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Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 1943.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill encerram uma conferência em Casablanca, Marrocos

Na conclusão da conferência em 24 de janeiro, da esquerda para a direita: o General francês Henri Giraud, o presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt, o General francês Charles de Gaulle e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

A Conferência de Casablanca foi realizada no Hotel Anfa em Casablanca, Marrocos Francês de 14 a 24 janeiro de 1943 para planejar a estratégia dos Aliados europeus para a próxima fase da Segunda Guerra Mundial.

Estiveram presentes o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e, representando as forças francesas livres, os generais Charles de Gaulle e Henri Giraud. O premier Josef Stalin se recusou a participar, citando que o conflito em curso em Stalingrado exigia a sua presença na União Soviética.

A agenda da conferência abordava detalhes do procedimento tático, alocação de recursos e as questões mais amplas de política diplomática. O debate e as negociações produziram o que ficou conhecido como a "Declaração de Casablanca", e que foi, talvez, a sua declaração de propósito mais provocante historicamente, a "rendição incondicional". A doutrina da "rendição incondicional" veio a representar a voz unificada da vontade implacável dos Aliados — a determinação de que as potências do Eixo seriam combatidas até sua derrota final e aniquilação.

Doutrina da "Rendição incondicional”

A declaração de Casablanca anunciou ao mundo que os aliados não aceitariam nada além da “rendição incondicional” das Potências do Eixo. O termo “rendição incondicional” foi utilizado pela primeira vez pelo General Ulysses S. Grant que comunicou essa posição ao comandante confederado no Forte Donelson durante a Guerra civil americana.

Em 12 de fevereiro de 1943, Roosevelt explicou na rádio o que ele queria dizer com rendição incondicional: “Nós não falamos de machucar as pessoas comuns dos países do eixo. Mas nós realmente falamos de punir os líderes barbáricos desses países”.

Inicialmente, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não queriam que a guerra acabasse com a captura alemã. Algumas fontes contradizem as oficiais, reportando um acordo entre Churchill e Roosevelt, indicando que Churchill não era completamente a favor da rendição incondicional. O correspondente do New York Times, Drew Middleton, que estava na conferência, revelou em seu livro, Retreat From Victory, que Churchill tinha se "assustado com o anúncio público da rendição incondicional. Eu tentei esconder minha surpresa. Mas eu era o conselheiro de Roosevelt".

De acordo com o embaixador dos Estados Unidos em Moscou, Charles Bohlen, “A responsabilidade pela doutrina da rendição incondicional é quase exclusiva do presidente Roosevelt". Ele achou que Roosevelt tinha feito o anúncio "Para manter as forças soviéticas ocupadas com as frentes Alemã e Russa, acabando com as munições e com os soldados alemães" e também para "evitar que Stalin negociasse um acordo de paz com o Regime Nazista".

Fonte: Wikipédia


Tags: Segunda Guerra Mundial, conferência, Casablanca, rendição, rendição incondicional






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