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17 de novembro de 1941.

Segunda Guerra Mundial: Joseph Grew, o embaixador norte-americano no Japão telegrafa ao Departamento de Estado, os planos japoneses de ataque a Pearl Harbor, mas é ignorado

O embaixador norte-americano no Japão, Joseph Grew.

O Ataque a Pearl Harbor foi uma operação aeronaval de ataque à base norte-americana de Pearl Harbor, efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de dezembro de 1941.

O ataque em Pearl Harbor, na ilha de Oahu, Havaí, foi executado de surpresa contra a frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos da América e as suas forças de defesa, o corpo aéreo do exército americano e a força aérea da Marinha.

O ataque danificou ou destruiu 21 navios e 347 aviões, matando cerca de 2403 pessoas e ferindo outras 1178. Contudo, os três porta-aviões da frota do Pacífico não se encontravam no porto, pelo que não foram danificados, tal como os depósitos de combustível e outras instalações.

O ataque marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra do Pacífico, ficando conhecido como Bombardeio de Pearl Harbor e Batalha de Pearl Harbor, embora o nome mais comum seja Ataque a Pearl Harbor ou simplesmente Pearl Harbor.

As forças de inteligência e espionagem norte-americanas, tanto civis como militares, já tinham entre si informação suficiente para antecipar o ataque japonês algumas semanas antes. As forças armadas em Pearl Harbor tinham, inclusive, recebido vários alertas no dia do ataque. Tais informações poderiam ter colocado Pearl Harbor num alerta máximo e ter diminuído as perdas, ou mesmo preparado a frota para um contra-ataque aos porta-aviões japoneses.

A força de inteligência norte-americana, através do Serviço de Inteligência do Exército e da unidade OP-20-G do Escritório de Inteligência da Marinha, tinha interceptado mensagens diplomáticas japonesas e tinham decifrado o código Púrpura, embora as mensagens não contivessem qualquer informação militar estratégica ou tática. Das máquinas com o nome de código Magic utilizadas para decifrar o código Púrpura, existiam três no Reino Unido, quatro em Washington e uma numa base nas Filipinas, não existindo nenhuma em Pearl Harbor. A distribuição da informação decifrada era confusa e insuficiente não chegando por meses a ser transmitidas as informações que mencionassem Pearl Harbor para o comandante da frota em Pearl Harbor. Contudo, avisos foram enviados para todos os comandantes das forças norte-americanas no Pacífico, incluindo a clara mensagem de guerra nos finais de novembro de 1941.

Os comandantes norte-americanos tinham sido alertados que testes mostravam que o lançamento aéreo de torpedos em águas pouco profundas era possível, mas ninguém no Havaí deu a devida atenção ao perigo colocado pela possibilidade. Na expectativa que Pearl Harbor teria defesas naturais contra ataques de torpedos, a marinha dos EUA decidiu não montar redes contra torpedos, as quais estes viam como interferência a operações normais, sendo portanto uma prioridade baixa. No entanto, o Japão tinha já desenvolvido torpedos, que com a ajuda de barbatanas em madeira para estabilizar o torpedo de modo a este não afundar e bater no chão ao ser lançado do ar, podiam ser lançados mesmo até nas águas pouco profundas de Pearl Harbor, facilitando assim, a utilização dos mesmos contra os couraçados lá ancorados.

Devido à falta de aviões de curta e longa distância, as patrulhas de reconhecimento de longo alcance (basicamente hidroaviões da marinha e caças-bombardeiros do Corpo Aéreo do Exército) não estavam a ser efetuadas tanto quanto eram necessárias para cobertura adequada da área em redor de Pearl Harbor. Na época do ataque, o Exército, que tinha a responsabilidade pela defesa de Pearl Harbor, estava em modo de treino em vez de alerta, estando a maioria das suas armas antiaéreas desmontada para ser transportada e a munição guardada em depósitos separados. De modo a evitar problemas com proprietários de terrenos, os oficiais não mantinham armas dispersadas ao redor da base de Pearl Harbor (por exemplo, em propriedade privada).

Os espiões a serviço dos aliados, Richard Sorge e Dusko Popov, que estavam trabalhando no Japão, tinham conseguido alguma informação e alertaram assim o embaixador norte-americano no Japão, Joseph Grew, que telegrafa os planos japoneses de ataque a Pearl Harbor ao Departamento de Estado, mas é ignorado.

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, Pearl Harbor, ataque






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