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16 de outubro de 1973.

Morre Gene Krupa, baterista e bandleader norte-americano


Considerado o maior baterista de todos os tempos, Gene Krupa (Chicago, 15 de Janeiro de 1909 - Yonkers, 16 de Outubro de 1973) foi ídolo e mestre de toda uma geração, o músico foi o primeiro a tocar um solo de bateria na sala de concertos mais famosa de Nova York.

Gene Krupa foi um baterista excepcional desde o começo de sua carreira. Em 16 de dezembro de 1927, fez sua primeira gravação. A interpretação de Nobodys Sweetheart, com a Austin High Gang, não marcou apenas o seu início na indústria fonográfica, mas logo uma revolução: pela primeira vez um músico se atreveu a gravar baixo e bateria. Por problemas técnicos, os engenheiros de som recusavam-se, até então, a gravar o baixo. A agulha de gravação saltava do rolo de cera, inutilizando o trabalho.

Isso até surgir Gene Krupa, que, com 18 anos, já tinha uma noção muito clara do papel do baterista numa formação. Ele queria ser mais do que um mero marcador de compasso e, além do mais, sabia tocar o baixo sem fazer a agulha saltar na gravação. Mas a pequena revolução ocorrida nos estúdios Okeh, de Chicago, não seria a única sensação envolvendo o seu nome.

O jazz conquista novos espaços

Com o concerto de Benny Goodman no Carnegie Hall, em 16 de janeiro de 1938, um dia após o aniversário de Krupa, se escrevia mais uma página na história do jazz. Pela primeira vez o templo da música clássica abria suas portas para o jazz e, pela primeira vez, os espectadores escutaram um solo de bateria.

Krupa tornara-se um músico muito requisitado desde 1927. Vários nomes que hoje contam entre as lendas do jazz foram seus chefes, colegas ou amigos. Ele tocou com Benny Goodman e Glenn Miller, por exemplo, nos musicais da Broadway Strike Up The Band e Girl Crazy. Krupa tocou durante quatro anos com Benny Goodman And His Orchestra, formação na qual pôde destacar-se.

Contudo, depois do solo de bateria em Sing, Sing, Sing, o público queria ouvir um solo do músico de Chicago em todas as canções. Goodman não gostou e Krupa acabou se desligando do grupo. Em abril de 1938 surgia Gene Krupa And His Orchestra, que marcou o início de seu grande sucesso.

Ídolo e mestre

Com suas técnicas, Gene Krupa tornou-se o grande mestre dos bateristas, ao mesmo tempo ídolo e professor de toda uma geração de músicos. The Gene Krupa Drum Method é o título de seu livro. Em 1941 criou o concurso Gene Krupa Drum Contest.

A seguir, rodou vários filmes em Hollywood, foi preso e condenado supostamente por posse de drogas. Nos anos 50 tocou com todos os grandes músicos da era, o clarinetista Buddy De Franco, o saxofonista Charlie Ventura e o trompetista Red Rodney, entre outros. Mas nunca se ateve a um só estilo, experimentando constantemente com os ritmos e novos elementos na bateria.

Embora fosse o primeiro baterista a tocar um solo no Carnegie Hall, Krupa conhecia os seus limites: Eu sempre olhei bem para o público, ao fazer um solo, e quando notava uma certa agitação nas pessoas, sabia que era a hora de parar com o show e dar espaço para o grupo voltar a tocar, diz o lendário baterista.

A saúde obrigou-o a limitar suas atividades nos anos 60. Gene Krupa tinha dores nas costas, teve leucemia e um enfarte também debilitou sua saúde. Em 1972 e 1973, ainda tocou algumas vezes com a Benny Goodman Reunion Band, antes de falecer em 16 de outubro de 1973. Sua arte nunca foi superada, dizem os críticos e entendidos. Gene Krupa foi o começo e o fim de todos os bateristas, disse Buddy Rich em seu túmulo, elogio que vale dobrado, vindo de um colega e concorrente.

Fonte: Deutsche Welle

Tags: Baterista, bandleader, música






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