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Sábado, 20 de Maio de 1506.

Morre Cristóvão Colombo

Provável retrato de Colombo por Sebastiano del Piombo, 1519. Não há retratos autenticados de Colombo.

Cristóvão de Colombo (Gênova, entre 22 de agosto e 31 de outubro de 1451 — Valladolid, 20 de maio de 1506) foi um navegador e explorador, responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano em 12 de outubro de 1492, sob as ordens dos Reis Católicos da Espanha, no chamado descobrimento da América. Empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objetivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Antilhas) e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central.

Seu nome em italiano é Cristoforo Colombo, em latim Christophorus Columbus e em espanhol, Cristóbal Colón. Este antropônimo inspirou o nome de, pelo menos, um país, Colômbia e duas regiões da América do Norte: a Colúmbia Britânica no Canadá e o Distrito de Colúmbia nos Estados Unidos. Entretanto o Papa Alexandre VI escrevendo em latim sempre chamou ao navegador pelo nome de Christophorum Colon com significado de Membro e nunca pelo latim Columbus com significado de Pombo.


Mapa com as quatro viagens de Colombo.

As quatro viagens ao Novo Mundo

A primeira viagem

Na noite de 3 de agosto de 1492, Colombo partiu de Palos de la Frontera, com três navios: uma nau maior, Santa María, apelidada Gallega, e duas caravelas menores, Pinta e Santa Clara, apelidada de Niña em homenagem a seu proprietário Juan Niño de Moguer. Eram propriedade de Juan de la Cosa e dos irmãos Pinzón (Martín Alonso e Vicente Yáñez), mas os monarcas forçaram os habitantes de Palos a contribuir para a expedição. Colombo navegou inicialmente para as ilhas Canárias, que eram propriedade da Castela, onde reabasteceu as provisões e fez reparos. Em 6 de setembro, partiu de San Sebastián de la Gomera para o que acabou por ser uma viagem de cinco semanas através do oceano.

A terra foi avistada às duas horas da manhã de 12 de outubro de 1492, por um marinheiro chamado Rodrigo de Triana (também conhecido como Juan Rodríguez Bermejo) a bordo de Pinta. Colombo chamou a ilha (atual Bahamas) San Salvador, enquanto os nativos a chamavam Guanahani. Exatamente qual era a ilha nas Bahamas é um assunto não resolvido. As candidatas principais são Samana Cay, Plana Cays e San Salvador (assim chamada em 1925, na convicção de que era a San Salvador de Colombo). Os indígenas que encontrou, os lucaians, taínos ou aruaques, eram pacíficos e amigáveis. Desde a entrada em 12 de outubro de 1492 em seu diário, Colombo escreveu sobre eles: "Muitos dos homens que já vi têm cicatrizes em seus corpos, e quando eu fazia sinais para eles para descobrir como isso aconteceu, eles indicavam que pessoas de outras ilhas vizinhas chegavam a San Salvador para capturá-los e eles se defendiam o melhor possível. Acredito que as pessoas do continente vêm aqui para tomá-los como escravos. Devem servir como ajudantes bons e qualificados, pois eles repetem muito rapidamente o que lhes dizemos. Acho que eles podem muito facilmente ser cristãos, porque eles parecem não ter nenhuma religião. Se for do agrado de nosso Senhor, vou tomar seis deles de Suas Altezas quando eu partir, para que possam aprender a nossa língua." Observou que a falta de armamento moderno e até mesmo espadas e lanças forjadas de metal era uma vulnerabilidade tática, escrevendo: "Eu poderia conquistar a totalidade deles com cinquenta homens e governá-los como quisesse."

