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25 de setembro de 1957.

Eisenhower envia soldados para proteger alunos negros

Os ‘Nove de Little Rock’ acompanhados dentro do Little Rock Central High School por tropas da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos.

Em 25 de setembro de 1957, o presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, ordenou que soldados fossem a Little Rock, no estado do Arkansas, para proteger nove alunos negros.

Washington queria impor a decisão tomada por um tribunal de acabar com a discriminação racial nos estabelecimentos de ensino norte-americanos. Em 1954, a Corte Suprema dos Estados Unidos sentenciara o fim da discriminação racial nos colégios. Nos anos seguintes, as cortes continuaram expedindo sentenças para acabar com a discriminação racial em repartições públicas e nos transportes coletivos.

Estados conservadores

Entretanto, alguns estados do Sul, mais conservadores, não seguiram a nova determinação e vinham impedindo o acesso de alunos negros às aulas. Em setembro de 1957, o governador Orval Faubus, do Arkansas, ordenou aos soldados da Guarda Nacional que impedissem a entrada de nove alunos negros na Little Rock Central High School.

Depois de casos de agressão entre pais e alunos brancos e negros na capital do Arkansas, o presidente Dwight Eisenhower ordenou, em 25 de setembro de 1957, o envio de uma divisão a Little Rock. Eles receberam a missão de restabelecer a ordem na cidade e escoltar os nove estudantes até sua escola.

Enquanto isso, prosseguiu a pressão dos movimentos negros em defesa dos direitos civis. Tal pressão levou o Congresso dos Estados Unidos a aprovar, em 1957, uma nova lei de direitos civis e a criar uma comissão para examinar a proibição de voto aos negros e garantir-lhes igualdade de tratamento.

Discriminação racial na universidade

Caso semelhante ao do Arkansas aconteceu em setembro de 1962, no Mississippi, quando o presidente norte-americano John Kennedy precisou enviar 750 soldados da Guarda Nacional. Tratava-se de uma desordem pública - no caso, protagonizada pelo governador daquele Estado, Ross Barnett, que tentava impedir a entrada do negro James Meredith na Universidade de Mississipi, reduto de brancos. Meredith, de 29 anos, era o primeiro aluno negro daquele estabelecimento de ensino.

Em Arkansas, a violência se restringiu à atitude racista e deixou um ferido. Já no Mississipi, duas pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas no confronto entre brancos racistas e policiais encarregados de proteger o aluno negro.

Tropas federais permaneceram no campus até a graduação de Meredith em ciências políticas em 1963, mesmo ano em que Martin Luther King pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho". O governador Barnett, vencido, fez uma declaração pelo rádio, na qual afirmou, arrogante: "Nunca vamos nos render."

Fonte: Deutsche Welle


Tags: Os Nove de Little Rock, racismo, Dwight D. Eisenhower, Little Rock, Arkansas, Little Rock Nine






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