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20 de novembro de 1459.

Guerra das Rosas: o parlamento de Inglaterra declara Ricardo de York traidor, assim como todos os seus apoiadores

Ricardo Plantageneta, 3° Duque de Iorque

A Guerra das Rosas ou Guerra das Duas Rosas foi uma série de lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra, ocorridas ao longo de trinta anos (entre 1455 e 1485) de forma intermitente, durante os reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III. Em campos opostos encontravam-se as casas de York e de Lencastre (ou Lancaster) , ambas originárias da dinastia Plantageneta e descendentes de Eduardo III, rei da Inglaterra entre 1327 e 1377.

A Guerra das Rosas foi resultado dos problemas sociais e financeiros decorrentes da Guerra dos Cem Anos, combinados com o reinado considerado fraco de Henrique VI, que perdeu muitas das terras francesas conquistadas por seu pai e foi severamente questionado pela nobreza. Seu final ocorreu quando um candidato Lencastre relativamente remoto, Henrique Tudor, derrotou o último rei de York, Ricardo III, e assumiu o trono, casando-se com Elizabeth de Iorque, filha de Eduardo IV, para unir as duas casas. O nome do conflito deve-se aos símbolos das duas facções - a rosa branca da casa de York e a vermelha da de Lencastre, embora a última tenha sido adotada apenas mais tarde. Essa denominação passou a ser usada anos depois da guerra, por historiadores.

Origem

Esta série de guerras civis iniciou-se com a disputa da aristocracia pelo controle do Conselho Real, por causa da menoridade de Henrique VI. Havia uma rivalidade entre dois aspirantes ao trono: Edmundo Beaufort (1406-1455), Duque de Somerset, da casa de Lencastre, e Ricardo Plantageneta, terceiro Duque de York. O primeiro apoiava Henrique VI e a rainha Margarida de Anjou. O segundo pôs em causa o direito ao trono de Henrique VI de Lencastre, um homem frio mas fraco, sujeito a fases de insanidade. Henrique VI, ao assumir o poder em 1442, teve o apoio dos Beaufort e do Duque de Suffolk, aliados da casa de York.

Os tempos eram de dificuldade para a Casa de Lencastre, no poder, fortemente abalada pela demência do rei e pelas derrotas militares do exército inglês na França durante a última fase da Guerra dos Cem Anos.

Ricardo Plantageneta (21 de setembro de 1411 – 30 de dezembro de 1460), Duque de Iorque, conde de Cambridge e de March, foi o líder da Casa de Iorque durante os primeiros anos da Guerra das Rosas. Era filho de Ricardo, Conde de Cambridge, executado por traição em 1415, e de Anne Mortimer, herdeira do condado de March. Tornou-se duque de Iorque em 1426, como herdeiro do tio Eduardo Plantageneta, morto na Batalha de Azincourt. Ricardo era descendente por via direta do rei Eduardo III da Inglaterra, por meio do avô Edmundo de Langley, e, portanto, um forte candidato à substituição do débil Henrique VI da Inglaterra. Para popularizar esta causa, Ricardo começou a utilizar o apelido Plantageneta, há muito em desuso na família real britânica.

A grande oportunidade de Ricardo surgiu em 1453, quando Henrique VI foi afetado por um colapso nervoso, talvez devido à derrota na Guerra dos Cem Anos ou aos rumores que davam o seu filho recém-nascido como ilegítimo. Qualquer que fosse o motivo, Henrique VI estava claramente incapaz de governar e Ricardo foi nomeado Lorde Protetor e regente da coroa.

No Natal de 1454, Henrique VI recuperou a condição mental e, em Fevereiro do ano seguinte, estava pronto para retomar a governação. Ricardo deixou de ser regente, o que obviamente lhe desagradou. Em breve, estava em revolta aberta contra o rei e, em maio, travou-se a primeira batalha de Saint Albans, que resultou na vitória de Iorque e na derrota do duque de Somerset, do lado do rei. Este confronto é considerado como o início da Guerra das Rosas. A vitória em Saint Albans obrigou Henrique VI a aceitar Ricardo de novo na corte e a nomeá-lo não só regente de novo, mas seu sucessor, em prejuízo do seu filho, o Príncipe de Gales. Neste ponto, a rainha consorte Margarida de Anjou começa a manobrar em defesa da sua família. Iorque é novamente expulso da corte em fevereiro de 1456 e, nos anos seguintes, travam-se algumas escaramuças entre as partes. Finalmente, a 20 de novembro de 1459, o Duque de Iorque é declarado traidor pelo Parlamento, assim como todos os seus apoiadores.

Com esta decisão legal, não havia outra opção possível que não lutar por todos os meios para usurpar a coroa de Henrique VI. Em julho de 1460, Iorque vence a Batalha de Northampton e captura o rei. Com Henrique VI nas suas mãos, o Parlamento é obrigado a mudar de opinião e, em outubro, Iorque é perdoado e nomeado herdeiro da coroa de novo. A facção de Lancaster, controlada por Margarida de Anjou, recusou-se a aceitar este fato e continuou a luta. A 30 de dezembro de 1460, dá-se a Batalha de Wakefield, na qual Iorque é derrotado e feito prisioneiro juntamente com o Conde de Slisbury (pai de Richard Neville, Conde de Warwick). Iorque é decapitado a mando de Margarida, que ordena que sua cabeça seja exposta nas muralhas da cidade que lhe dava o nome.

Ricardo de Iorque falhou no seu objetivo de pôr fim à dinastia de Lancaster. Seu filho Eduardo iria continuar a luta e tornar-se rei no ano seguinte.

Fonte: Wikipédia


Tags: Guerra das Rosas, Rei, Inglaterra, Ricardo Plantageneta, Duque de Iorque, Duque de York






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