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25 de dezembro de 1991.

Mikhail Gorbachev renuncia como líder da União Soviética

Mikhail Gorbachev em 1987.

Mikhail Sergueievitch Gorbachev ou Gorbatchev GCL (Stavropol, 2 de março de 1931) é um político e estadista russo, mais conhecido por ter sido o último líder da União Soviética, entre 11 de março de 1985 e 25 de dezembro de 1991.

Durante seu governo, as suas tentativas de reforma, tanto no campo político, representadas pelo projeto Glasnost, como no campo econômico, através da Perestroika, conduziram ao término da Guerra Fria e, ainda que não tivessem esse objetivo, deram fim ao poderio do Partido Comunista no país, levando à dissolução da União Soviética.

Entre as principais medidas tomadas por Gorbachev, estão a campanha contra o alcoolismo, a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, após quase uma década de guerra, a anulação da condição da União Soviética como Estado socialista e a conivência com as reformas políticas neoliberais nos países do Pacto de Varsóvia, a chamada Doutrina Sinatra, que culminou na queda do muro de Berlim, em 1989.

A crise e o fim da URSS

A gradual democratização da União Soviética levou à perda de poder por parte do Partido Comunista, resultando na divisão do Partido entre as alas liberal, moderada e conservadora. A ala liberal, chefiada por Boris Yéltsin e Anatoli Sobtchak, defendia uma abertura completa do país para o capitalismo e a independência de todas as repúblicas que estavam sob domínio soviético. A ala moderada, liderada pelo próprio Gorbachev, defendia a manutenção do Estado soviético e a continuação das reformas políticas e econômicas, enquanto a ala conservadora, liderada por Egor Ligatchov e Guennadi Ianaiev e composta dos políticos conhecidos como linhas-duras, era partidária da instalação de um novo regime que desse fim às reformas neoliberais e iniciassem um novo período político e econômico para a URSS. Em poucos dias, um impasse político se instauraria na União Soviética.

Em agosto de 1991, os conservadores se aliaram à KGB para derrubar Gorbachev e dar fim às suas reformas. Os liberais, porém, com o comando de Boris Yéltsin, enfrentaram os golpistas para manter Gorbachev no poder.

Entre 19 e 21 de agosto de 1991, o presidente soviético foi encarcerado em uma dacha na Crimeia. Enquanto isso, em Moscou, os liberais detinham os golpistas, e passados os três dias, Gorbachev retornou ao poder.

Os planos de Yéltsin, contudo, não eram favoráveis a Gorbachev. Conforme o líder liberal ganhava cada vez mais partidários, a popularidade de Gorbachev abaixava constantemente. O presidente demitiu e encomendou a prisão dos membros do Politburo que tomaram a iniciativa do golpe e que mais tarde ficariam conhecidos como a Gangue dos Oito.

Boris Yéltsin, que antes defendera Gorbachev, agora tomava o poder de suas mãos. Em dezembro de 1991, todas as repúblicas haviam declarado sua independência e as negociações para a elaboração de um novo tratado começaram.

Em 8 de dezembro de 1991, Yéltsin e os dirigentes da Bielorrússia (que adotou este nome, em agosto de 1991) e da Ucrânia, Leonid Kravchuk e Stanislaw Chouchkievitch, reuniram-se em Minsk, onde criaram a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e anulou o Tratado da União de 1922 que tinha estabelecido a União Soviética. Outra cerimônia de afirmação foi realizada em Alma-ata, em 21 de dezembro, para estender a CEI com as cinco repúblicas da Ásia Central, o Azerbaijão e a Armênia. A Geórgia não tinha aderido à CEI até 1993. As três repúblicas bálticas nunca aderiram.

Sem qualquer domínio ou autoridade, Gorbachev, representando a URSS, reconhece a vitória de Yéltsin e a independência das ex-repúblicas soviéticas, e então renuncia ao cargo, sem antes declarar a União Soviética oficialmente extinta. Toda a estrutura governamental soviética tornava-se nula, bem como o posto de Gorbachev. Na noite de 25 de dezembro de 1991, a bandeira soviética foi retirada do mastro do Kremlin, o mais alto símbolo de poder na Rússia.


Mikhail Gorbachev anunciando sua renúncia em 25 de dezembro de 1991.

Fonte: Wikipédia


Tags: Rússia, URSS, guerra fria






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