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02 de dezembro de 1937.

Getúlio Vargas extingue, através do Decreto nº 37, todos os partidos políticos


A Constituição outorgada em 1934 por |Getúlio Vargas previa eleições presidenciais para o ano de 1937, pois, de acordo com ela, o mandato de Getúlio terminaria em 1938.

Com essa expectativa, surgiram, então, três candidaturas: a União Democrática Brasileira apresentou o Governador de São Paulo, Armando de Sales Oliveira; e Benedicto Valladares, de Minas, articulava com o nome de José Américo de Almeida, enquanto os integralistas lançaram o seu chefe, Plínio Salgado.

Getúlio esperava (e até preparara) este momento. A luta eleitoral se tornava violenta e ameaçava a tranqüilidade nacional. Era o momento de suspender aquele processo, que, se aos olhos do povo significava uma verdadeira guerra civil, para Getúlio, que pretendia continuar no Palácio do Catete, indicava o fim melancólico do seu governo. Então, apoiado pelo General Eurico Dutra, Ministro da Guerra, o Presidente gaúcho desfechou o Golpe de Estado na manhã de 10 de novembro de 1937.

Munido de uma nova Constituição, elaborada por Francisco Campos e inspirada na concepção política dos Estados Totalitários, Getúlio fecha todos os órgãos Legislativos do País e, através do Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937, extingue os partidos políticos, incluindo, nesse rol de medidas pouco democráticas, o arrasamento do integralismo e do comunismo.

Tags: Vargas, Golpe de Estado, Eleições, Estado Novo






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