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25 de Maio de 1925.

Professor americano é indiciado por ensinar Charles Darwin

John Thomas Scopes

O julgamento de Scopes, formalmente conhecido como O Estado de Tennessee versus John Thomas Scopes, mais conhecido como o Scopes Monkey Trial (O Julhgamento do Macaco), foi um famoso caso da justiça norte-americana em 1925.

No Início do século XX, em uma comunidade religiosa nos Estados Unidos, um professor de Ciências foi preso por ensinar aos seus alunos a “Teoria da Evolução das Espécies” proposta pelo naturalista britânico Charles Darwin.

O professor John Thomas Scopes foi indiciado em 25 de maio de 1925, em Dayton no estado do Tennessee, por ir contra a “Lei Buttler” (Butler Act), que proibia o ensino de qualquer teoria que negasse a história divina da criação do homem de acordo com a Bíblia Sagrada onde consta que o homem foi criado por Deus em qualquer escola financiada pelo Estado.


O professor John Thomas Scopes

Durante o julgamento, que durou onze dias e foi o primeiro a ser transmitido por rádio, a defesa foi impedida pelo juiz de apresentar cientistas como testemunhas em favor da teoria da evolução.

O professor Scopes foi considerado culpado e multado em US$ 100,00, mas o veredicto foi derrubado por uma questão técnica.

O julgamento serviu o seu propósito de atrair intensa publicidade nacional, como repórteres nacionais se reuniram em Dayton para cobrir os advogados de grande nome que concordaram em representar cada lado.

William Jennings Bryan, candidato presidencial por três vezes e secretário de Estado, respondeu pela acusação, enquanto Clarence Darrow, um famoso advogado de defesa, representou Scopes.


Os advogados Clarence Darrow (esquerda) e William Jennings Bryan (direita) conversam na corte durante o Julgamento do Macaco.

O julgamento tratou da controvérsia fundamentalista-modernista, onde os modernistas defendiam que a evolução não é incompatível com a religião, contra os fundamentalistas, que defendiam que a palavra de Deus revelada na Bíblia tinha prioridade sobre todo o conhecimento humano.

O caso foi visto como uma disputa teológica e um julgamento sobre se a ciência moderna em relação à controvérsia da criação-evolução deveria ou não ser ensinada nas escolas.

A “Lei Butler” entrou em vigor em 25 de março de 1925 e só foi revogada no estado do Tennessee, 42 anos depois, em 1º de setembro de 1967.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu em 12 de novembro de 1968, pouco mais de um ano após o Tennessee ter revogado a lei, que a Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos proíbe que um Estado imponha qualquer regra baseada em princípios religiosos ou dogmas.

Este incidente inspirou um dos mais belos filmes protagonizados pelo ator Spencer Tracy. “Inherit the Wind” (O Vento Será Sua Herança) que estreou nos cinemas norte-americanos em 12 de outubro de 1960, com a “Lei Buttler” ainda em vigor no Tennessee.


Harry Morgan, Spencer Tracy e Fredric March no filme Inherit the Wind

O Julgamento do Macaco (Monkey Trial), como ficou conhecido, teve repercussão internacional pela batalha travada pelos advogados de acusação e defesa.

Fonte: Wikipédia


Tags: Julgamento do Macaco, julgamento, evolução, macaco, Chales Darwin, Scopes Monkey Trial, John Thomas Scopes, Teoria da Evolução das Espécies






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