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17 de dezembro de 0546.

O rei ostrogodo Totila saqueia Roma

Retrato de Totila. Óleo sobre tela de Francesco Salviati, ca. 1549

Totila (? — 1º de julho de 552), conhecido também com o nome "Baduila", nascido em Treviso, foi rei dos ostrogodos de 542 a 552, depois da morte de seu tio Ildibaldo e do assassinato de seu primo Erarico. Morreu na Batalha de Tagina em 552.

Depois dos conflitos contra o general bizantino Belisário e depois da consequente captura de Vitige em 540, os ostrogodos passaram a ter um Estado ao norte do rio Pó. Totila era o comandante da tropa gótica sob Tarvisio, e foi provavelmente nomeado rei por volta da metade de 542.

O seu objetivo foi a de contrapor-se à política do imperador bizantino Justiniano (r. 527–565), que visava a posse da Itália. Totila teve inicialmente muito sucesso, aproveitando-se do fato que as tropas de Justiniano no Império Romano do Oriente estavam empenhadas desde 540 em uma guerra contra o Império Sassânida. Conseguiu notáveis sucessos no campo de batalha assediando e saqueando Alatri em 543, recrutando camponeses para reforçar o exército, e conseguiu conquistar a cidade de Roma por duas vezes (ao fim de 546 e ao início de 550), embora não conseguisse mantê-la por muito tempo.

A primeira vez Totila assediou Roma em 544. Em 17 de dezembro de 546, os guardiões se depararam com o exército ostrogodo e abriram as portas da cidade, consentindo com a invasão. Roma foi depredada e os seus muros destruídos, enquanto os seus habitantes foram perseguidos.

Saque de Roma (546)

O Saque de Roma de 546 foi realizado pelo rei godo Totila, durante a Guerra Gótica (535–554) entre os ostrogodos e o Império Bizantino. Totila estava assentado em Tívoli e, buscando a reconquista do Lácio, deslocou-se em direção a Roma. Contudo, as defesas da cidade aguentaram o seu ataque, pelo qual decidiu assediá-la até se render por fome.

O Papa Vigílio, que fugira para Siracusa, enviou uma pequena frota de navios com cereais para fornecer Roma, mas foi interceptada pela armada de Totila, sendo capturada perto da desembocadura do Tibre. A frota imperial, dirigida por Belisário, não teve sucesso na sua tentativa de libertar a cidade, razão pela qual Roma viu-se obrigada finalmente a abrir as portas aos godos em 17 de dezembro de 546.

Roma foi saqueada, mas Totila, que normalmente destruía as fortificações de cada cidade que tomava, não desmantelou as muralhas da cidade.

Na primavera de 547, Belisário conseguiu libertá-la, e um segundo assédio de Totila em maio do mesmo ano não teve sucesso, mas não obteve vantagem da sua vitória. Os godos tomaram várias cidades, incluindo Perugia, enquanto Belisário permaneceu inativo até ser chamado de volta para a Itália.

Em 549 Totila voltou a marchar contra Roma, capturando-a graças à traição de alguns defensores famintos. Nesta última ocasião, a cidade foi saqueada até o ponto de ficar desabitada por quarenta dias.

A cidade teve poucos sobreviventes e o senado romano se transferiu quase completamente a Constantinopla. Foi o período mais sangrento da Guerra Gótica.

Depois da segunda conquista de Roma, Totila fez uma campanha de propaganda, na qual pôs em confronto o estilo de vida dos ostrogodos no tempo de Teodorico, o Grande, com os anos de sofrimento, da guerra e da política fiscal de Justiniano. Teve menos sucesso com a política exterior, uma vez que não conseguiu fazer aliança com os francos.

Em 551, Justiniano entregou o comando do exército bizantino ao general Narses, e o mandou a libertar a Itália: as suas tropas entraram na Itália do norte através dos Bálcãs, evitando as linhas defensivas góticas.

Totila então abandonou Roma, levando consigo 300 jovens reféns escolhidos entre as famílias mais importantes da cidade.

Em 30 de junho ou 1° de julho de 552, o exército ostrogodo foi derrotado na Úmbria sob as flechas dos arqueiros do exército de Narses, na Batalha de Tagina entre Gúbio e Gualdo Tadino. Totila morreu em batalha ou durante a fuga, e os ostrogodos se reuniram sob o seu último rei na Itália, Teia: este matou os 300 jovens reféns de Totila, e o mesmo fim tiveram todos os prisioneiros e as famílias senatoriais. Porém, devido à perda da maior parte da cavalaria, que não pôde oferecer uma resistência adequada, o sonho dos ostrogodos de um reino na península Itálica teve fim.

Fonte: Wikipédia


Tags: Saque, Roma, ostrogodos, Guerra Gótica






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