Colombo também explorou a costa nordeste de Cuba, onde desembarcaram em 28 de outubro (segundo os próprios cubanos, o nome é derivado da palavra Taíno, "cubanacán", significando "um lugar central"), e o litoral norte de Hispaniola, em 5 de dezembro. Aqui, o Santa Maria encalhou na manhã do Natal de 1492 e teve de ser abandonado. Foi recebido pelos cacique nativo Guacanagari, que lhe deu permissão para deixar alguns de seus homens para trás. Colombo deixou 39 homens e fundou o povoado de La Navidad no local da atual Môle Saint-Nicolas, Haiti. Antes de retornar à Espanha, Colombo também sequestrou entre 10 a 25 nativos e os levou de volta com ele. Apenas sete ou oito dos índios nativos chegaram à Espanha vivos, mas eles causaram forte impressão em Sevilha.


Santa María
, o navio-almirante de Colombo na sua primeira viagem, na sua casa de Valhadolid.

A segunda viagem

A sua segunda viagem partiu de Cádiz em 25 de setembro de 1493, com três naus e catorze caravelas. Nela avistou as Antilhas e abordou a Martinica. Rumou depois para o norte e alcançou Porto Rico em 18 de novembro de 1493 onde desembarcou no dia seguinte a 19 de novembro de 1493. Foi a Hispaniola onde a pequena colônia tinha sido arrasada pelos indígenas. Tendo ali deixado outro contingente de homens, navegou para o ocidente e chegou à Jamaica. Nessa viagem fundou Isabela, atual Santo Domingo, na República Dominicana, a primeira povoação europeia no continente americano. Regressou à Cádiz em 11 de junho de 1496


Provável retrato de Colombo por Sebastiano del Piombo, 1519. Não há retratos autenticados de Colombo.

A terceira viagem

Para a terceira viagem, partiu de Sanlúcar de Barrameda na província de Cádiz, a 30 de maio de 1498, com seis naus, tendo chegado à ilha da Trinidad depois de uma atribulada viagem a 31 de julho de 1498. Rumando ao sul, entre 4 e 12 de agosto chegou a uma grande terra que pensou ser uma ilha, a que chamou de Terra de Gracia nel Golfo de Paria, localizado na foz do delta do rio Orinoco, (Venezuela). Rumando ao norte chegou a Santo Domingo.

Em 19 de agosto de 1498, ele voltou para Hispaniola ao descobrir que a maioria dos espanhóis que por lá se estabeleceram estavam descontentes, sentindo-se enganados por Colombo sobre as riquezas que iriam encontrar. Colombo repetidamente tentou negociar com os rebeldes, mas não obteve sucesso. Alguns dos espanhóis haviam acusado Colombo em um tribunal pelo seu desgoverno.

Assim os Reis Católicos da Espanha, enviaram para Hispaniola o verdadeiro administrador, o governador Francisco de Bobadilla. Os três irmãos Colombo acabaram presos em 23 de agosto de 1498, sendo após enviados para Castela em 15 de setembro de 1498.


O governador Francisco de Bobadilla prende Cristóvão Colombo em Santo Domingo. Gravura publicada na Enciclopédia da História dos Estados Unidos da Harper em 1912.

Colombo recusou-se a ter removidas as algemas que usava ao longo de sua viagem de retorno à Espanha, durante o qual ele escreveu uma longa carta aos Reis Católicos. Chegando na Espanha recuperou a liberdade, mas perdeu seu prestígio e poder.


Cristóvão Colombo acorrentado no barco La Gorda, a caminho para a Espanha, depois de ser preso por Francisco de Bobadilla em Santo Domingo.

A quarta viagem

Na quarta viagem, partiu de Cádiz com quatro naus em 9 de maio de 1502, propondo-se uma vez mais a chegar ao Oriente. Avistou a Jamaica e, depois de grande tempestade, chegou à Ilha de Pinos nas Honduras. Avistou depois as costas da Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Devido ao péssimo estado das naus teve de regressar a Hispaniola, voltando para Sanlúcar de Barrameda em 7 de novembro de 1504.


Túmulo de Colombo na Catedral de Sevilha. Os restos mortais são carregados pelos reis de Castela, Leão, Aragão e Navarra.

Fonte: Wikipédia


Tags: Expedição, Novo Mundo, América, Colombo, descobrimento, era dos descobrimentos






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