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27 de novembro de 1095.

O Papa Urbano II proclama, no Concílio de Clermont, a Primeira Cruzada

Papa Urbano II pregando no Concílio de Clermont. Sébastien Mamerot, Les Passages d'Outremer de 1474.

O Concílio de Clermont-Ferrand, inaugurado pelo Papa Urbano II em 18 de novembro de 1095, foi um concílio não-ecumênico ou sínodo católico que incluiu entre suas decisões a de conceder a indulgência plenária aos que fossem ao Oriente para defender os peregrinos, cujas viagens tornavam-se cada vez mais perigosas. O concílio encerrou-se no dia 28 de novembro de 1095.

A repercussão popular da medida tornou-se patente quando o papa, ao anunciá-la, foi aclamado por uma multidão. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (sendo a maior parte muçulmanos), o Papa Urbano II criou uma nova etapa da História e deu início às cruzadas. Com a campanha "salvação a todos os mortos em combate contra os infiéis", o Papa não estava só garantindo um grande exército, mas também um novo foco bélico às forças que se batiam em lutas internas perturbando a paz na Europa.

As cruzadas

No Concílio de Clermont-Ferrand, em seu discurso do dia 27 de novembro de 1095, o Papa Urbano II convocou os cristãos a uma guerra contra os "infiéis" muçulmanos, a fim de reconquistar Jerusalém. Iniciaram-se assim as cruzadas, expedições militares que partiam da Europa cristã a fim de combater os muçulmanos no Oriente, dando assim a partida para a Primeira Cruzada no Oriente Próximo.

Os participantes consideravam-se "marcados pelo sinal da cruz" e bordavam a cruz na roupa.

Essas expedições ocorreram por vários motivos:

  • Libertar os cristãos sob o poder dos turcos seljúcidas.
  • Liberar o caminho para peregrinações a Terra Santa que havia sido bloqueado pelos referidos turcos.
  • Fazer frente aos planos dos turcos os quais planejavam conquistar a Europa (esta conquista iniciou-se com a queda de Constantinopla em 1453).
  • A indulgência plenária, concedida pelo Papa;
  • O desejo de melhorar a vida. Na Europa a população crescia, e a produção de alimentos não atendia a necessidade de todo povo;
  • Obter riqueza no Oriente. Havia muitos nobres sem terras, pois na época a herança cabia somente ao irmão mais velho (ou ao mais novo em algumas regiões);
  • Os mercadores europeus queriam aumentar o comércio com o Oriente e obter privilégios nas cidades conquistadas pelos cruzados;
  • O Papado e seus aliados na Reforma gregoriana, esperavam unir de novo todos os cristãos, pois a Cristandade, desde o Grande Cisma do Oriente, tinha passado a estar dividida em igreja do ocidente e igrejas do oriente.
  • O Papa esperava socorrer os maronitas, que eram católicos e que estavam a ser brutalmente perseguidos onde estavam isolados, no monte Maron, no Líbano, desde a invasão turca.



Papa Urbano II apela às cruzadas no Concílio de Clermont-Ferrand.

Fonte: Wikipédia


Tags: Concílio, Concílio de Clermont, vaticano, igreja, Papa, Cruzada, Primeira Cruzada






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