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27 de novembro de 1838.

Uma força naval francesa bombardeia Veracruz, México, iniciando a Guerra dos Pastéis


A “Guerra dos Pastéis” (em espanhol Guerra de los Pasteles) ou Primeira intervenção francesa no México foi uma invasão do México levada a cabo por tropas francesas em 1838.

Esta guerra surgiu como conseqüência direta da instabilidade econômica e política que assolou o país durante os primeiros anos da república mexicana.

Neste período o México esteve repetidamente sujeito a movimentos de rebelião levados a cabo por oficiais militares e por várias facções. Os presidentes da república sucediam-se a um ritmo elevado, sendo na sua maioria homens com fome de poder e dispostos a utilizar o cargo em seu proveito próprio.

Economicamente, a dívida externa era grande, devida, sobretudo, aos elevados empréstimos contraídos junto de vários países europeus, tendo atingido o ponto em que o México já não conseguia honrar os compromissos assumidos.

As várias sublevações produziram outros tantos conflitos armados, mais ou menos intensos, dos quais resultou a destruição de quantidade significativa de propriedade privada, quer de cidadãos nacionais quer de estrangeiros (entre os quais franceses). Os cidadãos mexicanos afetados pouco podiam fazer para ver os seus prejuízos reparados, enquanto que os comerciantes estrangeiros apelaram ao governo mexicano para que este os compensasse pelos danos causados, sem qualquer efeito, pelo que começaram a apelar aos seus próprios governos. Apesar das repetidas solicitações francesas não terem sido atendidas, o governo francês acabaria por deixar cair este assunto.

Entre os cidadãos franceses que reclamavam compensação, encontrava-se um pasteleiro, de nome Remontel, estabelecido em Tacubaya, Cidade do México, que em 1838 afirmava ter sofrido um prejuízo de 60.000 pesos em pastéis, durante confrontos ocorridos dez anos antes. Não obtendo resposta do governo mexicano, recorreu ao rei Louis-Philippe da França. A França exigiu então ao governo mexicano o pagamento de 600.000 pesos de indenização.

Este montante era extremamente elevado, se comparado com o salário de um peso diário auferido por um operário. Para além desta quantia, o México estava em falta relativamente aos pagamento relativos à dívida de vários milhões de dólares anteriormente contraída com a França.

No início de 1828 chegaram às costas de Veracruz vários vasos de guerra franceses, sob o comando do almirante Bazoche, ameaçando invadir o México se não fossem cumpridas as condições do ultimato, apresentado pelo embaixador francês, o Barão Deffaudis, que vencia no dia 15 de Abril.

O então presidente Anastásio Bustamante recusou ceder ao ultimato e assim, no dia 16 de Abril, os navios franceses bloquearam os importantes portos de Tampico e Veracruz, apresando vários navios mexicanos. Este bloqueio duraria 8 meses. Os mexicanos começaram então a utilizar portos do Texas para movimentar mercadorias. Vendo que o México não cedia, apesar da perda da sua principal fonte de receitas fiscais, a França enviou uma frota de outros vinte navios, sob o comando de Charles Baudin, veterano das Guerras Napoleônicas.

A 27 de Novembro de 1838 esta frota abriu fogo sobre a fortaleza de San Juan de Ulúa, que defendia o porto de Veracruz, bem como sobre a cidade. Três dias depois o México declarava guerra à França. No entanto, o exército mexicano era praticamente inexistente nesta época e, portanto a oposição mexicana nunca se materializou. Veracruz seria ocupada em 5 de Dezembro.

Tags: Guerras, pastéis, Veracruz






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