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14 de dezembro de 1956.

Brasil compra da Grã-Bretanha o porta-aviões Minas Gerais

Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais.

O NAeL Minas Gerais (A-11) foi um porta-aviões (Navio-Aeródromo Ligeiro) da Marinha do Brasil.

Origem do nome

Este foi o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil em homenagem ao estado brasileiro de Minas Gerais. Também receberam este nome o encouraçado E Minas Geraes (1906), que não foi concluído e o também encouraçado Encouraçado Minas Gerais (1908).

História

Construído no Reino Unido entre 1942 e 1945, onde foi batizado com o nome de HMS Vengeance, foi classificado na Classe Colossus. Tinha 212 metros de comprimento, capacidade para 1.300 homens e podia transportar até 14 aeronaves entre aviões e helicópteros.

Em 14 de dezembro de 1956, o Brasil adquiriu a embarcação da Marinha Real Britânica, rebatizando-a de Minas Gerais e conduzindo-a a estaleiro nos Países Baixos a fim de sofrer modificações e modernizações. Foi incorporado a Armada Brasileira em 6 de dezembro de 1960. e foi descomissionado em 16 de outubro de 2001.

A sua aquisição, à época, suscitou grave crise entre a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira, pois a primeira, apesar dos fortes protestos da última, reivindicava controle da aviação embarcada. Desse modo, a 6 de Fevereiro de 1957 foi criado o 1° Grupo de Aviação Embarcada da FAB, com a finalidade precípua de guarnecer navios-aeródromos da Marinha brasileira. Este grupo foi organizado inicialmente com dois esquadrões, um de caça e outro de patrulha, operando aeronaves de asa fixa Grumman Tracker.

A questão estendeu-se por governos posteriores, só sendo solucionada em Agosto de 1964 pelo então Presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, que garantiu à FAB a posse das aeronaves embarcadas.

A embarcação foi incorporado à Armada Brasileira em 1960, sendo utilizada desde então para vigiar a costa do país como um porta-aviões anti-submarino.

Com a desativação dos P-16E do 1º Grupo de Aviação Embarcada em 1996, o Minas Gerais passou a operar exclusivamente com helicópteros da Marinha até o ano de 2000, quando foi concluído o processo de reativação das operações de asa fixa com o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), criado em 1998 e baseado na Base Aeronaval de São Pedro d'Aldeia, local onde também se localizam outros esquadrão da Aviação Naval. O VF-1 opera desde então aeronaves McDonnell Douglas A-4 Skyhawk II comprados do Kwait.

Apesar das várias modernizações a que foi submetida, tornando-a razoavelmente atualizada, as suas máquinas só desenvolviam cerca de 20 nós, três a quatro nós mais lenta do que seria necessário para a plena operação de aeronaves mais modernas. Foi descomissionado em 16 de Outubro de 2001, sendo substituído pelo porta-aviões francês FS Foch, rebatizado como NAe São Paulo (A-12).

Em 2002 o Minas Gerais foi colocado em leilão. Entre os doze concorrentes, a maioria pretendia transformá-lo em sucata, reciclando o aço de seu casco. Entre eles, destacou-se uma ONG britânica, que organizou uma campanha pela internet, sob o nome de Vengeance, designação da embarção à época da Segunda Guerra Mundial, com o projeto de restauração e requalificação da embarcação como museu histórico-temático flutuante sobre a história da aviação naval. O navio histórico foi arrematado por 2 milhões de dólares norte-americanos por uma empresa de eventos e navegação de Xangai, na China, para onde foi transportado. Essa empresa, tendo desistido de utilizar a embarcação, vendeu-a por sua vez, tendo a mesma sido desmontada como sucata em Alang, na Índia.

Fonte: Wikipédia


Tags: Porta-aviões, marinha, Minas Gerais






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