisboa, 19 de outubro de 1739) foi um escritor e dramaturgo português nascido no Brasil colônia.

Formado na universidade de Coimbra, escreveu o conjunto da sua obra em Portugal entre 1725 e 1739. Recebeu o epíteto de "O Judeu". É hoje considerado um dos maiores dramaturgos portugueses de todos os tempos.

O romancista português Camilo Castelo Branco (1825-1890) retratou a vida de várias gerações da família de Antônio José da Silva até à sua morte na sua obra O Judeu.


Capa de "O Judeu" do romancista português Camilo Castelo Branco.

A história de Antônio José da Silva também inspirou Bernardo Santareno, igualmente de origem judaica, a escrever a peça O Judeu (1966). A sua vida é ainda retratada no filme luso-brasileiro O Judeu (1995).

A Fundação Nacional de Artes - Funarte e o Camões Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa instituíram o Prêmio Luso-Brasileiro de estímulo a dramaturgia Antônio José da Silva no ano de 2007. Portugal dedicou-lhe um selo a 7 de junho de 2010, na série Teatro em Portugal, que reproduz uma cena da peça "Guerras do Alecrim e da Manjerona", sob o título "Antônio José da Silva (O Judeu)".

Pormenores do processo da Inquisição

Em 1737, Antônio foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho, com quem casara em 1728, que era sua prima e também judia). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente.

Antônio José da Silva foi novamente torturado. Descobriram que era circuncisado. Uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e Antônio José da Silva foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que ele não seria, de fato, judaizante.

Como era regra com os prisioneiros que, condenados, afirmavam desejar morrer na fé católica, Antônio José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em 19 de outubro de 1739. Sua mulher, que assistiu à sua morte, morreria pouco depois.

Fonte: Wikipédia





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