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26 de outubro de 2016.

Novos abalos sísmicos atingem a região central da Itália

A Igreja de Santo Antônio desabou parcialmente após um terremoto ao longo da estrada para Norcia

Em 26 de outubro de 2016, às 19:11 locais, ocorreu um primeiro tremor de magnitude 5.5, cerca de 8 quilômetros a sudoeste da cidade de Sellano, na região central da Itália.

Apenas duas horas se passaram até que um novo terremoto, mais intenso, atingisse a região. Segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), este segundo sismo teve uma magnitude de 6.1, com epicentro a 3 km a oeste de Visso, também na região central do país. Os abalos foram sentidos em toda a Itália e em países vizinhos. Na região de Marcas, cerca de 240 pessoas tiveram que ser removidas às pressas de hospitais. Os tremores provocaram interrupções no fornecimento de energia na região.

Na capital Roma, muitos prédios, alguns centenários, sofreram danos leves e tiveram que ser evacuados. Houve também correria e pânico em Nápoles. Diversas réplicas atingiram a região, a mais forte de magnitude 4.9.


A região central da Itália sobre novamente fortes abalos sísmicos em outubro de 2016.

A 27 de outubro de 2016, a defesa civil italiana já contabilizava mais de três mil desabrigados em Marcas.

No dia 30 de outubro de 2016 às 7h40 do horário local, mais uma vez a região central da Itália foi atingida por um tremor, ainda mais violento. De acordo com os dados do USGS, este sismo atingiu magnitude de 6.6, e é o mais forte a ocorrer na Itália desde 1980. O tremor foi sentido também na Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina e até mesmo na Alemanha. O epicentro foi a cerca de seis quilômetros ao norte da comuna de Nórcia. A cidade, já fortemente abalada pelos terremotos anteriores, foi completamente destruída. Em Amatrice e Arquata del Tronto também houve sérios danos, e nas cidades de Ussia, Muccia e Tolentino muitas construções desabaram. Em Preci, casas e igrejas vieram abaixo. Em Roma, o metrô e vários pontos turísticos foram preventivamente interditados. Muitas estradas ficaram bloqueadas, devido a desmoronamentos de terra. Mais de 700 réplicas foram registradas, com magnitudes variando de 3 a 5 graus.

Apesar da intensidade dos terremotos, houve apenas uma vítima fatal, embora dezenas de pessoas tenham se ferido. Mais de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas.

O primeiro-ministro Matteo Renzi prometeu que tudo será reconstruído, embora reconheça que tempos difíceis ainda virão. O custo da reconstrução deverá chegar a 6 bilhões de euros até 2018. O governo italiano também irá investir de 4 a 7 bilhões de euros anualmente para aumentar a proteção do país contra terremotos. A maioria das estruturas destruídas, por serem antigas, não estavam preparadas para suportar fortes tremores.

Em 31 de outubro de 2016, o número de desabrigados já passava de 40 mil, segundo estimativas da imprensa italiana. Muitas ainda estavam em abrigos temporários, desde o forte terremoto de agosto.


Abrigos temporários para as vítimas do terremoto em Amatrice.

Uma área de cerca de 600 km2 ficou deformada com os terremotos, de acordo com dados coletados pelo satélite Sentinel 1. Em algumas regiões, o solo afundou 70 centímetros.

Mais de 300 escolas foram danificadas e outras 100 foram fechadas na região, o que fez com que 20 mil estudantes ficassem sem aulas.

Fonte: Wikipédia


Tags: sismo, terremoto, Amatrice, Accumoli, Pescara del Tronto, Sellano, Visso, Nórcia






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